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Última modificação abril 03, 2025

8 museus diferentes para visitar em São Paulo

De crimes a relógios e bicicletas, a cidade abriga espaços que guardam memórias sobre variados temas

Museu do Futebol | Foto: Divulgação

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    São Paulo é uma cidade abertas às mais diferentes culturas e formas de arte. Mas, quando o assunto é museu, é comum pensar em lugares como o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o Museu do Ipiranga ou Museu da Imagem e do Som (MIS), que estão entre os mais famosos.

    Muita gente não sabe, mas a capital tem instituições que desafiam o convencional, destinadas a preservar diferentes memórias e com as temáticas mais diversas.

    Há museus onde é possível conhecer crimes que marcaram a história da cidade, por exemplo, além dos que mostram a evolução de objetos que revolucionaram as sociedades e, até hoje, fazem parte do dia a dia das pessoas, como o relógio e a bicicleta. 

    Alguns desses locais inusitados estão nesse roteiro, com sugestões de espaços para desbravar, onde é possível viver experiências fora do ordinário.

    Convidamos você a descobrir alguns dos museus mais diferentes da capital paulista. Programe-se, e viva a cidade! 

     

    1. Museu da Polícia Civil 

    O Museu da Polícia Civil, localizado no Butantã, começou a ser planejado em na década de 1920, mas só foi aberto ao público em 1952. Além de apoiar as escolas de polícia na formação de novos profissionais, o espaço tem como missões preservar e divulgar a rica história da corporação.

    Atualmente, seu acervo é composto por uma variedade de itens, incluindo carros, equipamentos, objetos, peças de vestuário, armas, documentos e fotografias que narram a trajetória da Polícia Civil.  

    O local, que recebe, em média, mil visitas por mês, também preserva e expõe ao público ferramentas e itens relacionados a delitos de grande repercussão nacional, como o famoso crime da mala, que ocorreu em 1928.

    A entrada é gratuita, e grupos podem fazer visitas monitoradas, mediante agendamento.  

    Espaço dedicado ao famoso crime da mala (1928), no Museu da Polícia Civil | Foto: Divulgação

     

    2. Museu da Bicicleta 

    Mais de cem bicicletas, de diversos modelos e períodos, fazem parte do acervo desse museu, que fica no bairro da Mooca.  

    Entre os itens expostos, estão modelos que marcaram gerações, como a Monark Sueca, de 1951, a bicicleta bombeiro, de 1906, a Hércules e Favorit, de 1960, a Caloi 10 e a Caloi Cross, que fizeram sucesso nas décadas de 1980 e 1990. 

    No espaço, o visitante pode para explorar a história desse meio de transporte, além de se conectar com pessoas que nutrem a mesma paixão pelo ciclismo. A programação do local inclui exposições interativas, oficinas e palestras. 

    A entrada custa R$ 15,00 e há gratuidade para menores de 13 anos e maiores de 60 anos.  

    O museu é uma iniciativa da Garagem 55, que tem mais de 12 mil m², e une entretenimento e gastronomia na zona Leste de São Paulo.  

    Bicicleta Caloi 71, exposta no Museu da Bicicleta | Foto: Divulgação

    3. Museu do Relógio 

    Aberto ao público desde 1970, o Museu do Relógio Professor Dimas de Melo Pimenta, na Vila Leopoldina, é o único do gênero na América Latina. Ele promove uma verdadeira viagem no tempo, com mais de 650 peças, provenientes de diferentes épocas e países. 

    A coleção, de grande valor histórico, abriga raridades da relojoaria e inclui itens um tanto inusitados, como o “despertador com cafeteira”. Tendência nos séculos 19 e 20, o modelo tem um mecanismo parecido com uma máquina de café italiano, e prepara uma xícara da bebida poucos minutos antes do proprietário despertar.  

    Outro relógio que se destaca é o “falante”, um modelo alemão com  fonógrafo e mídia em celuloide. Datada da década de 1910, a peça foi considerada inovadora, pois anunciava as horas em intervalos regulares. A visitação é gratuita.  

    Museu do Relógio | Foto: Divulgação

    4. Museu de Zoologia 

    O Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) é uma instituição de pesquisa e preservação de espécies biológicas, com foco na biodiversidade animal. Fundado em 1969, está localizado no Ipiranga e é um dos maiores museus de zoologia da América Latina. A entrada é gratuita, sem necessidade de agendamento. 

    O acervo é composto por centenas de espécimes de animais taxidermizados, abrangendo uma grande diversidade de grupos, como mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e invertebrados, além de fósseis.

    Muitos desses exemplares são únicos e representam importantes registros para a ciência, sendo utilizados em pesquisas que contribuem para o estudo da fauna brasileira e mundial.  

    O espaço mantém a exposição permanente “Biodiversidade: conhecer para preservar”, que conta com cerca de mil exemplares do acervo do museu, com espécies atuais e já extintas. 

    Entre os destaques, estão fósseis de dinossauro (um Tapuiassauro, de 11 m de comprimento e 7 m de altura, e um Carnotauro, com aproximadamente 7 m de comprimento e 3 m de altura), que encantam principalmente as crianças.  

    Itens do acervo do Museu de Zoologia da USP | Foto: Reprodução

    5. Museu do Livro Esquecido 

    Instalado em um antigo palacete feito em estilo fiorentino, projetado pelo arquiteto Felisberto Ranzini, na região da Sé, o Museu do Livro Esquecido é um verdadeiro tesouro para os amantes da literatura.

    Inaugurado em 17 de agosto de 2024, trata-se de um espaço dedicado à celebração da história do livro e da tipografia.  

    O acervo conta atualmente com cerca 3.000 exemplares, antigos e novos.  Uma dos destaques é a coleção de primeiras edições e de livros raros das literaturas clássica, brasileira e estrangeira. 

    Além de exposições temporárias, o espaço também promove oficinas culturais, com atividades como encadernação e restauro de livros, além de exibições de filmes ao ar livre, em sua área de convivência. 

    As visitas acontecem às terças-feiras, sábados e domingos. O ingresso custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada). 

    Obras raras expostas no Museu do Livro Esquecido | Foto: Divulgação

    6. Museu da Imigração Japonesa 

    O Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, no coração da Liberdade, é reconhecido por possuir o maior e mais completo acervo dedicado à história da imigração japonesa no país.

    Com mais de 97 mil itens, preserva uma rica coleção de documentos, fotografias, jornais, microfilmes, livros, revistas, filmes, vídeos, discos de vinil, quadros de pintura, utensílios domésticos e de trabalho, além dos tradicionais quimonos.

    Localizado nos andares 7º, 8º e 9º do edifício Bunkyo, o museu conta, ainda, com uma biblioteca especializada, que abriga milhares de documentos e publicações, servindo como um importante recurso para pesquisadores e outros interessados pela história da imigração japonesa. 

    Também chama a atenção entre os itens do acervo uma réplica do navio Kasato Maru, embarcação que trouxe os primeiros imigrantes japoneses para o Brasil, em 1908. 

    A entrada no museu custa R$ 20. Estudantes com carteirinha, crianças de 5 a 11 anos e idosos acima de 60 anos, pagam meia-entrada (R$ 10). Às quartas-feiras, o acesso é gratuito para todos. 

    Réplica do navio Kasato Maru exposta no Museu da Imigração Japonesa | Foto: Divulgação

    7. Museu do Futebol 

    Localizado no Estádio do Pacaembu, o Museu do Futebol tem os objetivos de preservar e divulgar a história do futebol brasileiro, um esporte que é parte fundamental da identidade cultural do país e uma das maiores paixões dos brasileiros. 

    Inaugurado em 2008, o espaço passou por uma grande reforma, sendo reaberto em 2024, ainda mais atrativo e tecnológico.  

    O museu conta com uma rica coleção de objetos, fotografias, vídeos e outros itens que documentam momentos icônicos da história do futebol, como Copas do Mundo, campeonatos nacionais, grandes jogadas e jogadores que marcaram época. A mostra é interativa e utiliza tecnologia de ponta para proporcionar uma experiência imersiva aos visitantes.  

    A programação inclui eventos diversos relacionados ao universo futebolístico, visitas educativas, além de encontros de colecionadores dos mais diversos tipos de objetos ligados ao futebol como figurinhas, botões, camisas, chuteiras, cachecóis, mini craques, entre outros. 

    O ingresso para o museu custa R$ 24,00 (inteira) e R$ 12,00 (meia-entrada). Crianças até 7 anos não pagam e, às terças-feiras, a gratuidade é estendida para todos os visitantes.
     

    Uma das salas tecnológicas do Museu do Futebol | Foto: Divulgação

    8. Museu da Imaginação 

    O Museu da Imaginação, na Água Branca, é um dos principais centros de criatividade e aprendizado lúdico destinado ao público infanto-juvenil. 

    A atração, que passou por uma expansão, reabriu suas portas em junho de 2024, em uma área de 7 mil metros quadrados. Apresenta a arte, a ciência e a tecnologia de forma didática e interativa, para que as crianças e os adolescentes possam aprender brincando. 

    Exposição Pequenos Construtores no Museu da Imaginação | Foto: Divulgação

    Ao todo, são 13 novas mostras, incluindo a “Formigas em Ação”, “Dentro do Cérebro”, e “Plantando o Futuro”, que proporcionam experiências educativas envolventes e estimulantes. 

    Uma das adições mais notáveis é a Sala do Silêncio, totalmente inclusiva, pensada especialmente para visitantes do espectro autista. 

    Os ingressos variam entre R$ 75 e R$ 260, com gratuidade para crianças de 0 a 1 ano e 11 meses de idade. Consulte os detalhes no site.   

    Veja os endereços e horários de funcionamento dos museus:

     

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    Stefany Leandro

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    Stefany Leandro é jornalista e editora-chefe do Viva a Cidade.