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Última modificação outubro 22, 2026

O que tem de mudar nos treinos após os 40 anos?

Mudanças fisiológicas pedem atenção, especialmente quanto à saúde muscular, óssea e cardiovascular

coluna andreza goncalves Treino na maturidade merece atenção. | Foto: Getty Images / gzorgz

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    Completar 40 anos não significa precisar diminuir o ritmo, abandonar atividades intensas ou mudar completamente a forma de treinar.

    No entanto, durante essa fase podem acontecer transformações fisiológicas que merecem atenção, especialmente quando o assunto é saúde muscular, óssea e cardiovascular.

    A transição para a menopausa é um exemplo importante. A redução dos níveis de estrogênio pode acelerar a perda de massa óssea, enquanto o envelhecimento também está associado à diminuição progressiva da massa e da força muscular.

    Essas mudanças não acontecem da mesma maneira para todas as mulheres, mas reforçam a importância de uma rotina de exercícios bem planejada.

    Força como prioridade, não como única opção

    A musculação ganha destaque nesse contexto por contribuir para a manutenção da força, da massa muscular e da capacidade funcional.

    Além disso, exercícios resistidos podem favorecer a preservação da densidade mineral óssea, um aspecto especialmente relevante durante e após a menopausa.

    Isso não significa que o treinamento cardiovascular deva ficar em segundo plano. Caminhadas, corrida, ciclismo e outras atividades aeróbicas são importantes para a saúde do coração, o condicionamento físico e o bem-estar.

    O ideal é combinar diferentes estímulos, de acordo com os objetivos e as condições individuais.

    Os cuidados necessários também envolvem mobilidade, equilíbrio corporal e fortalecimento do core, conjunto de músculos que contribui para a estabilidade do tronco e a execução de tarefas cotidianas.

    É preciso treinar diferente?

    Nem toda mulher acima dos 40 anos precisa de um programa completamente diferente daquele que realizava anteriormente.

    A estratégia depende do histórico de treinamento, da condição física, da recuperação, dos sintomas da menopausa e de eventuais problemas de saúde.

    Para algumas mulheres, pode ser necessário ajustar o volume, a intensidade ou a frequência das sessões.

    Para outras, o principal passo será começar a treinar ou retomar a regularidade. A progressão das cargas deve respeitar a capacidade individual, sem que a idade, isoladamente, seja motivo para evitar desafios físicos.

    Outro ponto fundamental é não confundir eficiência com exaustão. Um treino produtivo não precisa terminar com a sensação de esgotamento.

    A consistência, a recuperação adequada e a evolução gradual são componentes essenciais para resultados sustentáveis.

    O que realmente importa?

    A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos realizem atividades de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias da semana, além de acumular atividade aeróbica regularmente.

    Essas orientações oferecem uma referência geral, que pode ser adaptada às necessidades de cada pessoa.

    Mais do que perseguir um corpo ideal ou tentar reproduzir o treino de outra mulher, o objetivo deve ser preservar a saúde, a autonomia e a qualidade de vida.

    A idade pode mudar algumas necessidades, mas não determina, sozinha, os limites do que uma mulher é capaz de fazer.

    Depois dos 40, a pergunta não precisa ser “o que devo deixar de fazer?”, mas “como posso continuar treinando de forma inteligente para cuidar do meu corpo hoje e no futuro?”.

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    Andreza Gonçalves

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    Personal trainer (Cref 172593-G), bacharel em Educação Física e pós-graduada em Treinamento Desportivo. Instagram: @an.drezagn_personal