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Última modificação julho 15, 2026

“Reset América Latina” volta ao cartaz

Espetáculo do grupo Estopô Balaio transforma um cruzeiro de luxo em alegoria da formação latino-americana

"Reset América Latina". Foto: Cassandra Mello

Informações

  • Data de inicio e término

    16/07/2026 até 19/07/2026

  • Dias da semana e horários

    De quinta a sábado, às 20h | Domingo, às 19h

  • Endereço

    R. Prof. Alves Pedroso, 600 - Cangaiba

    Ver no mapa
  • Valores

    Entrada gratuita

Mais detalhes

Depois de estrear e fazer temporada no Sesc Belenzinho, o Coletivo Estopô Balaio volta a fazer, em julho, novas sessões do espetáculo “Reset América Latina” no Teatro Flávio Império. O grupo aprofunda, nesta montagem, sua investigação sobre memória, identidade e pertencimento. 

Dirigido por Eliana Monteiro, “Reset América Latina” propõe uma reflexão sobre as origens das identidades latino-americanas e os apagamentos históricos produzidos pelos processos coloniais. A narrativa se desenvolve a partir da metáfora de um cruzeiro de luxo chamado Sangue Latino, onde passageiros embarcam em uma viagem que promete celebrar a cultura do continente, mas que aos poucos revela as contradições e violências que sustentam esse imaginário.

O primeiro ato assume a forma de um musical, revisitando simbolicamente as grandes navegações e os projetos de colonização. Aos poucos, surgem conflitos de classe, raça e pertencimento que atravessam os diferentes personagens. No segundo momento, o foco se desloca para os bastidores da embarcação, revelando as relações de trabalho e exploração que mantêm a estrutura funcionando. Já o terceiro ato rompe com a narrativa realista para mergulhar em uma dimensão imagética e ritualística, guiada pela figura simbólica da cobra, associada à transformação e à renovação.

A montagem encerra a “Trilogia da Amnésia”, iniciada com “Reset Nordeste” (2020) e seguida por “Reset Brasil” (2023). O tríptico questiona os processos de construção das identidades regionais e nacionais. Se conceitos como Nordeste, Brasil e América Latina são construções históricas relativamente recentes, que memórias e histórias foram apagadas para que essas categorias se consolidassem? A partir dessa provocação, o coletivo desenvolve o conceito de “ancestralidade crítica”, propondo um olhar sobre o passado que reconhece tanto os legados a serem preservados quanto aqueles que precisam ser confrontados.

Pela primeira vez, o processo reúne em cena todo o elenco fixo do Estopô Balaio — Ana Carolina Marinho, Juão Nyn, Dandara Azevedo, Keli Andrade e Dunstin Farias — ao lado dos intérpretes convidados Adyel Kariú Kariri, Hayla Cavalcanti, Potira Marinho e Wescritor.

A dramaturgia é assinada por Lara Duarte, com colaboração do coletivo. A direção de movimentos, preparação vocal e arranjos vocais são de Dudu Galvão, e a direção musical de Dani Nega. O espetáculo conta ainda com cenografia de concepção coletiva, videografia de Bianca Turner e identidade visual que incorpora desenhos produzidos por crianças do Jardim Romano, território que acompanha a trajetória do grupo.

A entrada é gratuita. Os ingressos são distribuídos 1h antes das apresentações.

  • Gratuito
  • Maiores de 14 anos

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