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Última modificação setembro 23, 2026

Treino vira experiência coletiva e muda academias

Nova tendência tem exercícios de força e funcionais, em aulas estruturadas, com começo, meio e fim

Mariana Giacomini Botta, jornalista
Coluna Andreza Gonçalves Treinos em grupo conquistam academias. | Foto: Getty Images / nd3000

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    Durante muito tempo, musculação foi sinônimo de sala de pesos, aparelhos ocupados e treinos individuais.

    Agora, uma nova tendência vem ganhando espaço em academias e estúdios de São Paulo: treinos de força também podem ser feitos em aulas coletivas.

    A proposta não é simplesmente colocar várias pessoas para levantar pesos ao mesmo tempo. As aulas são estruturadas, têm começo, meio e fim, e podem combinar exercícios de força, movimentos funcionais, diferentes equipamentos e progressão de carga.

    Em São Paulo, já é possível encontrar diferentes versões desse novo conceito.

    A Academia Pinheiros, por exemplo, oferece aulas de lower body, com foco no treinamento de membros inferiores.

    A Tonus Gym trabalha com aulas coletivas voltadas ao treinamento de força, com exercícios para membros superiores e inferiores, atividades em duplas e um desafio final.

    Já a Just Run Club tem na programação três modalidades, o lift – full body, o lift for girls e o running + funcional, e adota como slogan: “a vibe do coletivo faz você render mais sem perceber”.

    O formato ‘treino integrado’ é a aposta da Mormaii Fitness, que combina movimentos de pilates, funcional, cardio e do five konzept (método que visa promover mobilidade ativa e reduzir tensões, prevenir lesões, melhorar a função das articulações e prolongar as cadeias musculares).

    Mercado fitness

    Esse movimento acompanha uma transformação maior no mercado fitness.

    O treinamento de força está ganhando destaque não apenas pela estética, mas também pela relação com performance, autonomia e envelhecimento saudável.

    Para quem pratica atividade física, desenvolver força significa muito mais do que aumentar músculos. É um desejo relacionado à capacidade de realizar as tarefas do cotidiano, preservar massa muscular e manter a funcionalidade ao longo dos anos.

    Nas aulas coletivas, outro ingrediente entra em cena: a motivação. Treinar ao lado de outras pessoas, seguir uma programação conduzida por um professor e ter horários definidos pode facilitar a adesão à atividade física.

    Alerta importante

    A popularização das aulas coletivas de força não significa que a musculação tradicional perdeu espaço ou deixou de ser necessária.

    Pelo contrário: para muitos objetivos, especialmente ganho de força e massa muscular, a possibilidade de controlar individualmente exercícios, cargas, volume, intervalos e progressão continua sendo fundamental.

    A aula coletiva pode ser uma excelente porta de entrada para o treinamento de força e uma ótima forma de variar a rotina. Mas ela não substitui um programa individualizado de musculação.

    Cada pessoa tem um nível de treinamento, histórico, limitações e objetivos diferentes. Por isso, quanto mais específico for o objetivo, maior tende a ser a importância de um planejamento individual.

    A tendência, portanto, não é o fim da musculação. É a expansão do treinamento de força para novos formatos.

    A sala de pesos continua tendo seu lugar. O que está mudando é a maneira como as pessoas estão experimentando a força.

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    Mariana Giacomini Botta, jornalista

    Mariana Botta

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    Jornalista, pesquisadora e professora. Trabalhou no jornal Agora São Paulo, Folha de S.Paulo, Rede Record, Globo, UOL e R7.