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Última modificação setembro 25, 2026

Ritmos latinos embalam as noites paulistanas

Entre salsa, bachata e tango, roteiro reúne festas, aulas e bailes para quem quer dançar na capital

ana paula
Ritmos latinos embalam as noites paulistanas Ritmos latinos convidam a dançar | Foto: Artur Didyk/GettyImages

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    Salsa, ‘bachata’, merengue e tango têm histórias e passos diferentes, mas despertam a mesma vontade: ouvir a música e entrar na dança.

    Em São Paulo, os ritmos latinos atraem tanto quem já sabe acompanhar a batida quanto quem ainda procura coragem para dar o primeiro passo.

    Há quem queira aprender a dançar a dois, quem prefira se soltar ao som do reggaeton e quem encontre no tango uma forma de se expressar. Para uns, a dança é um programa de fim de semana; para outros, vira parte da rotina.

    Conheça os ritmos

    Cada ritmo latino tem origem, música e passo próprios. Conheça as principais diferenças entre os que aparecem nas aulas e pistas da cidade.

    Salsa

    Ganhou esse nome em Nova York, entre as décadas de 1960 e 1970, quando músicos cubanos e porto-riquenhos misturaram o ‘son’ cubano e o mambo ao jazz. Praticada a dois, segue uma contagem de oito tempos com pausas no quarto e no oitavo. Os estilos mais comuns são o cubano, também chamado de ‘casino’, em que o casal gira em círculo, e o linear, de Los Angeles e Nova York, em que os dois se deslocam em uma linha imaginária.

    Ritmos latinos embalam as noites paulistanas

    Salsa | Foto: samotrebizan/GettyImages

    Bachata

    Nasceu na República Dominicana nos anos 1960, nos bairros populares, embalada por violão, bongô e güira. O passo básico tem três movimentos laterais e um toque no quarto tempo, marcado por um leve movimento de quadril. O abraço próximo é característico, e hoje convivem a versão dominicana, com mais trabalho de pés, e a sensual, com ondulações de tronco.

    Ritmos latinos embalam as noites paulistanas

    Bachata | Foto: Svetography/ GettyImages

    Merengue

    Também dominicano, surgiu no século 19 e virou símbolo nacional do país. O compasso é binário, com um passo em cada tempo, e o casal dança junto, girando sem se soltar. Por ter passo simples, costuma ser o primeiro ritmo ensinado nas aulas para iniciantes.

    Cha-cha-chá

    Criado em Cuba no início dos anos 1950 pelo violinista Enrique Jorrín, deriva do danzón e do mambo. O nome imita o som dos pés no passo triplo, três pisadas rápidas que se alternam com dois passos mais lentos.

    Cumbia

    Tem origem na costa caribenha da Colômbia e mistura influências indígenas, africanas e espanholas. Os passos são curtos e arrastados, com o corpo solto. Ao se espalhar pelo continente, ganhou versões próprias no Peru, na Argentina e no México.

    Tango

    Surgiu no fim do século 19 nos subúrbios de Buenos Aires e Montevidéu, às margens do Rio da Prata, e é reconhecido pela Unesco como patrimônio cultural imaterial desde 2009. A dança se apoia no abraço fechado e em uma caminhada improvisada, em que um conduz e o outro acompanha. Dos bailes, chamados de milongas, fazem parte também a milonga, ritmo mais rápido, e o tango valsa.

    Ritmos latinos embalam as noites paulistanas

    Tango | Foto: tommasolizzul/ GettyImages

    Reggaeton

    Formou-se entre Panamá e Porto Rico nos anos 1990, a partir do reggae cantado em espanhol, do dancehall jamaicano e do hip-hop. A batida repetitiva, conhecida como dembow, pede uma dança individual, com foco no quadril, chamada de ‘perreo’. Diferentemente dos outros ritmos da lista, não exige par.

    Onde dançar na cidade

    Azucar Club Latino

    Inaugurado em 2000 no Itaim Bibi como a primeira casa cubana de São Paulo, o Azucar fechou durante a pandemia e reabriu na Rua Aspicuelta, na Vila Madalena. A pista mistura salsa, bachata, merengue e mambo, com DJs e, em algumas noites, banda ao vivo.

    As aulas recreativas acontecem no começo da noite, com o professor Humberto Siles, e a casa mantém ‘personal dancers’ para acompanhar quem chega sem par. No bar, a carta aposta em drinques caribenhos, como mojito e daiquiri.

    Onde: Rua Aspicuelta, 366 – Vila Madalena
    Horário: quarta a sábado, das 19h às 2h
    @azucarjustdance

    Velho Pietro

    Em um sobrado de 1928 com fachada preservada, no Bixiga, a casa leva o nome artístico de Antonio Pietroforte, dançarino nascido em 1940 que estudou tango na Argentina e foi um dos responsáveis por difundir o tango de salão no Brasil.

    Aos sábados, a noite começa com uma aula conduzida por ele, acompanhada de percussão ao vivo, com noções de salsa, ‘bachata’ e reggaeton. Depois, duas pistas dividem o público entre ritmos caribenhos, ‘cumbia’ e ‘vallenato’. Ao longo da madrugada, o anfitrião costuma se apresentar dançando tango.

    Onde: Rua Treze de Maio, 192 – Bela Vista
    Horário: sábado, das 22h às 5h
    Valor: R$ 20 com nome na lista, pelo WhatsApp (11) 97090-6658, e R$ 30 na porta; mulheres não pagam até 0h
    @velhopietro

    Quarta Latina com Quimbará

    Formada em 2015 por músicos brasileiros e cubanos, a banda Quimbará ocupa as noites de quarta-feira na Funilaria, casa do Bixiga. O repertório passa por son cubano, salsa, cha-cha-cha e bolero, sempre tocados ao vivo.

    Antes do show, as bailarinas Bárbara Rodrigues e Kleire Tavares comandam uma aula aberta. DJs de festas latinas da cidade assumem o som no início e no fim da noite.

     

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    Onde: Funilaria Bixiga – Rua Rui Barbosa, 572 – Bela Vista
    Horário: quarta-feira, a partir das 22h
    @bandaquimbara
    
    

    Tango B’Aires

    Na Vila Mariana, a academia se dedica apenas ao tango argentino. À frente dela está o portenho Omar Forte, que chegou ao Brasil em 1999. As turmas vão do nível iniciante ao avançado e incluem tango salão, milonga e tango valsa.

    O mesmo salão recebe as milongas, como são chamados os bailes de tango, abertas a alunos e visitantes que queiram praticar.

    Onde: Rua Dr. Amâncio de Carvalho, 23 – Vila Mariana
    Horário: aulas todos os dias | milonga aos sábados, a partir das 22h
    @tango.baires.sp

    Clube Latino

    Criada em 2005 por Rodrigo Oliveira e Karina Carvalho, a escola fica perto da Avenida Paulista e reserva boa parte da grade para salsa e ‘bachata’. As turmas são divididas por nível e as aulas podem ser dadas em português, inglês ou espanhol.

    Aos sábados à tarde, as turmas dos dois ritmos se revezam em sequência. Para treinar fora da sala, a escola organiza bailes e intensivos, e oferece aula experimental para quem quer conhecer o método antes de se matricular.

    Onde: Rua da Consolação, 2416 – Consolação
    Horário: segunda a quinta, das 15h às 22h30 | sábado, das 12h às 16h
    @clubelatinoescola

    Solum Escola de Dança

    Na mesma rua, poucos quarteirões abaixo, a Solum abre turmas de salsa e ‘bachata’ para iniciantes às segundas-feiras. Quem não consegue realizar a aula durante a semana pode optar pelos intensivos de sábado ou domingo, em três encontros de três horas.

    A escola também promove bailes ao longo do mês, pensados para os alunos colocarem em prática o que aprenderam.

    Onde: Rua da Consolação, 1741 – Consolação
    Horário: turmas iniciantes às segundas: salsa, às 19h, e 'bachata', às 20h10
    @solumoficial

    Para entrar na dança

    Todo dançarino já foi iniciante, e as pistas latinas da cidade estão acostumadas a receber quem chega pela primeira vez. Com algumas orientações simples, a estreia fica mais leve e sobra atenção para o que importa: a música e o prazer de se mover com ela. Conheça algumas dicas para entrar na pista com confiança.

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    Ana Pimenta

    138 publicações

    Jornalista especializada em Gastronomia.