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Última modificação janeiro 21, 2026

Padarias paulistanas ganham exposição afetiva

Mostra celebra a cultura das padarias e reforça pedido de reconhecimento como patrimônio imaterial

Padarias paulistanas ganham exposição afetiva A exposição é realizada pela Fundação Bunge, em parceria com o Metrô de SP | Foto: divulgação

Informações

  • Data de inicio e término

    25/01/2026 até 24/03/2026

  • Dias da semana e horários

    25/01 a 24/02 - Metrô República - todos os dias, das 4h40 à 0h25
    25/02 a 24/03 - Metrô Paraíso, todos os dias, das 4h40 à 0h22

  • Endereço

    Metrô República - Praça da República, 299
    Metrô Paraíso - Rua Vergueiro, 1456 - Vila Mariana

  • Valores

    Evento gratuito

Mais detalhes

As padarias fazem parte da rotina e do imaginário do paulistano. Mais do que locais para comprar pão, elas são espaços de encontro, convivência, memória afetiva e identidade cultural.

Essa relação tão particular ganha destaque na exposição “Padarias paulistanas: onde você se sente em casa”, apresentada pela Fundação Bunge em parceria com o Metrô de São Paulo, em celebração aos 472 anos da capital.

Aberta ao público gratuitamente, a mostra fica em cartaz de 25 de janeiro a 24 de fevereiro na Estação República (Linha Vermelha) e, na sequência, de 25 de fevereiro a 24 de março na Estação Paraíso (Linhas Azul e Verde).

O conteúdo é resultado de um dossiê desenvolvido pelo Centro de Memória da Fundação Bunge, que reúne pesquisas, dados históricos e relatos sobre a trajetória das padarias na formação social e urbana da cidade.

Espaço multifuncional

Enquanto em muitas cidades brasileiras a padaria é um comércio voltado essencialmente à compra diária, em São Paulo ela se consolidou como um espaço multifuncional.

Café da manhã reforçado, almoço rápido, balcão sempre movimentado e vitrines fartas fazem parte de um modelo que mistura gastronomia, serviço e sociabilidade.

Essa singularidade é um dos pontos centrais abordados pela exposição, que evidencia como esses estabelecimentos criam laços comunitários e atravessam gerações.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), o setor de panificação movimentou R$ 153,36 bilhões em 2024, empregando cerca de 3 milhões de pessoas no país.

Já de acordo com o Sampapão, São Paulo é a cidade com o maior número de padarias do mundo, responsável por aproximadamente 250 mil empregos diretos — números que reforçam a relevância econômica e social desses espaços.

A exposição também apresenta um guia online de padarias históricas localizadas próximas às estações onde a mostra acontece. O acesso é feito por QR Code ou pelo site padariaspaulistanas.com.br, com informações como ano de fundação, endereços, produtos mais conhecidos e depoimentos em vídeo de proprietários de casas tradicionais da região central.

Patrimônio cultural imaterial

Outro eixo importante do projeto é o reconhecimento das padarias como patrimônio cultural imaterial. O dossiê aponta que mais da metade dos estabelecimentos pesquisados tem mais de 50 anos de existência, e quase um terço ultrapassa sete décadas de funcionamento.

A tradição familiar também se destaca: mais de 80% dos sócios entraram no negócio por herança direta, e quase metade representa a segunda geração à frente da padaria.

Com base nesse levantamento, a Fundação Bunge e a Bunge protocolaram, em 2025, junto ao Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura, um pedido formal para que as padarias paulistanas sejam reconhecidas como patrimônio cultural e imaterial da cidade. O processo segue em análise pelo órgão responsável.

Ao ocupar o metrô — espaço democrático que conecta bairros, histórias e pessoas —, a exposição amplia o alcance dessa narrativa e convida o público a reconhecer nas padarias um dos símbolos mais autênticos da cidade. Uma homenagem que une memória, cultura e cotidiano, e que reafirma o papel desses estabelecimentos na construção da identidade paulistana.

  • Gratuito
  • Livre para todas as idades

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