Beto Gatti estreia exposição “Primórdios Digitais”
Na mostra, o artista usa tecnologia de ponta para abordar o comportamento humano na era das telas
Informações
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Data de inicio e término
25/03/2026 até 25/05/2026
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Dias da semana e horários
De segunda-feira a domingo, das 11h às 18h
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Valores
Entrada gratuita
Mais detalhes
O Parque Global Cultural, na zona Sul, inaugura nesta terça-feira (24) a exposição “Primórdios Digitais”, do artista visual Beto Gatti.
Com curadoria de Aline Sultani e direção geral de Dinda Bueno Netto e Katia D’Avillez, a mostra reúne 23 trabalhos, entre esculturas, instalações e vídeo que observam o comportamento humano em um momento histórico em que a tecnologia deixou de ser apenas ferramenta para se tornar ambiente.
Ao receber o projeto de Gatti, o espaço amplia o diálogo entre iniciativas artísticas e estrutura urbana, ao aproximar a produção contemporânea de um novo eixo de circulação da cidade.
O trabalho do artista parte de situações reconhecíveis da vida cotidiana. Em vez de tratar o universo digital como tema abstrato, Gatti se concentra em gestos que se tornaram quase automáticos.
A atenção que se desloca para a tela, o impulso de registrar e compartilhar cada momento, a presença simultânea em ambientes físicos e digitais.
Essas observações aparecem nas esculturas de primatas que manipulam celulares e cabos eletrônicos, imagens que atravessam toda a série “Primórdios Digitais”. Ao deslocar comportamentos humanos para outro corpo, o artista cria uma espécie de espelho silencioso, no qual hábitos recentes passam a ser vistos com certo estranhamento.
Na escultura “Saudade”, dois primatas se abraçam enquanto consultam seus telefones. A cena reúne afeto e distração no mesmo gesto. Em outra linha de trabalho, torres formadas por celulares empilhados remetem às práticas de rock balancing, transformando objetos comuns em exercícios delicados de equilíbrio.
Já na videoinstalação “A Marcha”, milhares de primatas caminham juntos segurando celulares, sugerindo como tecnologias individuais também produzem movimentos coletivos.
A série ganhou projeção recente ao ocupar espaços públicos e institucionais do Rio de Janeiro, como o Museu do Amanhã, o Aeroporto Internacional do Galeão, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói. As esculturas em grande escala circularam entre diferentes públicos e consolidaram a pesquisa como um dos eixos centrais da produção de Gatti.
O artista desenvolve trabalhos que atravessam escultura, fotografia, vídeo e experimentações com inteligência artificial. Para ele, a investigação parte de uma observação direta da vida contemporânea.
“Quando olho para a relação entre pessoas e telas, vejo gestos que poderiam existir há milhares de anos. As ferramentas mudam, mas certos impulsos permanecem”, Gatti compartilha.
Depois de passar por pontos turísticos do Rio de Janeiro e Niterói, “Primórdios Digitais” chega ao Parque Global Cultural com obras inéditas e novos desdobramentos da série.
O conjunto propõe uma observação atenta de comportamentos que se tornaram comuns e que, vistos com distanciamento, revelam algo sobre a maneira como habitamos o presente.
A entrada é gratuita.
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