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Última modificação abril 20, 2026

“O Mercador de Veneza” se muda para o ‘Tucão’

Devido ao sucesso de público, clássico de Shakespeare terá temporada no salão principal do Teatro Tuca

Dan Stulbach interpreta Shylock em "O Mercador de Veneza". Foto: Ronaldo Gutierrez.

Informações

  • Data de inicio e término

    06/06/2026 até 26/07/2026

  • Dias da semana e horários

    Sábado, às 20h | Domingo, às 17h00

  • Endereço

    R. Monte Alegre, 1024 – Perdizes

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 200 (inteira) e R$ 100 (meia entrada)

Mais detalhes

Com ingressos esgotados no Tucarena até maio, “O Mercador de Veneza” será transferido para o auditório principal do Teatro Tuca. Sucesso total de crítica e público, o espetáculo se tornou das mais peças requisitadas da cidade de São Paulo. 

Mergulhando em temas como preconceito e intolerância a todos aqueles que são estrangeiros, a montagem é uma reflexão acerca das transformações nas relações humanas e tensões sociais que transcendem séculos.

 A trama acompanha Antônio (Cesar Baccan), um mercador que contrai uma dívida com o agiota Shylock (Dan Stulbach) para ajudar seu amigo Bassânio (Marcelo Ullmann). Como garantia, Antônio aceita dar libra de sua própria carne. Com o não pagamento da dívida, o contrato desencadeia um julgamento dramático, colocando em pauta temas como justiça e preconceito.

Sob a direção de Daniela Stirbulov, “O Mercador de Veneza” se desloca da Itália do século 16 para um cenário contemporâneo, em que questões como o antissemitismo, o preconceito racial, e as guerras motivadas pelo lucro e pelo capital ganham mais potência frente à narrativa. O agiota Shylock é alçado a protagonista nesta montagem, que busca narrar a história a partir de seu ponto de vista.

“Lidar com os desafios Shakesperianos é abrir espaço para o risco, para o confronto com o que somos — e com o que podemos ser”, reflete a diretora Daniela Stirbulov. “E expandir o entendimento sobre a vida: as relações humanas em sua complexidade e contradições. Tudo está ali. Vilões e heróis se confundem nas máscaras sociais. A obra, atravessada por tensões religiosas e preconceitos, nos confronta com questões sobre intolerância, identidade e justiça – tão atuais quanto no tempo em que foi escrita.”

 No centro do palco, uma estrutura acrílica transparente elevada cria um tablado para os atores. No alto, um painel circular de led desenha palavras e frases ligadas à ação. Há um operador de câmera captando imagens em tempo real, também projetadas no painel. A música é executada ao vivo pela baterista Caroline Calê.

“Estar à frente da direção me possibilitou criar um universo contemporâneo. A história, escrita no contexto do capitalismo emergente do século XVI, foi transportada para os anos 1990 — década marcada pela aceleração da globalização e pelo surgimento de uma nova ordem mundial. Estabelecemos a Bolsa de Valores como espaço central, implantando a atmosfera das negociações financeiras do tempo presente e o dinheiro como motor principal das relações.”, conta a diretora.

Os ingressos já estão disponíveis no Sympla.

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