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Última modificação junho 09, 2026

Coral Paulistano apresenta “Missa Afro Sambas”

Regido por Maíra Ferreira, repertório reúne obras de Carlos Alberto Pinto Fonseca e Vinicius de Morais

O Coral Paulistano. Foto: Rafael Salvador

Informações

  • Data de inicio e término

    12/06/2026 até 13/06/2026

  • Dias da semana e horários

    Sexta, às 20h | Sábado, às 11h

  • Endereço

    Pç. Ramos de Azevedo, s/n - República

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 50

Mais detalhes

O Coral Paulistano apresenta a “Missa Afro Sambas”, sob regência de Maíra Ferreira, no Theatro Municipal de São Paulo. Acompanhado por músicos convidados e solistas, o repertório propõe um mergulho na riqueza da cultura afro-brasileira e em suas influências sobre a música de concerto e a canção popular brasileira. 

O espetáculo tem a participação da flautista Morgana Moreno, do claronista Alexandre Ribeiro, do contrabaixista Sidiel Vieira, do violinista Pedro Franco e dos percussionistas Gabi Guedes, Pedro Pita e Xeina Barros, também da pianista Juliana Ripke. Além das sopranos Indhyra Gonfio e Narilane Camacho, a contralto Andréia Souza, o tenor Marcus Loureiro, e baixo Ademir Costa. 

O repertório se inicia com a “Missa Afro-brasileira de Batuque e Acalanto”, escrita entre 1970 e 1971 pelo compositor e regente mineiro Carlos Alberto Pinto Fonseca. A obra reflete o intenso diálogo entre a liturgia católica e as tradições musicais afro-brasileiras, incorporando elementos da umbanda, do batuque, das cantigas populares e de gêneros como maracatu, marcha-rancho e samba-canção.

Inspirada pelas diretrizes do Concílio Vaticano II, que incentivava a valorização das culturas locais na música sacra, a composição funde texto em latim e português em uma escrita musical marcada pela força rítmica e pela expressividade coral. O resultado é uma obra singular, que aproxima diferentes tradições religiosas e musicais brasileiras em uma mesma experiência sonora. 

Na segunda parte do concerto, o Coral Paulistano interpreta os históricos “Afro Sambas”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, obra lançada em 1966 e considerada um marco na formação da Música Popular Brasileira. Inspirado por cantos de candomblé, sambas de roda e ritmos afrodescendentes, o álbum ampliou os horizontes temáticos da canção brasileira ao incorporar referências diretas às religiões de matriz africana.

Canções como ‘Canto de Ossanha’, ‘Canto de Xangô’ e ‘Canto de Iemanjá’ atravessam espiritualidade, poesia e musicalidade em composições que se tornaram fundamentais para a cultura brasileira. Baden Powell, que transitava entre o universo católico e os cultos afro-brasileiros, identificava aproximações entre o canto gregoriano e os cantos ritualísticos afrodescendentes, elemento que influenciou diretamente a sonoridade do disco e sua atmosfera profundamente espiritual.

Os ingressos estão disponíveis na plataforma INTI.

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  • Livre para todas as idades

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