Passada a ‘virada’ do ano, a busca por mais saúde e bem-estar fica em evidência: as academias voltam a encher, os tênis de corrida saem do fundo do armário, e o famoso projeto ‘agora vai’ entra oficialmente em campo.
Depois de semanas marcadas por festas, ceias, confraternizações e pausas estratégicas nos treinos, o início do ano se consolida como o principal período de retomada da atividade física, ainda que o corpo nem sempre esteja totalmente ‘de acordo’ com o entusiasmo da mente.
O fenômeno é conhecido: disposição em alta, agenda cheia de promessas e, dois dias depois, aquela dor muscular que faz o simples ato de se sentar parecer um desafio olímpico.
O problema não está em voltar a treinar, mas em voltar como se nunca tivesse parado.
Um dia de cada vez
O retorno precisa respeitar um princípio básico do esporte: a progressão. Começar de forma moderada não é sinal de fraqueza, é estratégia.
Reduzir cargas, volume e intensidade nas primeiras semanas diminui o risco de lesões e aumenta as chances de constância, item essencial para quem quer que fevereiro chegue com resultados, e não com fisioterapia.
Outra dica importante é escolher atividades que deem prazer. Caminhada, musculação, corrida, aulas coletivas ou treinos curtos: o melhor exercício é aquele que você consegue manter na sua rotina.
A hidratação e o sono também entram como protagonistas nessa retomada.
Dormir mal e treinar forte costuma ser uma combinação tão ruim quanto começar o ano querendo compensar todos os exageros de dezembro em uma única semana.
Por fim, vale lembrar: consistência vence empolgação. Não é o treino heroico do dia 2 de janeiro que transforma corpos e rotinas, mas a soma de sessões bem-feitas ao longo do ano.
O calendário ainda está a favor, e o corpo, com paciência, também.
Janeiro passa. A pergunta que fica é: você quer estar treinando em março… ou recomeçando de novo?
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