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Última modificação junho 02, 2026

“Para lá de Marrakech” entra em cartaz

Atriz iraniana se vale das "1001 Noites" para narrar história do movimento ativista de seu país

Khasar Masoumi interpreta "Pra lá de Marrakech" Foto: Ligia Jardim

Informações

  • Data de inicio e término

    05/06/2026 até 04/06/2026

  • Dias da semana e horários

    Sexta, às 21h30 | Sábado e domingo, às 18h30

  • Endereço

    R. Bom Pastor, 822 - Ipiranga

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia-entrada) e R$ 15 (credencial plena)

Mais detalhes

A atriz iraniana Khazar tem um nome difícil a ser pronunciado por brasileiros. Portanto, ela decide por uma noite, ser a Sherazade de “Mil e Uma Noites”, que é uma figura iraniana mundialmente conhecida. 

Durante a temporada no teatro do Sesc Ipiranga, essa Sherazade contará apenas uma história para o rei, sendo ela a tradução mitológica dos seguintes acontecimentos históricos do povo iraniano: a perseguição aos ativistas de esquerda do início dos anos 1980; a execução em massa dos mesmos no final dos anos 1980; o Movimento Reformista e os protestos após a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad nos anos 2000; a queda de avião da companhia aérea Ukraine Airline por mísseis iranianos em 2020; e os protestos “Mulher, Vida, Liberdade” em 2022. 

Tapetes. Uma tela. Mil e uma histórias. A imagem de uma mulher que estende um tapete para contar uma história é o que muitos poderiam chamar de uma imagem universal sobre como contar histórias. Porém hoje é preciso ficar bastante alerta com aquilo que se entende por “universal”. Muito possivelmente esse “universal” é a versão eurocentrada de como compreender as outras nações a partir dos interesses deles. 

Tal como a dramaturgia, a encenação flerta com o imaginário do que se sabe, do que se espera, do que se acredita compreender quando o assunto é Irã, seus tapetes, véus, mulheres e lutas. 

A atriz Khasar Masoumi é nascida em Teerã (Irã), de uma família da resistência cultural. Aos 20 anos, começou a carreira no cinema como protagonista de um longa que, vetado pela censura do regime ditatorial, estreou apenas seis anos depois. Até 2008, atuou como protagonista em dois filmes e uma minissérie no Irã. Após se dedicar aos estudos de Direito e respectivos Mestrado e Doutorado na França, retornou à carreira de atriz em 2020. Desde então, atuou em peças produzidas no Irã e na Suíça. Mora no Brasil desde 2017. Como consequência das suas manifestações políticas durante os protestos “Mulher – Vida – Liberdade” em 2022, está impedida de voltar para o Irã.

Os ingressos estão disponíveis na Central de Relacionamento Digital ou em qualquer unidade do Sesc SP.

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  • Livre para todas as idades

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