Pastel com caldo de cana, frutas, verduras, peixes, flores e aquele chamado que atravessa a rua.
As feiras livres fazem parte da paisagem de São Paulo há mais de um século, e continuam ocupando bairros de todas as regiões, seja no formato tradicional, pela manhã, ou nas versões noturnas, criadas para atender quem só consegue fazer compras depois do expediente.
Por isso, nada melhor que celebrar o “Dia do Feirante”, comemorado na próxima terça-feira, dia 25 de agosto!
A data é uma referência à primeira feira livre realizada no Brasil, em São Paulo, em 1914.
Hoje, a capital conta com 975 feiras livres e mais de 12 mil feirantes, segundo dados da Prefeitura Municipal de São Paulo.
A atividade movimenta aproximadamente R$ 2 bilhões por ano e está ligada à geração de cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos.
As tradicionais feiras livres, ocupam ruas e praças principalmente das 8h às 14h, mantendo um hábito que atravessa gerações e ajuda a abastecer diariamente diferentes pontos da cidade.
A capital também tem 28 são feiras noturnas, localizadas em diferentes regiões, e com funcionamento das 16h às 21h.

Hortifrúti fresco: opções na feira livre | Foto: GettyImages
Um pouco de história
A história oficial das feiras no Brasil começou em 1914, quando a primeira experiência reuniu apenas 26 feirantes, no Largo General Osório, na região central de São Paulo. Na segunda, realizada no Largo do Arouche, esse número chegou a 116.
Mais de cem anos depois, a feira continua sendo lugar de compras, gastronomia, trabalho e convivência — e ganhou novos formatos para acompanhar a rotina do paulistano.
O que encontrar
O carro-chefe é o hortifrúti — frutas, verduras e legumes da estação — ao lado de peixaria, ovos, queijos, embutidos e, em boa parte das feiras, flores e plantas.
Nas barracas de alimentação, pastel e caldo de cana são os mais tradicionais, mas também aparecem tapioca, coxinha, churros e pratos prontos, dependendo do bairro.
Feiras maiores costumam ter ainda utensílios domésticos e roupas em algumas bancas.

Pix ou dinheiro: como pagar na feira livre | Foto: GettyImages
Dica de compra
Levar sacola ou carrinho próprio evita custo extra e reduz o uso de plástico. Vale comparar preço entre duas ou três barracas antes de fechar compra, já que o valor pode variar dentro da mesma feira.
Dinheiro e Pix são aceitos na maioria das bancas, mas nem todas têm maquininha de cartão.
Melhor horário para ir
Nas duas primeiras horas depois da abertura está a melhor variedade e o produto mais fresco.
Já nos últimos 30 a 60 minutos antes do encerramento acontece a chamada ‘hora da xepa’, quando os feirantes baixam o preço para não voltar com mercadoria.
A escolha depende do que pesa mais: variedade ou economia.
Feiras na capital
As feiras livres são cadastradas pela Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (Sesana), entre o modelo tradicional e o noturno. Veja as principais por região:

Hora da ‘xepa’: o horário de desconto na feira | Foto: GettyImages
. Zona norte
Mandaqui — Av. Eng. Caetano Alvares — domingo e quinta, das 7h/8h às 14h
Vila Sabrina — Rua Geolândia — sexta, das 7h/8h às 14h
Freguesia do Ó — Rua Afonso Lopes Vieira, Vila Dionísia — domingo, das 7h/8h às 14h
Pirituba — Av. Elísio Cordeiro de Siqueira — quarta, das 8h às 14h
Vila Continental, Parque Peruche — Av. Mariana Caligiuri Ronchetti — quarta, das 8h às 14h
Noturna: Rua Pedro Ribeiro, Santana — terça, das 16h às 21h
. Zona leste
Vila Mara, São Miguel Paulista — Rua São Gonçalo do Rio das Pedras — domingo, das 7h/8h às 14h (228 feirantes)
Itaquera (Cohab I) — Rua Padre Francisco de Toledo — sábado, das 8h às 14h (183 feirantes)
Ermelino Matarazzo — Rua Shobee Kumagai — domingo, das 7h/8h às 14h (164 feirantes)
Jardim Santa Adélia, São Mateus — Rua Ursa Menor — sexta, das 8h às 14h (160 feirantes)
Cidade A. E. Carvalho, Penha — Rua Tales de Mileto — sábado, das 8h às 14h (142 feirantes)
Noturna: Praça Torquato Plaza, Vila Grimaldi, Sapopemba — sexta, das 16h às 21h

Feiras noturnas: opção para quem trabalha o dia todo | Foto: GettyImages
. Zona sul
Jardim São José, Capela do Socorro — Rua Joaquim Neves Monteiro — sábado, das 8h às 14h (163 feirantes)
Jardim Miriam, Cidade Ademar — Av. Ângelo Cristianini — domingo, das 7h/8h às 14h (160 feirantes)
Piraporinha, M’Boi Mirim — Rua Estevam Fernandes — terça, das 8h às 14h (134 feirantes)
Vila Guarani, Jabaquara — Av. Diederichsen — sábado, das 8h às 14h (121 feirantes)
Sacomã, Ipiranga — Rua Lino Coutinho — quinta, das 8h às 14h (110 feirantes)
Noturna: Rua Henri Cross, Jardim Santa Emília, Ipiranga — terça, das 16h às 21h
. Zona oeste
Jardim América, Pinheiros — Rua Barão de Capanema — quinta, das 8h às 14h (201 feirantes)
Jardim Paulista, Pinheiros — Rua Cap. Pinto Ferreira c/ Batataes — sexta, das 8h às 14h (176 feirantes)
Vila Madalena — Rua Mourato Coelho — sábado, das 8h às 14h (137 feirantes)
Sumarezinho, Lapa — Rua Cayowaa — quarta, das 8h às 14h (112 feirantes)
Butantã — Av. Cláudio Franchi — sábado, das 8h às 14h (98 feirantes)
Noturna: Rua Pablo Picasso, Perdizes — quinta, das 16h às 21h (a maior noturna em atividade na cidade)

Feira livre ou noturna: escolha a preferida | Foto: GettyImages
. Região central
Aclimação — Rua Loureiro da Cruz c/ Urano — sábado, das 8h às 14h (194 feirantes)
Santa Cecília — Rua Sebastião Pereira — domingo, das 7h/8h às 14h (160 feirantes)
Bom Retiro — Rua Antônio Coruja — quinta, das 8h às 14h (156 feirantes)
Liberdade — Rua Teixeira Leite c/ São Paulo — domingo, das 7h/8h às 14h (135 feirantes)
Cambuci (Vila Deodoro) — Rua Inglês de Souza — domingo, das 7h/8h às 14h (127 feirantes)
A lista completa das feiras na capital está disponível no site da Prefeitura Municipal de São Paulo:
Feiras livres: prefeitura.sp.gov.br/web/sesana/w/feiras-livres-sp
Feiras noturnas: prefeitura.sp.gov.br/web/sesana/w/feiras-livres-noturnas-da-sesana
Feiras no ABC
As cinco principais cidades do ABC também têm redes próprias de feiras, organizadas pelas prefeituras municipais.
O horário tradicional varia um pouco entre as cidades. Em Diadema e Mauá, por exemplo, as feiras têm início ainda de madrugada, às 5h.
. Santo André
A cidade tem 67 feiras diurnas, de terça a domingo, das 8h às 14h30, e quatro noturnas, abertas de terça a sexta, das 17h às 21h.
Vila Pires — Av. Firestone
Vila Floresta — Av. Senador Queirós
Noturna: Conjunto Prestes Maia — Rua Jacarandá Branco
Noturna: Parque João Ramalho — Rua Avaí
Feiras livres de Santo André: craisa.com.br/feiras-livres/

Pastel e caldo de cana: opção gastronômica nas feiras | Foto: gettyImages
. São Bernardo do Campo
São 46 feiras diurnas, das 7h às 13h, e ao menos duas noturnas, com forte apelo gastronômico.
Vila Euclides — Rua Senador Flaquer — quinta
Rudge Ramos — Rua Ida Leone Cleto — sábado
Noturna: Rudge Ramos, Praça dos Meninos, Av. Caminho do Mar — quinta, das 18h às 22h
Noturna: Shopping Metrópole, Praça Samuel Sabatini — terça, das 17h às 21h
Feiras livres de São Bernardo do Campo: saobernardo.sp.gov.br/feiras-livres
. São Caetano do Sul
A cidade possui 13 feiras, todas diurnas, funcionando das 7h às 13h. A cidade não realiza feira às segundas-feiras.
Santa Paula — Rua Marechal Deodoro — terça
Boa Vista — Rua Santos Dumont — sábado
Feiras livres de São Caetano do Sul: saocaetanodosul.sp.gov.br/feirasweb/4

Variedade de flores são encontradas na feira | Foto: GettyImages
. Diadema
A cidade tem 24 feiras diurnas, de terça a domingo, das 7h às 13h, além de uma feira noturna e uma feira gastronômica no Centro.
Taboão — Rua das Ameixeiras — dia e horário tradicional
Centro — Rua Manoel da Nóbrega — dia e horário tradicional
Noturna: Praça da Moça, Centro — quinta, das 17h às 22h
Feiras livres de Diadema: portal.diadema.sp.gov.br/feiras-livres/
. Mauá
São 31 feiras diurnas, de terça a domingo, das 5h às 14h, e quatro noturnas — duas tradicionais e duas gastronômicas.
Jardim Zaíra — Rua Guerino Boscariol — terça e quinta (noturna gastronômica)
Parque São Vicente — Av. Armando Sales de Oliveira — sexta (noturna tradicional)
Noturna: Parque São Vicente, Rua Pedro de Toledo — quarta, das 17h às 22h
Feiras livres em Mauá: https://www.maua.sp.gov.br/Feiraslivres
Cada feira, um estilo
As feiras se adaptaram aos hábitos e à rotina de cada região. Conheça os principais tipos e as características que diferenciam cada formato.
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