Exposição apresenta esculturas inéditas
Mostra apresenta obras de José Carlos Vilar, escultor reconhecido por sua dedicação ao ferro forjado

Informações
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Data de inicio e término
28/03/2026 até 28/05/2026
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Dias da semana e horários
De segunda a sexta, das 10h às 18h | Sábado, das 10h às 14h
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Valores
Entrada gratuita
Mais detalhes
São Paulo recebe a exposição “José Carlos Vilar – Mestre Escultor”. Com curadoria de Agnaldo Farias, a mostra sediada pela na galeria Herança Cultural reúne mais de 20 esculturas, muitas delas inéditas.
A exposição apresenta ao público paulistano a produção de José Carlos Vilar, escultor capixaba reconhecido por sua dedicação ao ferro forjado e por sua atuação como professor no Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo, onde formou gerações de artistas.
Cultuado sobretudo entre escultores que passaram por suas aulas, Vilar construiu uma trajetória marcada pelo rigor técnico e pela relação direta com a matéria.
Seu trabalho parte do confronto físico com o ferro, como o próprio artista descreve: “O caminho é o diálogo com o material. Na juventude, queria fazer com o ferro o que quisesse. Aprendi, depois, o caminho do diálogo. Se você for com violência, ele te responde com violência”, afirma.
Para Agnaldo Farias, a produção de Vilar situa-se dentro de uma linhagem importante da escultura brasileira. Segundo ele, trata-se de um trabalho que dialoga com uma tradição que atravessa nomes como Franz Weissmann, Amilcar de Castro, José Resende e alcança artistas contemporâneos como Artur Lescher.
“Com obras de presença forte, apuradas e concisas, José Carlos Vilar junta-se aos adeptos da matéria densa e do ar”, o curador escreve, destacando o modo como o artista trabalha a tensão entre peso e leveza, massa e vazio. E completa: “São obras que surpreendem pela variedade de processos e pela potência plástica. Ao mesmo tempo, esculturas e maquetes de obras futuras, indicam como um pequeno gesto no papel pode se tornar semente de expansões inesperadas”.
A exposição reúne esculturas de diferentes escalas e soluções formais. Entre elas está “Aranha”, construída com vergalhões espessos e estruturada por três apoios pontiagudos, cuja estrutura vazada cria uma presença simultaneamente pesada e aérea. Já “Onda”, que abre o percurso expositivo, apresenta uma curva ascendente, feita também de vergalhões, gesto interrompido no ápice que projeta corpo e sombra no espaço.
Outras peças evocam formas vegetais ou estruturas orgânicas — bulbos, sementes, carapaças —, enquanto algumas assumem caráter geométrico ou arquitetônico, aproximando-se de torres, casas ou obeliscos
Entre os trabalhos está ainda “Batéias”, instalação composta por cones suspensos por cabos de aço, que se movimentam continuamente como um móbile. O conjunto evoca o instrumento usado na mineração para revolver a terra em busca do que está oculto, metáfora para o próprio processo escultórico.
A entrada é gratuita.
Dados de contato
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Telefone
(11) 4321-8166
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