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Última modificação julho 23, 2026

Passeios bonitos e seguros para curtir mais a cidade

Descubra 15 lugares especiais, que encantam os olhos e favorecem o aprendizado, convívio e o bem-estar

Mariana Giacomini Botta, jornalista
passeios bonitos e seguros Parque da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano. | Foto: Reprodução/Instagram

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    São Paulo não é só concreto e trânsito. Em meio à infinidade de prédios, veículos e pessoas apressadas, há muita beleza que passa despercebida, mas que pode ser explorada em passeios agradáveis e, até, surpreendentes.

    São trilhas urbanas, espaços arborizados, endereços históricos e tesouros arquitetônicos que raramente aparecem nos roteiros mais óbvios, mas que oferecem exatamente o que quem gosta de caminhar e ‘redescobrir’ a cidade procura: paisagem, arte, história, tranquilidade e segurança.

    Este roteiro reúne 15 pontos da capital e de cidades da Grande São Paulo que são perfeitos para variar os passeios e conhecer novos espaços. Veja as opções, e divirta-se!

    CENTRO

    1. Chácara Lane

    No número 1.024 da Rua da Consolação, na mesma quadra da estação Higienópolis-Mackenzie do metrô (Linha 4-Amarela), fica a Chácara Lane, uma construção histórica que faz parte do Museu da Cidade de São Paulo (MCSP).

    O casarão é um dos poucos remanescentes do final do século 19 na região central, de quando ela ainda era uma área rural: com um sobrado centenário, inúmeras árvores e um museu, é um exemplo das antigas chácaras residenciais paulistanas construídas no final do século 19.

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    Fachada da casa da Chácara Lane, na rua da Consolação. | Foto: Wikimedia Commons

    No século 19, a área que engloba essa antiga residência e o campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie era propriedade da Baronesa Maria Antônia da Silva Ramos, e era usada para o cultivo de hortaliças, com pomares e pastos para cavalos.

    Entre 1880 e 1890, o terreno de 14.800 metros quadrados foi vendido a Lanton Amnesley, sogro do missionário norte-americano George W. Chamberlain (1839-1902), pioneiro na fundação da Igreja Presbiteriana do Brasil.

    A história desse lugar também está intimamente ligada à da educação privada da cidade, já que lá funcionou a sede da Escola Americana, inaugurada nos anos 1870, que deu origem à universidade que está até hoje no local.

    A Chácara Lane foi usada como moradia até 1942; depois, abrigou diferentes órgãos ligados à prefeitura da capital. De 2008 a 2012, passou por obras de restauração e foi anexada ao complexo Museu da Cidade.

    Recebe eventos e exposições, como a mostra “Picadilha”, que homenageia os 25 anos de produção artística de Thiago Cons, em cartaz no local até a próxima segunda-feira, 27 de julho (de terça a domingo, das 9h às 17h, com entrada gratuita).

    A partir de agosto, a casa abre as portas para o Ateliê na Chácara, com o “Laboratório de investigação em modelos vivos”, atividade de formação gratuita, mediada pela artista, pesquisadora e educadora Lídia Ganhito. Os encontros acontecem até 5 de dezembro, todos os sábados, das 14h às 17h.

    Camuflada por árvores, em meio ao trânsito constante da Rua da Consolação, a chácara reconta o passado da sociedade e da vida paulistana. É um lugar especial, bem tranquilo e pouco cheio, ótimo para fazer uma pausa e saber mais sobre a história da cidade, com direito a um pouco de ar puro, entre os prédios da região central.

    Onde: Rua da Consolação, 1.024, Consolação
    Quando: de terça a domingo e feriados, das 9h às 17h
    Instagram: @museudacidade | Entrada gratuita

    2. Parque Tenente Siqueira Campos – Trianon

    Para quem gosta de passear pela Avenida Paulista, seja nos dias úteis ou no fim de semana, o Parque Trianon é uma ótima opção para fazer uma parada, curtir a natureza em meio a espécies nativas da mata atlântica, e ver belas esculturas de artistas brasileiros.

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    Escultura “Fauno”, de Victor Brecheret, no Parque Trianon. | Foto: Varuzza/ Creative Commons

    Com playground, equipamentos de ginástica, rampa de acesso e áreas de circulação acessíveis, o parque tem como um de seus destaques a Trilha do Fauno, um caminho de 600 metros, que conecta a Avenida Paulista à Alameda Santos.

    Nele, é possível encontrar duas estátuas: “Fauno”, de Vítor Brecheret, e “Aretusa”, de Francisco Leopoldo e Silva.

    Essa e outras pistas de caminhada têm piso de pedras portuguesas, o que o diferencia de outros parques da cidade.

    Outra obra, que fica perto da entrada do parque, é o Monumento ao Anhanguera, feita em mármore por Luigi Brizzollara, uma controversa homenagem ao bandeirante paulista Bartolomeu Bueno da Silva.

    O parque também chama a atenção por ser ‘dividido’ em duas glebas, cortadas pela Alameda Santos e ligadas pela passarela Paulo Vanzolini, que leva o nome do compositor paulistano que escreveu o clássico samba “Ronda”.

    Inaugurado em 3 de abril de 1892, o Trianon é parte do projeto urbanístico do jornalista e agrônomo Joaquim Eugênio de Lima, que foi o idealizador da Avenida Paulista (aberta um ano antes) e de um novo bairro na região, que recebeu residências da elite cafeeira.

    Inicialmente, o espaço de 48,6 mil m² foi chamado de Parque Villon, em referência ao arquiteto paisagista francês Paul Villon, contratado para projetar e executar a arborização de toda a avenida.

    Pouco tempo depois, nos anos 1910, foi construído o Belvedere Trianon, mirante e centro de lazer inaugurado em 1916, no local onde hoje fica o vão livre do Masp, projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo.

    O prédio foi um marco da “Belle Époque” paulistana e oferecia vistas para o Vale do Anhangabaú, funcionando como ponto de encontro da elite paulistana. Tinha restaurante, confeitaria, lojas e espaços para eventos sociais e políticos, como salões de baile.

    O sucesso foi tanto, que o parque situado do outro lado da avenida acabou sendo batizado como Parque Trianon. Em 1931, o espaço recebeu oficialmente o nome atual, uma homenagem ao tenente Antonio de Siqueira Campos (1898-1930).

    A partir de 1929, com a crise do café, o local perdeu o glamour dos anos anteriores, e entrou em processo de abandono. O edifício do belvedere foi demolido em 1953, para abrigar a primeira edição da Bienal Internacional de São Paulo e, após esse evento, o terreno foi cedido à prefeitura.

    Hoje, o Trianon abriga cerca de 135 espécies vegetais, oito delas ameaçadas, tratado por especialistas como um dos mais importantes refúgios ambientais do centro expandido da cidade.

    É reconhecido como patrimônio histórico e paisagístico, considerado um raro fragmento da antiga Mata do Caaguaçu, floresta que ocupava a região central da cidade antes da urbanização.

    A gestão do espaço está sob responsabilidade do Consórcio Borboletas, que assumiu o compromisso de fazer sua requalificação. Além da recuperação dos equipamentos, a concessionária promove a restauração da antiga Casa do Zelador do Parque Trianon, prédio que estava restrito aos funcionários.

    A intervenção inclui a instalação de um deck de madeira adaptado para acessibilidade e a construção de um restaurante. Ele está sendo erguido no lugar onde ficava um prédio que, segundo a empresa e órgãos de preservação do patrimônio, não tinha valor histórico e, por isso, foi demolido.

    Com capacidade para 150 pessoas, o restaurante será operado pelo Grupo Madureira e vai ficar aberto ao público no horário de funcionamento do parque.

    Também serão restaurados os caminhos de pedra portuguesa, as fontes, o banheiro histórico, as luminárias e os bancos, com investimentos que podem chegara R$ 8 milhões.

    Onde: Rua Peixoto Gomide, 949 e Avenida Paulista, 1700, Cerqueira César
    Quando: aberto diariamente, das 6h às 18h
    Instagram: @parquesdapaulista

    3. Museu do Tribunal de Justiça

    Além de abrigar o acervo do poder judiciário paulista, o Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo fica em uma verdadeira jóia arquitetônica, o histórico Palacete Conde de Sarzedas, que oferece uma vista única da região central.

    Inaugurado em fevereiro de 1995, o museu estadual foi transferido do Palácio da Justiça para a atual sede em 2007.

    A construção, erguida entre 1891 e 1895, é marcada pelo estilo mourisco, arquitetura que mescla influências islâmica, cristã e judaica, desenvolvida na Península Ibérica durante a Idade Média.

    O local também é conhecido como “Castelinho do Amor”, apelido carinhoso, que remete à sua criação. Ele foi construído por ordem do deputado Luiz de Lorena Rodrigues Ferreira, cuja família era proprietária da Chácara Tabatinguera, que abrangia parte da região da Liberdade.

    Aos 60 anos, o político se apaixonou por Marie Louise Belanger, uma francesa de 18 anos com quem se casou, e foi viver com ela no palacete.

    Após a morte de Luiz, a família permaneceu no endereço até 1939. A partir de então, o prédio foi ocupado por diversos locatários, o que o levou a estado precário de conservação. Em 2002 o palacete foi tombado pelo Conpresp.

    A visita ao local, que também conta com um tour virtual, encanta pelos detalhes, dos pisos aos vitrais, incluindo o mobiliário.

    No que diz respeito às peças do museu, um dos ambientes foi convertido em sala do júri, onde estão expostos objetos e roupas que ajudam a contar a história do judiciário paulista. O acervo também é composto por livros, documentos e fotografias.

    Onde: Rua Conde de Sarzedas, 100, Sé
    Quando: de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h
    Informações: museutj@tjsp.jus.br | Instagram: @tjspoficial

    ZONA OESTE

    4. Casa Bola

    A construção icônica, projetada pelo arquiteto Eduardo Longo nos anos 1970, é uma estrutura esférica, com 8 metros de diâmetro, escondida entre os muitos edifícios do Itaim Bibi, no número 2889 da Avenida Brigadeiro Faria Lima, entre o final da Rua Iguatemi e a Avenida Cidade Jardim.

    Ela foi ela construída pelo próprio Eduardo, sobre seu escritório, a partir de uma estrutura metálica de anéis, que foram revestidos com camadas de epóxi e isopor.

    É um marco nas pesquisas do arquiteto sobre habitações esféricas, considerada como uma escultura habitável, uma proposta de moradia compacta e funcional, onde ele vive até hoje.

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    Entrada da Casa Bola, de Eduardo Longo. | Foto: Reprodução/Instagram @aberto.art

    O edifício tem cerca de 1.000 m² do edifício, distribuídos em três pavimentos e terraço, sem ângulos retos, com uma planta contínua, desníveis, cantos arredondados e aberturas que dão ao espaço sensação de amplitude.

    No segundo andar, fica uma sala com muitas janelas e uma claraboia, que favorecem a iluminação natural, que ocupa toda a parte superior da bola, com pé direito de 4 metros.

    No piso inferior há três suítes, cozinha e área de serviço, com paredes, pisos e tetos brancos. No porão, um tobogã interno conecta os diferentes níveis da residência.

    Ela foi aberta à visitação pela primeira vez neste ano, entre o início de março e o dia 31 de maio, para receber parte da exposição “ABERTO5″. A mostra reuniu cerca de 60 obras de arte e design, assinadas por mais de 50 artistas brasileiros e internacionais, e tinha um núcleo dedicado à trajetória de Eduardo Longo, com projetos, desenhos, obras, fotografias e maquetes.

    Uma curiosidade é que existe uma segunda Casa Bola, com 14 metros de diâmetro, construída em 1980 na Rua Gália, no Jardim Everest, no Morumbi.

    Como se trata de uma residência particular, atualmente ela não está aberta para visitação espontânea, mas partes dela podem ser vistas a partir da rua Amauri, esquina com a Faria Lima.

    Onde: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2889, Itaim Bibi
    Instagram: @longoeu

    5. Solar Fábio Prado

    Para não perder a viagem, os curiosos que forem ao Itaim para ver a Casa Bola de fora podem andar alguns mais metros e aproveitar para conhecer o Solar Fábio Prado, equipamento cultural gerido pela Fundação Padre Anchieta.

    É um espaço aberto ao público, voltado à difusão da cultura e do conhecimento, onde são realizados eventos, apresentações artísticas e exposições de curta e longa duração.

    Nesta semana, na quinta (23), foi aberta a exposição “Primeiras Infâncias Brasileiras”, inédita e gratuita, que aborda os seis primeiros anos de vida de todas as pessoas sob uma nova perspectiva.

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    Peça da exposição “Primeiras Infâncias Brasileiras”. | Foto: Reprodução / Instagram

    São instalações interativas, ambientes imersivos e experiências sensoriais que resumem todo o conhecimento científico sobre o desenvolvimento infantil, por meio de experiências emocionantes e acessíveis.

    Além da exposição, o solar já é uma atração à parte: com arquitetura neoclássica da década de 1940, foi antiga moradia do ex-prefeito Fábio da Silva Prado e de sua esposa Renata Crespi.

    Está instalado em uma área de 12.500 metros quadrados, dos quais 8.300 são ocupados pelo jardim, que tem mais de 500 exemplares árvores de espécies variadas.

    O espaço também conta com um ótimo restaurante, o Capim Santo, comandado pela chef Morena Leite.

    Onde: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano 
    Quando: de terça a domingo, das 10h às 18h
    Exposição "Primeiras Infâncias Brasileiras", de  23/07 a 20/09/2026
    Instagram: @solarfabioprado_oficial

    6. Parque Mário Pimenta Camargo – Parque do Povo

    Totalmente cercado, bem monitorado e frequentado por famílias, o Parque do Povo tem paisagismo planejado e dividido em coleções botânicas, que rendem ótimas fotos e momentos de contemplação.

    Além de área ajardinada, gramados e bosques com palmeiras e árvores frutíferas, conta com jardins temáticos, como o Jardim Sensitivo, que tem espécies aromáticas, medicinais e alimentícias e flores, cultivadas em canteiros suspensos.

    Lá, o público pode cheirar, tocar e até provar algumas das iguarias plantadas, como mostarda, coentro, cheiro-verde, cebolinha, babosa e manjericão.

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    O Parque do Povo Mário Pimenta Camargo tem corredores de palmeiras imperiais. | Foto: Reprodução/Instagram

    Mais um espaço encantador é a Alameda das Palmeiras, com corredores ideais para uma caminhada entre as imponentes palmeiras imperiais, cenário ideal para fazer fotos de perspectiva.

    Outra dica é aproveitar o fim da tarde no gramado central, de onde se tem uma vista privilegiada dos arranha-céus espelhados das regiões da Faria Lima e da Vila Olímpia, que refletem o pôr do sol, com um visual que vale a pena observar.

    Quem gosta de esportes e atividades físicas, pode usufruir de equipamentos como a ciclovia, quadras poliesportivas, campo de futebol gramado e aparelhos de academia ao ar livre.

    Para um passeio mais calmo e bonito, os melhores horários são o meio da manhã, entre 8h e 10h, ou o meio da tarde, das 15h às 17h, que costuma ter uma iluminação perfeita para fotos e menor movimentação de atletas correndo na pista.

    Se o objetivo é descansar, uma boa ideia é visitar o redário, um espaço tranquilo, com ganchos pode armar redes, relaxar debaixo das árvores e ler um livro ouvindo o som dos pássaros.

    Com mais de 130 mil m², o parque foi inaugurado em 2008, com projeto assinado pelo arquiteto e paisagista André Graziano.

    Onde: Avenida Henrique Chamma, 420, Chácara Itaim (perto da Estação Cidade Jardim da CPTM)
    Quando: aberto todos os dias, das 6h às 22h
    Instagram: @associacaoparquedopovo

    7. Parque Chácara do Jockey

    Localizada na Vila Sônia (região do Butantã), a Chácara do Jockey preserva o charme histórico de quando o espaço funcionava como centro de criação e treinamento de cavalos do Jockey Club de São Paulo.

    Inaugurado em 2016, o parque possui campos de futebol, quadra poliesportiva, playground, áreas de convivência e skatepark., distribuídos em uma área de 143,5 mil m², destinados ao esporte, cultura, lazer e educação.

    No local, também há uma mata nativa preservada, bosques, jardins e gramados. São espaços perfeitos para fazer caminhadas sob a sombra das árvores centenárias, numa imersão na natureza em que se pode até esquecer do barulho das avenidas ao redor.

    Para relaxar, a área do lago é a mais bonita, com bancos de madeira espalhados pelas margens.

    Outros atrativos são as estruturas históricas preservadas, como o coreto e o redondel, além do núcleo cultural das baias e as antigas cocheiras de cavalos, que foram restauradas para abrigar o Polo Cultural e Criativo Chácara do Jockey.

    Administrado pela prefeitura, conta com uma programação gratuita de teatro, cinema, música, oficinas da Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA) e feiras de economia criativa.

    Onde: Av. Prof. Francisco Morato, 5300
    Quando: diariamente, das 6h às 20h
    Instagram: @pqchacaradojockey

    ZONA SUL

    8. Fundação Maria Luisa e Oscar Americano

    Mais uma excelente opção de passeio na capital é a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, localizada no Morumbi, quase em frente ao Palácio dos Bandeirantes, edifício-sede do Governo do Estado de São Paulo e residência oficial do governador.

    Trata-se de um ambiente seguro, tranquilo e muito bonito, ideal para escapar um pouco do agito da cidade, entrar em contato com a natureza e conhecer um pouco mais da história do Brasil.

    Isso porque o local é composto por um museu, instalado na casa onde morou o casal de fundadores, e por um belíssimo parque, com mais de 75 mil m² de mata.

    Ele é composto por cerca de 25 mil árvores, com exemplares de pau-brasil, jacarandás e pés de café, sendo um excelente local para caminhadas e observação de pássaros.

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    Parte do jardim da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano. | Foto: Reprodução/Instagram

    Conhecida como Residência Modernista, a antiga moradia guarda uma rica coleção de pinturas, pratarias, porcelanas, tapeçarias e mobiliário representativos de diferentes períodos da história brasileira, do período colonial ao século 20.

    Alguns destaques desse acervo são obras de artistas como o holandês Frans Post (1612-1680) e os brasileiros Candido Portinari, Brecheret, Lasar Segall e Di Cavalcanti, todos ícones do século 20.

    Ela foi projetada em 1950, pelo renomado arquiteto Oswaldo Bratke (1907-1997), amigo próximo, sócio e vizinho do engenheiro Oscar Americano de Caldas Filho (1908-1974). Juntos, eles contribuíram para a urbanização da região, com investimentos e uma proposta inspirada em bairros-jardins.

    Bratke defendia que as casa deveriam ser adaptadas ao homem, e não o homem às casas e, por isso, buscava interpretar os desejos e necessidades de seus clientes.

    Para a construção da família Americano, de aproximadamente 1,5 mil m², a ideia principal foi integrar o parque à casa, o que resultou em um dos mais belos notáveis exemplos de harmonização entre arquitetura e natureza já realizados pelo arquiteto.

    A fundação também tem um auditório, que recebe muitas atrações culturais, e um sofisticado salão de chá, com opções de brunch, cafés, chás, sucos e doces, que são servidos com vista para o parque. A programação pode ser consultada neste link.

    Na década de 1970, toda a área da propriedade foi doada à cidade pelo casal que lhe dá nome, para ser um lugar dedicado ao lazer e à cultura. A inauguração para o público ocorreu em maio de 1980.

    Onde: Av. Morumbi, 4077, Morumbi
    Quando: de terça a domingo, das 10h às 17h30
    Quanto: R$ 40 (inteira) e  R$ 20 (meia-entrada), entrada no parque e museu 
    Acesso grátis às terças-feiras e para crianças até 6 anos.
    Instagram: @fundacaooscaramericano

    9. Orla do Parque Guarapiranga

    Para quem deseja explorar belezas naturais fora do circuito de parques mais centrais da cidade, a Orla da Represa de Guarapiranga é uma excelente opção, com paisagens deslumbrantes e ‘cara de litoral’, sem sair de São Paulo.

    O complexo da orla é imenso e abriga diferentes parques. Os dois principais e mais seguros para visitar são o Parque Ecológico de Guarapiranga e o Parque Praia do Sol.

    O primeiro é voltado ao ecoturismo, tem espaço de horta, trilhas integradas à Mata Atlântica e abriga o Museu do Lixo, que reúne objetos encontrados na represa.

    Um dos espaços cuja visita é obrigatória é o das passarelas suspensas, com vista panorâmica. Feitas de madeira, elas passam por cima da copa das árvores e avançam até a beira da represa, o que proporciona um visual espetacular.

    Para os aventureiro, a opção é a Trilha da Vida, de 500 metros, considerada fácil, o desafio é percorrê-la de olhos vendados, o que leva cerca de uma hora.

    Já o Parque Praia do Sol tem o lazer aquático como foco. Conta com uma larga faixa de areia clara na beira da represa, de onde é possível ver barcos e o pôr do sol considerado um dos mais bonitos da capital paulista, com a luz do fim do dia refletida na imensidão da água da represa.

    Além disso, tem áreas verdes com árvores nativas, pista de caminhada, ciclovia, quadras de areia para futebol e vôlei e parquinho para as crianças.

    Os dois parques têm equipes de segurança, com portaria, monitoramento e vigilância, e costumam ser frequentados por muitas família.

    Para um passeio bonito e seguro, a dica de ouro é concentrar a visita nos parques oficiais da orla, evitando caminhar por trechos ermos ou desconhecidos fora deles.

    Também é indicado ir ao local no período diurno, de preferência aos finais de semana, quando a movimentação é maior.

    Parque Ecológico Guarapiranga
    Onde: Estrada de Riviera, 3286, Jardim Riviera
    Quando: funciona de terça a domingo, das 8h às 17h
    
    Parque Praia do Sol
    Onde: Av. Atlântica, 3100,  Jardim Três Marias
    Quando: diariamente, das 7h às 19h

    ZONA LESTE

    10. Parque Engenheiro Goulart – Parque Ecológico do Tietê

    Criado como parte da política de obras e serviços de combate a inundações na Região Metropolitana de São Paulo, o Parque Ecológico do Tietê foi inaugurado em 1982, tem mais de 14 milhões de metros quadrados, e visa à preservação da fauna e flora das margens do rio Tietê.

    Vista do lago do Parque Ecológico do Tietê | Foto: Divulgação/SEMIL

    Tem paisagem bem diferentes do restante da cidade e ainda é pouco explorado por quem não mora na região, mas é um passeio muito agradável, que vale a pena fazer.

    Com projeto arquitetônico paisagístico feito pelo famoso arquiteto Ruy Ohtake, conta com trilhas à beira do rio, áreas pra piquenique, churrasqueira, conjunto aquático e passeios destinados a crianças, além de atividades de observação de aves.

    Onde: Rodovia Parque, 8054, Vila Santo Henrique
    Quando: diariamente, das 6h às 17h
    Entrada gratuita

    11. Casa do Tatuapé

    Construída em 1698, por Mathias Rodrigues da Silva, a Casa do Sítio do Tatuapé é feita em em taipa de pilão, com seis cômodos e dois sótãos, e já serviu de moradia e olaria.

    Ocupa um terreno que pertenceu ao padre Matheus Nunes de Siqueira, sendo uma residência característica do ciclo bandeirista do fim do século 17.

    Distingue-se de outros exemplares remanescentes do período colonial por apresentar telhado de ‘duas águas’, cobertura composta por dois planos inclinados simetricamente em relação ao eixo principal da construção, que servem para o escoamento das águas da chuva.

    Em meados do século 19, o sítio passou a abrigar uma olaria onde eram fabricadas telhas. Mais tarde, com a imigração italiana, a olaria começou a também fabricar tijolos.

    Em 1945, após a morte do então proprietário, Elias Quartim de Albuquerque, o imóvel foi vendido à Tecelagem Textilia. Três décadas mais tarde, foi adquirida pela Prefeitura do Município de São Paulo.

    Entre 1979 e 1980, foram realizadas pesquisas arqueológicas e, em um segundo momento, a Casa do Tatuapé passou por obras de restauro, sob responsabilidade do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), em parceria com o Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP).

    Durante os trabalhos, foi feita a reconstituição de algumas paredes, que estavam por desabar, além da reforma do madeiramento e do telhado. Também foram restauradas as janelas com balaústres e as portas almofadadas, conservando-se o piso de terra batida nos cômodos, o que evidencia características da época de sua construção.

    Foi aberta à visitação pública em 1981, passou por novas obras dez anos depois, e desde então, recebe atividades socioculturais.

    Desde 1993, faz parte do Museu da Cidade de São Paulo, com a exposição de objetos de época, que ajudam a contar a história da capital naquela época.

    Onde: Rua Guabijú, 49, Tatuapé
    Quando: de terça a domingo, das 9h às 17h
    Entrada gratuita | Instagram: @museudacidade

    ZONA NORTE

    12. Avenida Braz Leme

    Considerada a ‘Paulista da Zona Norte’, a Avenida Braz Leme é uma ótima opção de passeio bonito, cheio de belezas e muito seguro.

    Ela corta os bairro Santana e Casa Verde, funcionando como um charmoso boulevard linear, com movimentação constante de pedestres, famílias e esportistas.

    O canteiro central foi totalmente remodelado, é plano, cheio de árvores robustas e muito bem iluminado à noite, com uma ciclovia que percorre toda sua extensão.

    A avenida também conta com uma pista de caminhada de aproximadamente 3 km, adequada para o uso de pessoas com mobilidade reduzida e para o trânsito de carrinhos de bebê.

    Ao longo do percurso, há pequenas praças equipadas com aparelhos de ginástica de academia ao ar livre.

    Além da vocação para esportes e caminhada, a Braz Leme é o principal polo gastronômico e de conveniência da zona Norte, com restaurantes famosos e premiados, de diversos estilos.

    Construída em 1970, essa via começa como continuação da Ponte da Casa Verde e termina na Rua Voluntários da Pátria, em Santana.

    Bem no fim da avenida, fica a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que exibe uma réplica do avião supersônico Mirage III, primeiro caça supersônico do país.

    Outro ponto de interesse, bem perto da avenida, é o Sítio Morrinhos, conjunto arquitetônico que também é parte do Museu da Cidade de São Paulo.

    É composto pela casa-sede, erguida no início do século 18, feita em taipa de pilão, que abriga um museu arqueológico, e por diversas construções anexas, da segunda metade do século 19 e início do século 20, que já foram usadas como senzala, abrigo para animais e oficinas, feitas de alvenaria de tijolos.

    Tudo é rodeado por uma extensa área verde,com árvores frutíferas e ornamentais.
    
    Onde: Rua Santo Anselmo, 102, Jd. São Bento (Sítio Morrinhos)
    Atenção: atualmente, o conjunto passa por obras de restauro. Informações sobre a reabertura devem ser verificadas por meio do perfil do museu no Instagram:  @museudacidade

    13. Parque Estadual Alberto Löfgren – Horto Florestal

    Passeio ideal para fugir da rotina, o Horto Florestal é uma grande área verde e de preservação de Mata Atlântica, perfeito para fazer caminhadas, piqueniques e observação de animais, como capivaras e aves.

    Conta com opções de trilhas na mata, pequenas cachoeiras, viveiro, lagos com e sem pedalinhos, pistas de corrida, ciclovia, aparelhos de ginástica e aluguel de bicicletas.

    Também tem área de alimentação, com quiosques, food trucks e, aos finais de semana, opções de café colonial.

    passeios bonitos

    Edifício do Museu Octávio Vecchi, no Horto Florestal. | Foto: Divulgação/Urbia

    Outra atração é o Museu Florestal Octávio Vecchi, também conhecido como Museu da Madeira, que conta com uma arquitetura e acervo belíssimos.

    A edificação, com reconhecido valor histórico, foi construída em 1931 e faz parte de sua expografia, pois conta com elementos como janelas, forros e assoalhos feitos em madeiras de mais de 30 espécies.

    Onde: Rua do Horto, 931, Tremembé
    Quando: todos os dias, das 5h30 às 18h
    Instagram: @hortoflorestaloficial
    Entrada gratuita | Não são permitidos de animais de estimação

    REGIÃO METROPOLITANA

    14. Parque Caminhos do Mar

    Localizado a cerca de 50 minutos de carro da capital, entre São Bernardo do Campo e Cubatão, o Parque Caminhos do Mar é outra boa opção de passeio seguro, muito bonito e ideal para quem busca ecoturismo e história.

    Fica no Parque Estadual Serra do Mar, unidade de conservação criada para assegurar a proteção do patrimônio biológico da Mata Atlântica e oferecer serviços que incentivem a educação ambiental e a integração das pessoas com a natureza.

    Oferece uma das caminhadas históricas e cênicas mais impressionantes do estado, no trecho da antiga Estrada Velha de Santos, a primeira rodovia pavimentada do Brasil, na Serra do Mar: um percurso asfaltado, fechado para tráfego de veículos comuns, com controle de acesso, recepção e estrutura de apoio aos visitantes.

    No percurso, destaca-se a Calçada do Lorena, um caminho pavimentado em pedras, de 3,5 km. Ao longo desse trajeto, há um importante acervo cultural e histórico, com monumentos erguidos em 1922, em homenagem ao centenário da Independência do Brasil.

    São oito obras feitas pelo arquiteto francês Victor Dubugras: Monumento ao Pico, Pontilhão Raiz da Serra, Belvedere Circular, Cruzeiro Quinhentista, Padrão do Lorena, Rancho da Maioridade, Ruínas e Pouso Paranapiacaba.

    O Parque Caminhos do Mar também tem espaços próprios para a prática de esportes, com trilhas na mata, tirolesa, aluguel de bicicletas e uma base náutica, que tem atividades aquáticas como caiaque e stand-up paddle.

    Onde: Rodovia SP-148 (Estrada Caminho do Mar), Km 42, São Bernardo do Campo e km 638-644, Cruzeiro Quinhentista, Cubatão
    Quando: de quarta-feira a domingo e feriados, das 8h às 17h
    Instagram: @parquecaminhosdomar

    15. Centro Histórico de Santana de Parnaíba

    Verdadeiro museu a céu aberto, o Centro de Santana de Parnaíba (a 39 km da capital) reúne mais de 200 casarões coloniais, o maior conjunto arquitetônico colonial tombado do Estado de São Paulo.

    Também fazem parte desse circuito histórico o Museu Anhanguera e Casarão Monsenhor Paulo Florêncio da Silveira Camargo, uma construção do século 17, com acervo que inclui fotos, mapas e representações do período do bandeirismo.

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    Museu Casa do Anhanguera, em Santana do Parnaíba. | Foto: Dornicke/Wikimedia Commons

    Localizado no Largo da Matriz, é um patrimônio histórico, restaurado e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

    Construída em taipa de pilão e taipa de mão, é a única residência bandeirista urbana do estado de São Paulo que mantém, até hoje, suas características arquitetônicas.

    Registros apontam que teria sido moradia do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, que ficou conhecido como Anhanguera.

    Outros lugares que valem a visita, ligados pelas ruas de paralelepípedos, são a Igreja Matriz Santa Ana, que também data do século 17, a Praça 14 de Novembro, que tem um coreto de 1898, e o Cineteatro Coronel Raymundo.

    Mais opções são o Monumento aos Bandeirantes, que fica na entrada da cidade, e o parque Caminhos do Tietê, com dezenas de esculturas e área verde.

    Onde: Largo da Matriz, 9, Centro, Santana de Parnaíba (Museu Anhanguera)
    Quando: de terça a sexta, das 8h às 17hs | sábados e domingos, das 9h às 17hs
    Entrada gratuita | Instagram: @museuanhanguera e @prefeiturasantanadeparnaiba

    Aproveite bem os passeios

    Para aproveitar bem o dia e evitar contratempos, a dica é escolher lugares que fiquem perto de casa ou cujo acesso seja possível por meio de transporte público.

    Quando possível, o melhor é sair em dupla ou grupos, e dar preferência ao período da manhã ou ao fim da tarde, quando o movimento de outras pessoas caminhando é maior, o que aumenta a segurança.

    passeios bonitos e seguros

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    Mariana Giacomini Botta, jornalista

    Mariana Botta

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    Jornalista, pesquisadora e professora. Trabalhou no jornal Agora São Paulo, Folha de S.Paulo, Rede Record, Globo, UOL e R7.