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Última modificação abril 02, 2026

Clássico do teatro judaico ganha versão musical

Adaptado de uma peça ídiche do século 20, "Dibuk - O Musical" fala sobre o amor proibido entre jovens

"Dibuk, o Musical". Foto: Priscila Prade

Informações

  • Data de inicio e término

    23/04/2026 até 31/05/2026

  • Dias da semana e horários

    De quinta a sábado, às 20h | Domingos, às 16h

  • Endereço

    R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista

    Ver no mapa
  • Valores

    De R$40 (meia entrada) até R$300 (inteira)

Mais detalhes

O “Romeu e Julieta” do teatro ídiche ganha uma versão para o teatro musical. Nesta nova montagem do clássico do início do século 20, o amor “proibido” entre dois jovens é retratado por meio da fusão entre drama, música, dança e circo, atravessando o universo mágico e instigante da cabala e de seus mistérios.

Com 31 atores em cena, coreografias pulsantes e um texto renovado e potente, “Dibuk – O Musical” estreia no Teatro Sérgio Cardoso sob a direção de Marcelo Klabin e texto de Alberto B. Worcman e Paula Targo.

O espetáculo adapta o clássico “O Dibuk”, de Sch. An-Ski, considerado um dos textos teatrais judaicos mais famosos e encenados do século 20. A obra retrata um amor trágico e impossível entre dois jovens, ambientado no universo do folclore, da cabala e do inquietante mundo espiritual judaico. Essa lenda foi registrada pela primeira vez em pergaminhos por volta de 1560, com outros contos populares trágicos surgidos no mesmo período histórico, marcados pela ideia de um amor impossível e de um destino predeterminado.

Estreado originalmente em 1916, “O Dibuk” rapidamente se espalhou pelos palcos da Europa e logo ao restante do mundo, tornando-se uma referência ao unir drama psicológico, espiritualidade e folclore. A obra reflete a perplexidade humana diante do desconhecido e o confronto com o destino. 

No centro da narrativa está a figura do Dibuk — a alma errante de um morto que, segundo crenças religiosas populares, pode possuir o corpo de um vivo, exigindo rituais exorcistas para sua expulsão. 

A montagem foi inspirada em melodias ancestrais como o Klezmer transmitidas oralmente ao longo de séculos em uma linguagem musical própria. A direção musical e as músicas originais são de Gustavo Kurlat, que também assina as letras ao lado de Worcman. Os arranjos instrumentais e a regência são de Vicente Falek, e a preparação vocal, de Tarita de Souza.

A encenação mistura várias linguagens artísticas, criando uma experiência visual e sensorial intensa. As coreografias ocupam lugar central no espetáculo, incorporando a energia vibrante da dança tradicional judaica não apenas como complemento musical, mas como elemento dramatúrgico essencial, que traduz em movimento os conflitos emocionais e espirituais da história.

Os ingressos estão disponíveis no Sympla.

  • $$
  • $$$
  • Maiores de 12 anos

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