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Última modificação julho 06, 2026

O que fazer em São Paulo no feriado de 9 de julho?

Visita a monumento no Ibirapuera, museus e parques estão entre as opções de lazer para curtir a cidade

Mariana Giacomini Botta, jornalista
feriado 9 de julho Obelisco do Ibirapuera é opção de passeio. | Foto: GettyImages/Jean Suplicy

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    O feriado de 9 de julho, na próxima quinta-feira, é uma ótima oportunidade para curtir São Paulo.

    A data marca a Revolução Constitucionalista de 1932, movimento em que cidadãos paulistas pegaram em armas contra o governo de Getúlio Vargas, exigindo uma nova Constituição para o país.

    feriado 9 de julho

    Embora o levante tenha sido derrotado, o feriado é celebrado até hoje no estado de São Paulo, em memória aos que lutaram pela causa.

    Neste ano, a data que marca o início do levante é uma folga prolongada para muita gente, que aproveita para sair de casa e explorar novos lugares, relacionados ou não a esse evento histórico.

    Veja, a seguir, uma seleção especial com sugestões de passeios na capital paulista e na região metropolitana, para você aproveitar o feriado com a família, os amigos ou mesmo sozinho.

    Para saber mais sobre a revolução

    Obelisco do Ibirapuera

    Com o nome oficial Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, esse monumento é um ícone da arquitetura e da história paulista, e pode ser visitado gratuitamente.

    É uma a obra considerada patrimônio histórico e cultural, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAT).

     

    Além da visita individual, é possível realizar visitas guiadas, organizadas pela Sociedade Veteranos de 32 – MMDC em alguns dias do ano. Não há mais vagas disponíveis para este ano, portanto, é importante seguir o perfil para acompanhar a abertura de novas inscrições.

    Apesar de ser um monumento de valor histórico e arquitetônico, que lembra da necessidade de defender a democracia, algumas características da ornamentação do local são consideradas por estudiosos pouco adequadas ao contexto social atual.

    Isso diz respeito, especialmente, a um dos relevos que mostra um homem indígena ajoelhado diante de um bandeirante paulista.

    A imagem, que já foi aceitável em outros momentos, deve ser vista criticamente e dar abertura a debates sobre o massacre sofrido pelos povos originários.

    Alguns historiadores também fazem ressalvas sobre o ufanismo que o obelisco incentiva, uma vez que o levante não resultou em vitória.

    Além disso, a revolução atendia a mais interesses do que a luta por uma nova constituição, envolvendo questões econômicas, políticas e ideológicas.

    Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32
    Onde: Praça Ibrahim Nobre, s/nº, Vila Mariana (próximo ao portão 3 do Parque Ibirapuera)
    Funcionamento: de segunda-feira a domingo, das 10h às 16h
    Saiba mais

    Centro de Estudos José Celestino Bourroul

    Localizado no prédio do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP), o Centro de Estudos José Celestino Bourroul é outro espaço da capital que ajuda a contar a história da Revolução de 1932.

    A pessoa que dá nome ao local foi um engenheiro, doador de grande parte do acervo, que conta com medalhas, pinturas, armas antigas, documentos, fotografias e uma biblioteca.

    Onde: Rua Benjamin Constant, 158, 4º Andar - Sé
    Telefone: (11) 3104-5050 | Instagram: @ihgsp
    Horário de visitação: de terça a sexta-feira, das 9h30 às 16h
    Entrada gratuita, mediante agendamento prévio, por email

    Galeria Jorge Mancini

    Essa galeria reúne um dos maiores acervos sobre a Revolução Constitucionalista, com documentos, peças e materiais diversos sobre a ‘Guerra Paulista’, como também ficou conhecida a revolução.

    Também fica no Centro Histórico da capital, no prédio da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP).

    Onde: rua Venceslau Brás, 206, saguão, Sé
    Telefone: (11) 2391-9393 | Instagram: @afpesp
    Horário de visitação: de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h
    Grátis

    Outros passeios para curtir o dia

    Museus, galerias e parques também ficam abertos durante o feriado, sendo boas opções para quem fica na cidade, que costuma ficar mais vazia nesses dias.

    Veja o que tem na programação:

    Masp

    Com oito exposições em cartaz, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand funciona normalmente durante o feriado prolongado.

    Quem optar por ir até lá, poderá visitar mostras como “Damián Ortega: matéria e energia”, com fotografias, vídeos, esculturas e instalações, com muitas obras feitas a partir de carros desmontados, cujas partes são reorganizadas artisticamente, em novas configurações.

    São mais de três décadas de trabalho do artista mexicano Damián Ortega (1967), um dos principais expoentes de sua geração, que também cria montagens suspensas, feitas com pedras, tijolos e ferramentas.

    Outra exposição do museu é “Carolina Caycedo: confluências”, com peças que unem saberes e práticas que vão da arte contemporânea a tradições ancestrais ribeirinhas, passando por estratégias de resistência de movimentos sociais latino-americanos. x

    Outras opções são as mostras “Sol Calero: Casa María Lionza”, “Colectivo Acciones de Arte: democracia radical”, “Santiago Yahuarcani: o princípio do conhecimento”, “La Chola Poblete: Pop andino”, “Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo” e “Acervo em Transformação”.

    Essa última é uma exposição de longa duração da coleção do MASP, em que as obras estão instaladas em cavaletes de cristal — placas de vidro encaixadas em blocos de concreto —, desenhados por Lina Bo Bardi (1914-1992), também responsável pelo projeto do edifício principal do museu.

    Onde: Avenida Paulista, 1578 - Bela Vista
    Telefone: (11) 3149-5959 | Instagram: @masp
    Horários: terças-feiras, das 10h às 20h | de quarta a domingo, das 10h às 18h | às sextas, também das 18h às 21h
    Quanto: de R$ 42 (meia) a R$ 85 (inteira) | Grátis para crianças de até 10 anos, pessoas com deficiência e um acompanhante e membros do Amigo MASP
    Gratuidade para todos às terças-feiras, o dia inteiro, e às sextas, a partir das 18h
    Agendamento online obrigatório neste link, inclusive para os dias gratuitos

    Parque Tenente Siqueira Campos – Trianon

    Fica bem em frente ao Masp, sendo uma boa opção para desfrutar da natureza depois de um programa cultural ou um passeio pela Avenida Paulista.

    Projetado pelo paisagista francês Paul Villon, o Parque Trianon foi inaugurado pelo inglês Barry Parker, no dia 3 de abril de 1892 – um ano após a abertura da avenida.

    Conta com vegetação remanescente da Mata Atlântica original do município, com árvores centenárias, e recebe a visita de mais de 30 espécies de aves, como tuim, anu-preto, beija-flor-de-peito-azul, pica-pau-do-campo, bentevizinho-de-penacho-vermelho, tico-tico e sabiás.

    Tem áreas de circulação acessíveis, com rampa de acesso, equipamentos de ginástica, playgrounds, diversas obras de arte e banheiros. Destaque para a “Trilha do Fauno”, nome que referencia a escultura “Fauno”, de Victor Brecheret, presente no local.

    Onde: Rua Peixoto Gomide, 949 - Cerqueira César
    Telefones: (11) 3253-4973 / 3289-2160
    Instagram: @parquesdapaulista
    Horário de funcionamento: aberto diariamente, das 6h às 18h

    Pinakotheke São Paulo

    Localizada em um casarão da década de 1930, em Higienópolis, a Pinakotheke São Paulo chega à região central da cidade, após uma história de 24 anos no Morumbi (zona Sul).

    No novo espaço, a galeria recebe a mostra “Surrealismos: Arte para Além da Razão”, que parte de uma leitura contemporânea do movimento e o apresenta como um campo expandido, atravessado por diferentes geografias e temporalidades.

    Com curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli, a exposição, que fica em cartaz até 15 de agosto, considera ‘os surrealismos’, no plural, como uma forma de pensamento que ultrapassa os limites da razão e afirma a imaginação como força.

    Além de ver as obras, o público também pode conhecer a livraria dedicada às publicações da Pinakotheke Editora e aproveitar a área externa do espaço, que tem uma cafeteria do Café Orfeu.

    Onde: Rua Minas Gerais, 246 - Higienópolis
    Instagram: @pinakotheke
    Quando: de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h | sábados e feriados, das 10h às 16h
    Quanto: visitação gratuita | Reservas neste link

    Museu do Ipiranga

    Com mais de 130 anos, é a sede do Museu Paulista, especializado em história e cultura material, que faz parte da Universidade de São Paulo (USP).

    Está instalado em um imponente edifício, projetado para ser um monumento em comemoração à Proclamação da Independência (1822), que já vale a visita.

    Na exposição “Para Entender o Museu”, é possível aprender mais sobre o local e conhecer as transformações de seu acervo ao longo da história, com destaque para a maquete do projeto inicial da construção.

    Outras mostras de longa duração também são cheias de descobertas e diversão, como “Uma História do Brasil”, que se espalha por três espaços diferentes do museu: saguão, escadaria e salão nobre, apresentando uma versão da formação do Brasil.

    São esculturas e pinturas que representam personagens do início da colonização portuguesa, bandeirantes e personalidades e eventos ligados à Independência. Uma das obras é a famosa pintura “Independência ou Morte!”, de Pedro Américo.

    feriado 9 de julho

    Reprodução da pintura “Pintura Independência ou Morte”, de Pedro Américo. | Foto: Domínio Público

    Um dia só é pouco para explorar todo o local, que também conta com outras exposições “Passados Imaginados”, com pinturas que representam cenas e personagens do passado brasileiro.

    “Territórios em Disputa” trata da formação do território brasileiro e dos conflitos no processo de colonização; e “Mundos do Trabalho” aborda a atuação de trabalhadores em diferentes atividades e períodos da história do Brasil.

    Em “Casas e Coisas”, o visitante pode ver objetos de trabalho e decoração de diferentes residências paulistas nos últimos 150 anos, como louças, utensílios de cozinha e objetos de escritório.

    “A Cidade Vista de Cima” tem fotografias aéreas do bairro do Ipiranga, em diferentes momentos de sua história, com acesso ao mirante, espaço destinado à observação da paisagem nos dias atuais.

    Outras quatro mostras ajudam a entender como funciona o museu, apresentando o trabalho dos profissionais de diferentes áreas de atuação no local.

    São elas: “Coletar: Imagens e Objetos”, que explica as mudanças nas políticas de coleta de documentos; “Catalogar: Moedas e Medalhas”, com os passos necessários para a descrição e documentação de obras, exemplificados a partir da coleção de moedas e medalhas; “Conservar: Brinquedos”, com centenas de objetos e brinquedos, de casinhas e carrinhos a espaçonaves e foguetes, que ilustra as atividades de higienização e restauração, modos de embalar e guardar as peças; e “Comunicar: Louças” que usa as coleções de louça para mostrar como se produz uma exposição, do início ao fim.

    Além dessas, a exposição temporária “Liberdade: Bairro Plural” estreia na quarta-feira (7) e tem entrada gratuita.

    Ela propõe um novo olhar sobre um dos bairros mais lembrados da cidade de São Paulo, que costuma ser associado à imigração japonesa, mas tem uma trajetória muito mais ampla e complexa.

    Onde: Rua dos Patriotas, 100 – Ipiranga
    Instagram: @museudoipiranga
    Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h
    Quanto: R$ 15 (meia) a R$ 30 (inteira) | Grátis para crianças com menos de 6 anos
    Gratuidade para todos às quartas-feiras e no primeiro domingo de cada mês

    Parque da Independência

    Com mais de 208 mil metros quadrados de área, abriga o Museu do Ipiranga, o Monumento à Independência, a Cripta Imperial  e a Casa do Grito.

    É um marco histórico nacional, já que está na Colina do Ipiranga, junto ao Riacho do Ipiranga, onde D. Pedro I declarou o Brasil independente de Portugal, em 1822.

    feriado 9 de julho

    Vista aérea do Parque da Independência e do Museu do Ipiranga. | Foto: GettyImages/Pedro Truffi

    O Parque da Independência é um lugar agradável, para visitar sem pressa, com muito verde, infraestrutura e barraquinhas de comida e artesanato.

    O destaque é o Jardim do Parque da Independência, projetado pelo paisagista belga Arsenius Puttemans, inspirado nos jardins franceses de Versalhes, com fontes, estátuas e chafarizes.

    Entre os equipamentos de lazer, estão pista de skate, aparelhos de ginástica, pista de corrida, parquinho e sala multiuso.

    Onde: Avenida Nazareth, s/n – Ipiranga
    Instagram: @parquedaindependencia
    Quando: aberto diariamente, das 5h às 20h

    Casa do Grito

    Com 11 metros de frente e 9,75 metros de fundos, a construção de pau a pique (taipa de mão ou taipa de sopapo) é um exemplar da arquitetura do século 19.

    Tem esse nome devido à proximidade do local onde Dom Pedro I teria proclamado a Independência do Brasil, mas não há provas de que estivesse nesse local em 1822, já que o documento mais antigo referente ao imóvel é datado de 1844.

    Ao longo dos anos, teve diferentes proprietários, até ser desapropriada pela prefeitura, 1936. Ficou abandonada até 1955, quando passou por uma restauração, que tentou aproximá-la da casa que aparece na tela de Pedro Américo.

    O que se sabe é que foi ponto de parada de tropeiros, que passavam pela rota de Santos, no Caminho do Mar, e funcionava como uma pequena estalagem e cocheira. Está aberta à visitação, sem necessidade de agendamento prévio.

    Onde: Praça do Monumento, s/n – Ipiranga
    Instagram: @museudacidade 
    Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 17h
    Saiba mais

    Museu da Imigração

    Sediado no prédio da antiga Hospedaria de Imigrantes, este museu conta com um acervo composto por mais de 12 mil objetos, registros textuais e iconográficos que documenta e ilustra a história das migrações no país.

    Quem for a este museu, poderá ver a exposição de longa duração “Migrar: Histórias Compartilhadas Sobre Nós”, que foi concebida para ampliar vozes, narrativas e contextos, contemplando diversas perspectivas.

    Com mais interatividade, acessibilidade e recursos tecnológicos, ela é dividida em 11 módulos, que abordam aspectos como territórios e fronteiras; viagens; deslocamentos negros e indígenas; imigração no Brasil; migrações internas, diáspora brasileira e outros dispositivos, como o Observatório MI.

    Outra atração é o espaço “Retratos de Época”, onde os visitantes podem tirar fotografias à moda antiga, com roupas e ambientação especiais (preço sob consulta), na plataforma da estação ferroviária do Museu.

    Para quem gosta de atividades ao ar livre, a dica é conhecer o jardim do Museu da Imigração, com cerca de 2.900 m², várias espécies de árvores e plantas, incluindo duas figueiras de mais de meio século de existência.

    É um lugar perfeito para encontrar os amigos, fazer piqueniques e tirar um tempo para leituras.

    Onde: Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 - Mooca
    Telefones: (11) 2692-1866 e (11) 99729-6991 (Retratos de Época)
    Instagram: @museudaimigracao
    Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 18h | domingos, das 10h às 18h 
    Quanto: R$ 8 (meia) e R$ 16 (inteira) | Grátis aos sábados

    Solar da Marquesa de Santos

    É um raro exemplar de residência urbana do século 18, mas não há dados precisos sobre a data de sua construção.

    Documentos da época indicam que, entre 1739 e 1754, havia quatro casas casas de taipa de pilão na Rua do Carmo (hoje Roberto Simonsen). Duas delas teriam sido unidas para dar origem ao solar, conforme registros fotográficos do século 19, prospecções arqueológicas e análises arquitetônicas realizadas pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH).

    Em 1802, a casa foi dada como pagamento de dívidas ao Brigadeiro José Joaquim Pinto de Morais Leme, primeiro proprietário documentalmente comprovado.

    Uma herdeira do Brigadeiro vendeu o imóvel, em 1834, à Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo (1797 – 1867), que foi a proprietária do local até 1867. Nesse período, passou a ser conhecido como Palacete do Carmo, uma das residências mais aristocráticas de São Paulo, cenário de famosas festas.

    Com a morte da marquesa, a propriedade da casa passou para o filho dela, o Comendador Felício Pinto de Mendonça e Castro, e, em 1880, foi arrematada em leilão pela Mitra Diocesana, que fez algumas modificações, como a construção de uma capela e de uma cripta sob o altar-mor.

    passeios 9 de julho

    Fachada do Solar da Marquesa de Santos. | Foto: Creative Commons

    Em 1909, o imóvel foi adquirido pela The São Paulo Gaz Company, que fez novas reformas, para transformá-lo em escritório. Passou para as mãos da prefeitura  da capital em 1967, após a desapropriação da empresa de gás. Em 1975, o Solar foi sede da Secretaria Municipal de Cultura.

    Os diferentes usos e adaptações descaracterizaram o edifício, que entrou em obras novamente em 1991, para uma restauração, que procurou preservar e destacar elementos de suas várias etapas de vida.

    No pátio interno, ainda há vestígios da calçada do século 18, e o pavimento superior conserva paredes de taipa de pilão e pau-a-pique, daquele mesmo século. Já os forros apainelados, pinturas murais e artísticas e pisos assoalhados, entre outras características, são exemplos das intervenções feitas no século 19.

    Hoje, o Solar da Marquesa de Santos é a sede do Museu da Cidade de São Paulo e oferece atividades museológicas, que transportam o visitante ao tempo em que a cidade começava a se desenvolver.

    Onde: R. Roberto Simonsen, 136 - Centro Histórico
    Instagram: @museudacidade 
    Quando: de terça a domingo, das 9h às 17h
    Quanto: Entrada gratuita

    Beco do Pinto

    Assim como a Casa do Grito, também funcionou como ponto de passagem importante para a história de São Paulo, mas é um pouco mais antiga: foi usada no período colonial, para o trânsito de pessoas e animais, ligando o largo da Sé à várzea do rio Tamanduateí.

    Também conhecido como Beco do Colégio, faz parte do Museu da Cidade de São Paulo. Fica no Centro Histórico da capital, entre o Solar da Marquesa de Santos e a Casa nº 1; juntos, constituem um significativo conjunto arquitetônico, histórico e cultural que, atualmente, abriga projetos de artistas contemporâneos, desenvolvidos especialmente para o espaço.

    Seu nome está ligado ao sobrenome do proprietário da casa que fica ao lado, o Brigadeiro José Joaquim Pinto de Moraes Leme, que fechou o acesso ao beco em 1821. A passagem foi reaberta em 1826, quando recebeu o nome oficial de Beco do Colégio.

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    Visão interna do Beco do Pinto. | Foto: Wikimedia Commons

    O imóvel foi comprado pela Marquesa de Santos, em 1834, que consegui fechar o acesso novamente. Ele foi desativado definitivamente em 1912, quando foi criada a ladeira do Carmo, atual Av. Rangel Pestana, que passou a cumprir a função da rota.

    Durante a visita, vale a pena observar desde o portão de entrada, na Rua Roberto Simonsen, com ornamentos neoclássicos em baixo relevo, como a aduela (tipo de batente) e o brasão de armas do Brasil, até os vestígios de calçadas do século 18.

    Elas são feitas de materiais como dolomita, tijolo e paralelepípedo, além de terem fragmentos de louça, vidro, cerâmica, ossos e grafite.

    Também foram encontrados materiais usados para autópsias, como estiletes e facas, pertencentes ao Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, ligado à delegacia de polícia que funcionou no local no início do século 20.

    Os itens foram coletados durantes prospecções arqueológicas, nas obras de restauro da década de 1990.

    Por conta das atividades desse período, o Beco do Pinto costuma ser associado a muitas histórias de assombrações, despertando a curiosidade por histórias de ordem sobrenatural, que fazem parte de roteiros de turismo macabro.

    Lendas e relatos populares aumentam o ar de mistério que envolve esse importante patrimônio da cidade.

    Onde: R. Roberto Simonsen, 136 - Centro Histórico
    Quando: de terça a domingo, das 9h às 17h
    Instagram: @museudacidade | Quanto: Grátis

    Para divertir as crianças

    Biblioteca de São Paulo

    Nesta quinta-feira (9), a biblioteca tem uma programação especial para quem gosta de dinossauros e quer saber mais sobre eles: o paleontólogo Luiz Eduardo Anelli realiza duas atividades especiais, para toda a família.

    Às 13h, ele ministra a oficina “Réplicas de fósseis de dinossauros”, em que réplicas em gesso de fósseis inspirados em descobertas do Brasil e do mundo estarão disponíveis para pintura, enquanto ele apresenta curiosidades sobre esses e outros animais pré-históricos.

    Logo depois, às 14h, é a vez da “Conversa com o paleontólogo: um dinossauro passou por aqui”, em que ele usa uma mochila cheia de objetos, como crânios, ovos, pegadas, dentes, garras e bonecos de dinossauros para explicar, de forma lúdica e interativa, como a ciência desvenda a história de animais que viveram há milhões de anos.

    Onde: Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 - Santana (no Parque da Juventude) 
    Instagram: @bspbiblioteca
    Quando: quinta-feira, das 13h às 15h
    Quanto: Grátis; não é necessária inscrição prévia, mas as vagas são limitadas, preenchidas por ordem de chegada

    Casa Bradesco

    A exposição “Treco no Baile”, do artista multimídia Treco (Deco Farkas), é um convite ao brincar, já que mostra a arte como festa e movimento.

    Ela ocupa a Sala Ali, da Casa Bradesco, em um território lúdico e interativo, repleto de bolinhas, pensado especialmente para crianças de 4 a 12 anos e suas famílias.

    As instalações estimulam o público a explorar, arremessar, observar e imaginar.

    A cada interação, surgem surpresas que revelam novos caminhos, detalhes e narrativas possíveis, reforçando a ideia do brinquedo como forma de expressão artística, imaginação e descoberta do mundo.

    Também há apresentações de mágica, de terça a domingo às 15h.

    Onde: Alameda Rio Claro, 190 - Bela Vista
    Instagram: @casabradesco
    Quando: de terça a domingo e feriados, das 12h às 20h | até 31 de agosto
    Quanto: Grátis | é preciso reservar ingresso pelo Mata App ou retirar diretamente na bilheteria (sujeito à disponibilidade)
    Limite de 3 crianças por adulto

    “Mauricio 90 Anos”

    Da Biblioteca Mário de Andrade ao Centro Cultural de São Paulo, diferentes equipamentos culturais da capital recebem peças da exposição “Mauricio 90 Anos”, homenagem ao quadrinista Mauricio de Sousa, criador da “Turma de Mônica”.

    São 91 estátuas e três infláveis gigantes dos personagens, espalhados por pontos da cidade, como praças, parques, bibliotecas, centros culturais e outros espaços públicos.

    A Magali, por exemplo, pode ser vista na Praça da República, enquanto o Cebolinha está na Avenida São João, na Praça Júlio de Mesquita. Já a estátua do Louco está diante da Galeria do Rock (saída do Largo Paissandu).

    Os infláveis, do Sansão, Bidu e Mauricio, estão instalados, respectivamente, na Biblioteca Mário de Andrade, no Theatro Municipal e no Centro Cultural de São Paulo.

    Na Avenida Paulista, no calçadão do parque Trianon, em frente ao Masp, foi instalado um banco escultórico em bronze, que reúne imagens do desenhista e de oito personagens (Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão, Milena, Chico Bento, Horácio e Bidu).

    Ele ficará neste espaço de modo permanente, disponível para fotos e interações.

    Mais informações estão disponíveis no site do personagem Paulistinha, mascote da cidade, criado especialmente para marcar as homenagens da prefeitura aos 90 anos de Mauricio de Sousa, e nos perfis do Instagram da Secretaria Municipal da Cultura e do Instituto Mauricio de Souza.

    Itaú Cultural

    O fim de semana do feriado é uma boa oportunidade para visitar a exposição “Ocupação Ruth Rocha”, que conta o percurso da escritora por meio de fotografias, documentos e uma seleção dos livros que escreveu para crianças e adolescentes.

    Um dos destaques de sua abra é “Marcelo, Marmelo, Martelo”, que está completando 50 anos, mas outros livros e personagens são lembrados de uma maneira especial: “O Reizinho Mandão” e “Cinderela das Bonecas” ganham montagem teatral, com apresentações aos sábados e domingos, até o fim do mês.

    O primeiro, com sessões aos sábados, às 11h30, e domingos, às 16h, no Auditório, narra a história de um menino mimado que herda o trono, cria leis absurdas e obriga todos a ficarem calados. Quando o povo perde a voz, ele se vê sozinho e inicia uma jornada de aprendizados.

    O segundo espetáculo conta a história de Vovó Neném, uma idosa querida pelas crianças do bairro por seus doces, brincadeiras e histórias divertidas. As apresentações são aos sábados, às 16h, e domingos, às 11h30, no Espaço expositivo da Ocupação Ruth Rocha, no térreo.

    A classificação é livre, com entrada gratuita, mas é preciso reservar os ingressos por meio da plataforma Inti.

    Onde: Avenida Paulista, 149, Bela Vista
    Instagram: @itaucultural
    Quando: de terça a sábado, das 11h às 20h | domingos e feriados, das 11h às 19h | até 2 de agosto
    Quanto: Entrada gratuita

    Tour histórico

    A empresa Visit SP, especializada em turismo histórico, realiza nesta quinta (9), o roteiro “Marcas da Paulistanidade”, edição “Revolução Constitucionalista de 1932”.

    Trata-se de uma caminhada guiada, por locais que preservam a memória desse episódio histórico.

    O percurso inclui lugares como o Obelisco do Ibirapuera (Mausoléu Constitucionalista de 1932, com visita ao interior), Monumento às Bandeiras, Praça Carlos Gardel e Assembleia Legislativa de São Paulo, com explicações sobre personagens, monumentos e acontecimentos que contam a história desse levante.

    Onde: Rua Abílio Soares, 1.589 - Ibirapuera (Círculo Militar de São Paulo - ponto de encontro)
    Instagram: @visit_sp_tour_historico |Telefone: (11) 99916-6599
    Quando: quinta-feira (9), das 9h30 às 13h30
    Quanto: R$ 70 
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    O 9 de julho pela cidade

    feriado 9 de julho

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    Mariana Giacomini Botta, jornalista

    Mariana Botta

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    Jornalista, pesquisadora e professora. Trabalhou no jornal Agora São Paulo, Folha de S.Paulo, Rede Record, Globo, UOL e R7.