Pinheiros e Vila Madalena seguem entre os principais destinos para quem busca novidades gastronômicas em São Paulo. Os bairros ganharam bares com diferentes propostas, que combinam boa comida, drinques e experiências para públicos variados.
Há opções para quem prefere vinho, coquetéis autorais, petiscos para compartilhar ou um happy hour sem pressa. Conheça 11 endereços que chegaram recentemente à região e agende a visita.
Pinheiros
Palermo
Inaugurado no fim de 2025, o Palermo ocupa uma praça entre as ruas Teodoro Sampaio e dos Pinheiros, num projeto de revitalização urbana assinado por Rafael Berçot, Marcello Nazareth, Caio Tucunduva e Julio Seixas. O bar é o primeiro endereço com foco na culinária e na cultura sicilianas a abrir no país.
À frente da cozinha está o chef Thiago Cerqueira, responsável por petiscos como panelle e conservas em azeite pensados para dividir. A coquetelaria fica por conta de Estella Moraes, que assina uma carta inspirada no clima mediterrâneo.
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Entre as pedidas está o Palermo Spritz (R$ 62), com limoncello, Don Julio Blanco, Luxardo Maraschino e espumante. Para petiscar, o Sott’olio (R$ 59) reúne azeitonas, caponata, berinjelas e alcachofras em conserva, servido com focaccia e panelle.
Onde: Rua Sebastião Gil, 14 – Pinheiros Horário: segunda e terça, das 11h30 às 14h | quarta a sexta, das 11h30 às 14h e das 17h às 22h | sábado, das 12h às 18h @distritopalermobar
Lita
Do outro lado da rua do restaurante Nelita, a chef Tássia Magalhães e o sommelier Danyel Steinle abriram o Lita, ‘wine bar’ com 44 lugares. A casa reúne entre 400 e 500 rótulos de vinho, guardados em uma adega com capacidade para 685 garrafas.
A cada 15 dias, ao menos 20 vinhos são oferecidos por taça, com preços entre R$ 34 e R$ 106 — um convite a experimentar produtores menos conhecidos e regiões fora do eixo Borgonha-Champagne.
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No cardápio, Tássia assina pratos pequenos pensados para compartilhar, como o choux recheado de fígado de galinha e o paccheri alla scarpariello.
No segundo andar, fica a adega comandada por Steinle, também usada para degustações às cegas e aulas.
Onde: Rua Ferreira de Araújo, 333 – Pinheiros Horário: terça a quinta, das 18h à 0h | sexta, das 18h à 1h | sábado, das 13h às 17h e das 18h à 1h @wine.lita
Fugaz Bar
Dos mesmos donos do Sala Bar, o Fugaz ocupa uma casa antiga na Rua Cardeal Arcoverde, transformada em bar de audição.
A proposta é intimista: som de DJ, discos e um quintal espaçoso para quem quer prolongar a noite sem pressa.
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O clima mais baixo de música favorece a conversa, diferencial que tem atraído um público em busca de fugir dos bares mais movimentados da região.
Onde: Rua Cardeal Arcoverde, 1479 – Pinheiros Horário: quarta a sexta, das 18h30 à 1h | sábado, das 16h à 1h @fugazbar
Luci Bar
Na Rua Padre Garcia Velho, o Luci Bar chegou a Pinheiros com proposta de “soft clubbing”: um jantar que aos poucos vira balada, embalado por trilha sonora cuidada e coquetelaria autoral. O nome remete à palavra “luzes”, referência à estética que mistura elementos modernos e vintage, com painel artístico assinado por Gabriel Azevedo.
No cardápio, o destaque vai para as pizzas de fermentação natural, finas e leves, além do crudo de atum com stracciatella cremosa. Já a carta de drinques, assinada por Luh Galdino, revisita clássicos: o BeLUCI é uma releitura do Bellini, e o Panacotta remete a uma sobremesa em forma de coquetel.
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O público costuma ser 30+, atraído pela proposta de jantar sem pressa que se estende noite adentro.
Onde: Rua Padre Garcia Velho, número a confirmar – Pinheiros Horário: terça a quinta, das 19h à 1h | sexta e sábado, das 19h às 2h @lucibar.sp
Setim
O Setim abriu em dois andares na Rua Lisboa, com múltiplos ambientes e proposta de receber tanto quem quer beber quanto quem prefere não beber álcool. A carta de mocktails é tratada com o mesmo cuidado da coquetelaria clássica, sem cair na armadilha do refrigerante decorado.
A casa também aceita reservas para festas e costuma reunir públicos variados, do happy hour ao fim de noite mais animado.
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Onde: Rua Lisboa, 285 – Pinheiros Horário: terça a quinta, das 18h à 0h | sexta e sábado, das 18h à 1h | domingo, das 16h às 22h @bar.setim
Adega Habibi
No ponto da Avenida Faria Lima onde já funcionaram o Spritz Bar e o Praia Bar, hoje extintos, abriu em abril a Adega Habibi. O boteco árabe foi criado por Bruno Erlinger e JP Vasconcellos, também à frente do Standing Sushi Bar, e chegou com clima de festa na calçada.
O salão é estreito, e as mesas ficam praticamente todas do lado de fora. Ali, um balcão refrigerado reúne pastas típicas como tzatziki e babaganuche, além de espetinhos, falafel e tabule.
Entre os pedidos, os bolinhos de babaganuche (R$ 16), recheados com linguiça merguez de cordeiro e maionese de melaço de romã, abrem bem o apetite. Para beber, o spritz de romã (R$ 19,99), feito em parceria com a Cia dos Fermentados, equilibra o clima árabe com um toque adocicado.
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Onde: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 272 – Pinheiros Horário: terça a sexta, das 11h30 às 23h30 |sábado, das 12h30 às 23h30 @adega.habibi
Bodega Pepito
O chef catalão Oscar Bosch, à frente do Tanit e do Nit Bar de Tapas, abriu a Bodega Pepito na esquina onde funcionava o Meats. A casa mistura a tradição das bodegas espanholas com a informalidade dos botecos brasileiros, no que o próprio chef chama de “cozinha inquieta”.
O cardápio reúne desde clássicos ibéricos, como pan con tomate e tortilha de batata, até criações mais ousadas, como a empanada de língua bovina puxada na cebola caramelizada. A carta de bebidas inclui vermute de produção própria, um dos diferenciais da casa.
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Entre as pedidas, a tortilha de batata (R$ 55), servida com aioli e cecina de wagyu, e o pan con tomate (R$ 24) são bons pontos de partida antes dos pratos principais.
Onde: Rua dos Pinheiros, 320 – Pinheiros Horário: terça a quinta, das 19h às 23h30 | sexta, das 19h à 0h | sábado, das 12h à 0h | domingo, das 12h às 17h @bodega_pepito
Vila Madalena
Gnomo Vinhos
Frente a frente com o restaurante Nomo, o Gnomo nasceu como uma espécie de “lado B” descontraído da casa. O espaço é pequeno — só 12 banquetas no salão interno —, e a ideia é que o público ocupe a calçada, taça na mão.
A carta de vinhos é assinada pela sommelière Patrícia Werneck, sócia da casa, com curadoria voltada a pequenos produtores e rótulos naturais, orgânicos e biodinâmicos. Já a cozinha, comandada pelo chef Nando Carneiro, foge da praticidade das tábuas de frios.
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Entre os petiscos, o bolinho de mac n kimcheese (R$ 58) é uma boa pedida para acompanhar as taças, que somam mais de 50 rótulos entre clássicos e opções de baixa intervenção.
Onde: Rua Rodésia, 206 – Vila Madalena Horário: quinta, das 18h30 às 23h | sexta, das 18h30 à 1h | sábado, das 12h à 1h | domingo, das 12h30 às 18h30 @gnomovinhos
Tari
No imóvel que por anos abrigou o Clos Wine Bar, abriu em junho o Tari, comandado pelo chef Sergio Suslick Mortara — que esteve à frente do próprio Clos em sua fase final e do extinto Saz. Ele tem como sócios Marcelo Souza Lima, Karina Skarbnik e Fernando Souza Lima.
Depois de um ano morando em Lima, no Peru, Suslick trouxe influências peruanas para um cardápio que também dialoga com ingredientes brasileiros, com destaque para os pescados. A carta de drinques leva a assinatura do trio Kyoko Sato, Fábio Lourenço e José Vilela.
Entre os pratos, o ceviche de lula e polvo no leite de tigre com missô (R$ 97) e o tiradito de pargo (R$ 79) dividem espaço com uma releitura de ‘moules frites’, com mexilhões em caldo de moqueca e farofa de maracujá (R$ 79).
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Onde: Rua Girassol, 310 – Vila Madalena Horário: quarta a sexta, das 19h às 23h | sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h | domingo, das 12h às 16h (fecho no último domingo do mês) @tarirestaurante
Casa Marafo Bar
Recém-chegada à Rua Fidalga, a Casa Marafo se define como um espaço aberto a todos os públicos, incluindo o LGBT+, com proposta de alta coquetelaria de identidade brasileira. A cachaça é a base de boa parte dos drinques autorais, ao lado de releituras de clássicos e opções com chope e vinho.
O ambiente é decorado com arte nas paredes e costuma reunir um público que valoriza tanto a bebida quanto a música — parte do que a casa chama de “experiência Marafo”.
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Entre os petiscos, carnes preparadas na cachaça e drinques à base de jambu figuram entre os mais comentados por quem já visitou o bar.
Onde: Rua Fidalga, 23 – Vila Madalena Horário: quarta e quinta, das 17h à 0h | sexta e sábado, das 17h à 1h @casa.marafobar
Bar Filial
Depois de passar por diferentes fases, o Bar Filial reabriu em abril, marcando mais uma vez a vida boêmia da Vila Madalena. A casa, uma das pioneiras a servir chope no bairro, une a essência clássica dos anos 2000 a uma roupagem renovada.
O cardápio de petiscos segue a linha de boteco: caldinho de feijão, coxinha e espetinhos acompanham o chope, servido bem gelado — um dos motivos que consagraram a casa entre os frequentadores mais antigos da região.
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A trilha sonora de MPB e a proximidade com outros bares históricos da Rua Fidalga mantêm o Filial como ponto de encontro para quem viveu (ou quer conhecer) a boemia paulistana das décadas passadas.
Onde: Rua Fidalga, 254 – Vila Madalena Horário: aberto todos os dias, das 12h às 4h @barfilial
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