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Última modificação março 20, 2026

“O Beijo no Asfalto” está de volta ao cartaz

Clássico de Nelson Rodrigues retorna aos palcos para curta temporada em São Paulo

O Beijo no Asfalto no Teatro Ruth Escobar Foto: Divulgação

Informações

  • Data de inicio e término

    14/03/2026 até 26/04/2026

  • Dias da semana e horários

    Sábado, às 20h | Domingo, às 19h

  • Endereço

    Rua dos Ingleses, 209 - Morro dos Ingleses

    Ver no mapa
  • Valores

    a partir de R$ 50

Mais detalhes

A Cia Grite de Teatro reestreia a montagem de “O Beijo no Asfalto”, clássico de Nelson Rodrigues, em nova temporada no Teatro Ruth Escobar.

Com direção de Kleber di Lázzare, o espetáculo retoma uma das obras mais icônicas do teatro brasileiro, escrita em 1960, propondo um diálogo direto com questões contemporâneas.

A trama acompanha Arandir, um bancário recém-casado que, ao atender ao último pedido de um homem atropelado (um beijo), torna-se alvo de um escândalo público. A situação é amplificada por um repórter sensacionalista e um delegado corrupto, desencadeando uma espiral de preconceito, moralismo e exposição midiática que impacta profundamente sua vida pessoal e familiar.

Nesta montagem, a companhia aposta em uma encenação que evidencia os conflitos em torno da verdade, da opinião pública e da violência simbólica. Ao revisitar o texto de Nelson Rodrigues, o espetáculo reforça a atualidade da obra ao abordar temas como intolerância, julgamento social e manipulação da informação, mantendo viva a força crítica do autor no cenário contemporâneo.

O Beijo no Asfalto no Teatro Ruth Escobar

Foto: Divulgação

Com “O Beijo no Asfalto”, a Cia Grite de Teatro retoma o universo rodrigueano pela terceira vez, após encenações anteriores de “A Falecida” (2003) e “Oh, que Delícia de Mundo” (2007). A escolha do texto reforça o diálogo da companhia com a obra do autor, cuja dramaturgia segue atual ao abordar temas como fake news, manipulação e preconceito.

Segundo o diretor Kleber di Lázzare, o espetáculo revisita a força narrativa de Nelson Rodrigues a partir de sua compreensão crítica da sociedade e da imprensa.

“Nelson foi chamado de maldito, mas acima de tudo era um grande contador de histórias e um conhecedor profundo da imprensa brasileira e do modus operandi de muitas das nossas mazelas”, afirma.

A encenação aposta também em elementos visuais simbólicos para ampliar a leitura contemporânea da obra. A cenografia incorpora guarda-chuvas que se transformam em máscaras, criando uma metáfora para identidades distorcidas e ocultas, em sintonia com os conflitos apresentados na trama.

Com o novo espetáculo, a companhia reafirma sua proposta de teatro de pesquisa, explorando a atualidade do texto rodrigueano sob a perspectiva do impacto das narrativas midiáticas na vida individual e coletiva, evidenciando a permanência de questões sociais e culturais presentes na obra do autor.

Os ingressos estão disponíveis via Sampa Ingressos.

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