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Última modificação agosto 17, 2026

A ciência do alto desempenho no esporte

Estudos indicam que a evolução não depende apenas do volume de treino, mas da qualidade da prática

coluna Andreza Gonçalves Qualidade do treino de atletas importa mais que quantidade. | Foto: Getty Images / Artur Didyk

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    Durante muito tempo, acreditou-se que evoluir significava apenas aumentar o volume de treino.

    Hoje, a ciência mostra que desempenho não depende apenas da quantidade, mas principalmente da qualidade do treinamento.

    Um dos exemplos está no desenvolvimento da velocidade. Sprints curtos, exercícios pliométricos, corridas em subida e sessões intervaladas deixaram de ser exclusividade dos atletas profissionais e passaram a integrar programas de treinamento de diferentes modalidades.

    Quando bem planejados, esses métodos promovem adaptações neuromusculares que aumentam potência, aceleração e eficiência dos movimentos.

    A capacidade aeróbica também ocupa lugar de destaque.

    Além de melhorar o desempenho em esportes de resistência, ela fortalece o sistema cardiovascular, aumenta a disposição para as atividades diárias e auxilia no controle do peso corporal.

    Seus benefícios vão além das pistas e refletem diretamente na saúde e na qualidade de vida.

    Profissionais e amadores

    As diferenças entre corredores amadores e profissionais ajudam a ilustrar como a ciência orienta o treinamento.

    Enquanto o amador busca superar seus próprios limites conciliando a corrida com a rotina, o atleta de alto rendimento segue um planejamento rigoroso, acompanhado por treinadores, fisioterapeutas, nutricionistas e outros especialistas, com controle preciso da carga de treino, recuperação e desempenho.

    Apesar dos objetivos distintos, ambos compartilham um mesmo princípio: evoluir de forma segura e consistente.

    É justamente nesse ponto que a pesquisa científica faz a diferença, oferecendo ferramentas para que cada treino tenha propósito, respeite as características individuais e produza adaptações positivas ao longo do tempo.

    No esporte moderno, a pergunta deixou de ser “quanto você treina?” e passou a ser “como você treina?”. A resposta, cada vez mais, está na ciência.

    Referências

    . AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE (ACSM). ACSM's Guidelines for Exercise Testing and Prescription. 12. ed. Philadelphia: Wolters Kluwer, 2025.
    . BOMPA, T. O.; BUZZICHELLI, C. Periodization: Theory and Methodology of Training. 6. ed. Champaign: Human Kinetics, 2019.
    . JOYNER, M. J.; COYLE, E. F. Endurance exercise performance: the physiology of champions. The Journal of Physiology, v. 586, n. 1, p. 35-44, 2008.
    . KRAEMER, W. J.; RATAMESS, N. A. Fundamentals of resistance training: progression and exercise prescription. Medicine & Science in Sports & Exercise, v. 36, n. 4, p. 674-688, 2004.
    . McARDLE, W. D.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Exercise Physiology: Nutrition, Energy, and Human Performance. 10. ed. Philadelphia: Wolters Kluwer, 2022.
    . WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Guidelines on Physical Activity and Sedentary Behaviour. Geneva: World Health Organization, 2020.

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    Andreza Gonçalves

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    Personal trainer (Cref 172593-G), bacharel em Educação Física e pós-graduada em Treinamento Desportivo. Instagram: @an.drezagn_personal