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Última modificação abril 02, 2026

Sesc Ipiranga apresenta dobradinha de peças

Apresentadas de forma intercalada, "Nada é Suficiente" e "Comunhão" abordam a finitude e as relações

O elenco de "Comunhão". Foto: Divulgação.

Informações

  • Data de inicio e término

    17/04/2026 até 31/05/2026

  • Dias da semana e horários

    Sexta e sábado, às 20h | Domingo, às 18h

  • Endereço

    R. Bom Pastor, 822 - Ipiranga

    Ver no mapa
  • Valores

    R$60 (inteira), R$30 (meia entrada) e R$18 (credencial plena)

Mais detalhes

O Sesc Ipiranga apresenta uma dobradinha de peças do canadense Daniel MacIvor, ambas protagonizadas por Lúcia Bronstein, Luisa Micheletti e Magali Biff, sob a direção de Pedro Bricio e Susana Ribeiro.

Ambas serão apresentadas às sextas-feiras, com intervalo de 15 a 20min entre elas. Aos sábados, apenas “Comunhão” será apresentada. E aos domingos, será a vez de “Nada é Suficiente”.

Ambos os espetáculos falam sobre a finitude e a noção de que o indivíduo se constitui a partir de suas relações. Pensando neste conceito, de que somos o que somos a partir das relações que estabelecemos e dos papéis que assumimos nelas, a ideia de intercalar duas peças numa mesma temporada aprofunda a pesquisa e o efeito desta coreografia de pontos de vista.

“Comunhão” fala sobre três mulheres em processo de transformação. Carolina, uma analista em crise com a profissão; Leda, uma ex-alcoólatra com diagnóstico de uma doença grave; e Anita, ex-traficante, agora religiosa fervorosa e grávida. Em três atos que saltam no tempo, as personagens se encontram, duas de cada vez: Carolina e sua paciente Leda; Leda e sua filha Anita; e por fim, Anita e Carolina, ex-terapeuta de sua mãe. As três buscam novos sentidos para suas existências, refletindo sobre fé, vício, dores, memórias.

Já “Nada é suficiente” narra a trajetória de amizade e do amor entre duas mulheres, M e L. Ao longo de vinte anos, que são contados para a plateia por meio de cenas e narrações, vemos uma relação de intenso afeto, de cumplicidade, paixão, amizade, companheirismo e uma banda de rock. O texto explora a resistência das protagonistas em rotular sua relação, e utiliza o humor, o silêncio e a música para encenar como as pessoas narram suas próprias vidas.

A encenação de ambos os espetáculo é o resultado de uma interlocução artística entre Pedro Brício e Susana Ribeiro, que buscam uma unidade estética mesmo diante de obras com temperaturas opostas. 

A dinâmica da dupla envolveu uma divisão produtiva inicial — com Brício focando em um texto no Rio de Janeiro e Susana em outro, em São Paulo — culminando em uma fase final de supervisão mútua. Segundo a diretora, esse processo permite que um sirva de espelho para o outro, trazendo um olhar externo que revela nuances e ajustes finos, garantindo que as produções funcionem como “peças irmãs” dentro da mesma temporada.

 A produção adotou um universo estético minimalista e compartilhado para conectar as duas peças, priorizando o trabalho das atrizes e a força do texto. O cenário de André Cortez serve como uma base versátil que atende aos dois espetáculos, enquanto os figurinos de Simone Mina evitam o realismo, focando em pequenos detalhes que marcam as mudanças das personagens.

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