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Última modificação junho 15, 2026

Roteiro para saber mais sobre a imigração japonesa

Lugares para explorar e conhecer mais sobre a influência nipônica na capital e região metropolitana

Dia da Imigração Japonesa Brasil-Japão: influências da cultura japonesa por São Pauo e todo o país/Foto: alexis84-GettyImages

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    Celebrado em 18 de junho, o “Dia Nacional da Imigração Japonesa” relembra a chegada do navio Kasato Maru ao Porto de Santos, em 1908, acontecimento que marcou o início da imigração japonesa organizada para o Brasil.

    Mais de um século depois, o país reúne a maior população de descendentes japoneses fora do território japonês. 

    A data destaca também a contribuição da comunidade nipo-brasileira para a formação cultural, social e econômica de São Paulo, estado que concentra uma parcela significativa dessa população. 

    Além do tradicional bairro da Liberdade, a herança nipônica se espalha por diversos outros pontos da cidade e do estado, através da gastronomia, dos templos, de centros culturais, associações, festas e outras manifestações culturais. 

    Para celebra a data, o Viva a Cidade selecionou pontos na capital e em cidades próximas onde é possível ver e sentir a influência da cultura japonesa. Veja a seguir: 

    Zona Leste

    Vila Carrão

    Este bairro abriga uma das maiores colônias de descendentes de japoneses da província de Okinawa (no Sul do Japão) no Brasil. Por isso, é uma região com forte influência da comunidade nipo-brasileira e reúne estabelecimentos que preservam tradições gastronômicas japonesas, apresentadas em restaurantes como o Shima Izakaya e o Nobori Sushi.

    Nobori Sushi
    Onde: Av. Conselheiro Carrão, 3145 – Vila Carrão
    Instagram: @noborisushicarrao_
    Quando: de terça a sábado, das 11h30 às 15h e das 18h30 às 23h | domingos, das 11h30 às 15h
    
    Shima Izakaya & Sushi Bar
    Onde: Rua Rogério Giorgi, 685 - Vila Carrão 
    Telefone: (11) 94741-8825 | Instagram: @shima.izakaya
    Quando: de segunda a sábado, das 11h30 às 17h e das 18h às 22h30

    Parque do Carmo

    A influência japonesa também pode ser observada no Parque do Carmo, um dos espaços públicos mais associados às tradições dessa comunidade na zona Leste.

    Lá fica o Bosque das Cerejeiras, onde é realizada a tradicional Festa das Cerejeiras (Sakura Matsuri), entre os meses de julho e agosto. O evento é inspirado no hanami, costume japonês de contemplação das flores dessas árvores e reúne apresentações artísticas, manifestações culturais e gastronomia típica. 

    Neste ano, a 46ª Festa das Cerejeiras do Parque do Carmo acontece nos dias 24, 25, 26 e 31 de julho, e 1 e 2 de agosto, e tem entrada gratuita.

    Onde:  Av. Afonso de Sampaio e Sousa, 951 – Itaquera
    Horário de funcionamento:  diariamente, das 5h30 às 20h

    Zona Norte 

    Vila Nova Cachoeirinha

    O Largo do Japonês, também chamado de Praça Manuel da Costa Negreiros, é uma referência da Vila Nova Cachoeirinha, outro bairro marcado pela presença dos imigrantes japoneses.

    Eles foram os primeiros residentes do local e trabalhavam nas chácaras de plantio de batatas e hortaliças. Foi no Largo do Japonês que, por volta de 1944, nasceu a primeira casa comercial da redondeza, pertencente a uma família de imigrantes de origem nipônica. Neste local também há um torii (portal sagrado japonês).

    A região também conta com forte comércio local e com a Associação Cultural Nipo-Brasileira de Vila Nova Cachoeirinha, que atua fortemente na preservação da cultura e tradições. 

    Torii Vila Nova Cachoeirinha
    Onde: Largo do Japonês (Praça Manuel da Costa Negreiros) - Cachoeirinha

    Jardim Japão

    Este bairro, localizado no distrito da Vila Maria, destaca-se pelas homenagens presentes em suas ruas, praças e seus espaços públicos, apesar de não ter grande concentração de imigrantes e descendentes.

    Ruas como Hiroshima, Nagasaki, Kobe, Tóquio, Yokohama, Osaka e dos Samurais, entre outras, bem como a Avenida das Cerejeiras, a Praça Nippon e o Parque Oyeno, prestam homenagem à cultura japonesa.  

    Centro  

    Liberdade

    Maios símbolo da presença japonesa na capital paulista, a Liberdade concentra uma parte importante da história e das tradições da comunidade nipo-brasileira. A região mistura tradições seculares, arquitetura temática e muitos estabelecimento onde é possível provar a autêntica gastronomia oriental.

    O bairro é decorado com as tradicionais lanternas orientais vermelhas (suzurantos) e possui um impressionante torii (portal), de 9 metros de altura. 

    Dia da Imigração Japonesa

    Lanternas japonesas espalhadas pelo bairro da Liberdade. | Foto: Alfribeiro / GettyImages

    Além disso, na região central do bairro fica o Edifício Bunkyo, que abriga a sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social, e o Museu da Imigração Japonesa no Brasil, que possui um vasto acervo com documentos, fotos e objetos que contam a história da chegada dos imigrantes ao país.

    Outro ponto de interesse é a Associação Cultural Niigata do Brasil, que promove atividades culturais e esportivas, além de bares típicos japoneses, os izakayas.

    Além disso, não faltam templos, como o Templo Busshinji, e estabelecimentos comerciais com produtos japoneses, além da famosa feira de artesanato da Praça da Liberdade, que acontece todos os sábados e domingos, das 9h30 às 18h, e se estende pela rua dos Estudantes e outras vias próximas.

    Embora seja considerado um bairro japonês, atualmente também se verifica uma forte presença de outras culturas asiáticas, como a chinesa e a coreana.

    Liberdade Torii
    Onde: Rua Galvão Bueno, 38-198 - Liberdade
    Quando: aberto 24 horas
    
    Museu da Imigração Japonesa
    Onde: Rua São Joaquim, 381, 3º, 7º, 8º e 9º andares - Liberdade
    Instagram: @museumhijb
    Horário de atendimento: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h (última entrada às 16h)
    Quanto: de R$ 12 (meia) a R$ 25 | Entrada gratuita às quartas-feiras
    
    Templo Busshinji
    Onde: Rua São Joaquim, 285 - Liberdade
    Instagram: @templo_budista_busshinji
    Horário de funcionamento: diariamente, das 9h às 16h
    
    Izakayada Boteco Japonês
    Onde: Praça Carlos Gomes 61A, Centro Histórico
    Instagram: @izakayada
    Quando: de quarta a sexta-feira, das 18h às 23h | sábados, das 14h às 23h | domingos, das 14h às 21h

    Aclimação 

    O bairro da Aclimação, vizinho da Liberdade, também carrega uma forte herança da cultura nipo-brasileira.

    No local, encontram-se importantes entidades representativas, como a Associação Centro Social Ibaraki do Brasil e a  Associação Shiga Kenjin do Brasil, que preservam e divulgam a cultura e promovem eventos tradicionais.

    Japan House 

    Na região da Avenida Paulista, a Japan House é um centro cultural moderno, criado para ampliar o conhecimento sobre o Japão da atualidade. O espaço promove exposições, oficinas de artes visuais e diversos eventos que celebram a cultura nipônica na cidade. 

    Onde: Av. Paulista, 52 - Bela Vista
    Horário de funcionamento: de terça a sexta, das 10h às 18h | sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h

    Zona Sul

    Pavilhão Japonês (Parque Ibirapuera)

    Inspirado no Palácio Katsura, que fica na cidade de Kyoto e foi residência de verão do Imperador do Japão, o Pavilhão Japonês é um espaço dedicado à divulgação da arquitetura, dos jardins e das tradições japonesas. Localizado às margens do lago do Ibirapuera, é ideal para aprender mais sobre a cultura japonesa.

    Construído por meio de uma parceria entre o governo japonês e a comunidade nipo-brasileira, foi doado a São Paulo em 1954, na comemoração do 4º centenário da fundação da cidade. É um símbolo da amizade entre os dois países e tem um edifício principal suspenso, que se articula em um salão nobre e diversas salas anexas, salão de exposição, jardins ornamentais e um lago habitado por carpas. 

    Onde: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Vila Mariana (Parque Ibirapuera, acesso pelo Portão 10)
    Horário de funcionamento: de quinta-feira a domingo e feriados, das 10h às 17h. 
    Quanto: de R$ 10 (meia-entrada e crianças de 5 a 12 anos) a R$ 20 (adultos) | Grátis às quintas-feiras e para crianças de até 4 anos

    Vila Mariana

    Além do Pavilhão Japonês, outro destaque da presença nipônica na Vila Mariana é o Hospital Japonês Santa Cruz, inaugurado em 1939, para atender a comunidade nikkei (nome dado aos descendentes de japoneses nascidos fora do Japão.

    Até hoje ele mantém uma forte ligação com o Japão, com ações que envolvem a comunidade japonesa no Brasil, órgãos do governo japonês, empresas e universidades que ficam do outro lado do mundo. Também oferece sinalização e atendimento bilíngue (português/japonês), além de opção de cardápio com pratos tradicionais orientais para os pacientes. 

    No mesmo bairro, a influência japonesa na saúde e qualidade de vida é encontrada no Centro de Bem-Estar e Saúde MOA, que oferece terapias de purificação e incentiva a alimentação e a agricultura natural. Administrado pela organização MOA International do Brasil, o local segue os princípios do pensador japonês Mokiti Okada, fundador da Igreja Messiânica Mundial, que dedicou a vida à construção de um mundo livre de doenças, pobreza e conflitos.

    Saúde

    Sem ostentar a estética turística da Liberdade, o bairro da Saúde possui uma forte herança da imigração japonesa, pois foi um dos principais destinos da colônia após a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945).

    A região abriga muitos templos budistas, como o Nambei Honganji Brasil Betsuin, ligado à Missão Sul-Americana do Budismo Shin (Ordem Ōtani), também conhecida como Higashi Honganji. A instituição tem atuação baseada nos ensinamentos do Mestre Shinran e no caminho da Terra Pura. Aberto ao público, o templo oferece uma variedade de atividades espirituais, cerimônias e estudos da filosofia budista.

    Além dele, há o Templo Honpa-Hongwanji do Brasil, amplo comércio de produtos orientais e izakayas, bares tradicionais japoneses, como o The Oriental.

    Templo Nambei Honganji Brasil Betsui
    Onde: Av. do Cursino, 753 - Vila da Saúde
    Instagram: @nambeihonganjibetsuin
    Horário de visitação: de segunda a sábado das 8h às 16h30 (exceto feriados)
    
    Templo Honpa-Hongwanji do Brasil
    Onde: Rua Changuá, 108 - Chácara Inglesa
    Instagram: @hongwanji.sp | WhatsApp: (11) 2275-8677
    Horários de visitação: terças, quintas e sextas-feiras, das 13h às 16h (mediante agendamento)
    
    The Oriental Izakaya
    Onde: Rua Luís Góis, 1419 – Mirandópolis
    Telefone: (11) 97112-1022 | Instagram: @theoriental.izakaya
    Horário de funcionamento: de terça a quinta-feira, das 18h às 22h | sextas, das 18 às 23h | sábados, das 12h às 23h | domingos, das 12h às 21h30

    27º Festival do Japão 

    O Festival do Japão é uma oportunidade de celebrar a diversidade cultural da cidade, provar sabores novos, aprender tradições e curtir uma programação variada. 

    Dia da Imigração Japonesa

    Tocadores de tambor Taiko, uma tradição japonesa. | Foto: Windzepher / GettyImages

    Considerado o maior evento da cultura japonesa do mundo, fora do Japão, o 27º Festival do Japão acontece em São Paulo, no São Paulo Expo, nos dias 10, 11 e 12 de julho. 

    Durante os três dias, quem passar pelo evento terá a oportunidade de vivenciar uma imersão na cultura japonesa através de apresentações artísticas, exposições e workshops, gastronomia, além de muita cultura pop e cosplay.

    Entre os destaques deste ano estão o estande interativo, com o tema “Kizuna – Laços que Unem”, onde descendentes podem descobrir a província de origem de seus antepassados, enquanto o público em geral pode escolher regiões japonesas para visitar através de grandes painéis de LED.

    Outra atração, no Palco Principal, é a apresentação da cantora internacional Yumi Matsuzawa, famosa por cantar os temas originais de “Os Cavaleiros do Zodíaco”, em uma comemoração aos 40 anos da franquia no país.

    A já tradicional praça de gastronomia regional conta com estandes onde os visitantes podem provar receitas clássicas das 47 províncias japonesas (kenjinkais).

    Também vale a pena conhecer o espaço FJTAON, uma área voltada ao público 15+, com uma cenografia especial, muitos games, música e interatividade, propondo uma imersão digital na cultura japonesa.

    Outros ambientes são a Alameda Literária, Área da Criança, o Akibaspace, voltado para quem curte a cultura pop, e o espaço de Exposições Culturais, com atividades como a Cerimônia do Chá, ikebana, e workshops gratuitos de origami, orinuno (dobradura em tecidos), mangá, shodō (caligrafia japonesa), oshibana (técnica artística de desidratar flores e folhas), etegami (cartão postal com desenho e mensagem), washi (papel artesanal japonês) e kirigami (recortes em papel dobrado).

    Para os maiores de 60 anos, a edição 2026 também apresenta novidades, como o Espaço da Longevidade, que vai ter atividades recreativas em grupo, workshops culturais, jogos de shogi e , tudo de graça para esse público. A área de 450 metros quadrados é dividida em dois ambientes: Campo das Apresentações, com atividades como rádio taiso, kenko taiso, kendama, ioiô, teatro e Bon odori, além de ginástica, danças, serviços de massagem e de cuidados com a saúde.

    A programação completa está disponível neste link

    Onde: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, Vila Água Funda (São Paulo Expo Exhibition e Convention Center)
    Quando: dias 10, 11 e 12 de julho
    Horários: sexta (10), das 11h às 21h | sábado (11), das 9h às 21h | domingo (12), das 9h às 18h.

    Grande São Paulo 

    Torre de Miroku (Ribeirão Pires)

    A Torre de Miroku, maior complexo em estilo japonês do Brasil, está localizada em Ribeirão Pires, na região metropolitana de São Paulo. A edificação, com 32 metros de altura, fica em um complexo às margens da Represa Billings. O projeto foi criado no início dos anos 2000, inspirado no templo Horyu, na cidade de Nara (Japão).

    O acesso é feito exclusivamente por barco, em um passeio de, aproximadamente, 10 a 12 minutos pela represa. Os ingressos custam R$ 56 por pessoa, e devem ser adquiridos com antecedência, pelo site da Tama Turismo, agência responsável pelo agendamento. 

    O local de partida é o Tahiti Náutica Club, com saídas aos finais de semana. Mais informações no perfil @tamaturismo, no Instagram.

    Dia da Imigração Japonesa

    O complexo Torre de Miroku fica às margens da Represa Billings. | Foto: Reprodução do site

    Onde: Av. Palmira, 450 - Represa, Ribeirão Pires 
    Instagram: @torredemiroku_oficial
    Horário de visitação: aos sábados e domingos, às 9h30, 10h10, 10h50, 11h30, 12h30 e 13h
    Quanto: R$ 56

    Templo Zu Lai – Monastério Fo Guang Shan (Cotia)

    O Templo Zu Lai é reconhecido como o maior templo budista da América Latina, com 10 mil m² de área construída.

    Inaugurado em 2003, faz parte do Monastério Fo Guang Shan e tem raízes no Budismo Mahayana.  O templo é aberto a visitas e oferece atividades gratuitas como práticas de meditação, palestras sobre budismo, cerimônias religiosas e cursos de cultura budista.

    Onde: Estrada Fernando Nobre, 1.461, Parque Rincão - Cotia (acesso pelo Km 28,5 da Rodovia Raposo Tavares)
    Funcionamento: de terça a sexta, das 12h às 17h | sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h
    Dia da Imigração Japonesa

    Templo Zu Lai – Monastério Fo Guang Shan. |Foto: Reprodução do site

    Akimatsuri: Festival de Outono (Mogi das Cruzes)

    Mogi das Cruzes, localizada na região metropolitana de São Paulo, tem uma forte influência da cultura japonesa. Hoje, cerca de 40 mil moradores da região são descendentes japoneses ou imigrantes, representando a segunda maior comunidade japonesa do Brasil, fora de uma capital. 

    Os japoneses ajudaram a transformar Mogi das Cruzes em um dos principais polos agrícolas do estado, sendo conhecida como o “Cinturão Verde”. 

    Dia da Imigração Japonesa

    Atração do Akimatsuri, Festival de Outono em Mogi das Cruzes. | Foto: Reprodução do site

    O Akimatsuri (Festival de Outono) é a maior celebração da colônia japonesa de São Paulo e um dos maiores festivais da cultura japonesa do Brasil.

    O evento ocorre anualmente em abril e atrai milhares de visitantes, com pavilhões agrícolas, oficinas de mangá/origami e gastronomia típica. A 39ª edição da festa, realizada em abril de 2026, teve como tema “Kizuna – os laços que unem o Brasil e o Japão”.

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    Marina Barlati

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    Graduada em Comunicação Social / Jornalismo, com MBA em Marketing Digital. Tem experiência em jornais, revistas e assessoria de comunicação.