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Última modificação março 26, 2026

Masp apresenta mostra de Santiago Yahuarcani

Mostra reúne 35 pinturas que celebram saberes ancestrais e denunciam a violência extrativista na Amazônia

Santiago Yahuarcani Santiago Yahuarcani, Dueño de kion, 2022. Cortesia do artista e [Courtesy of the artist and] Crisis Galería, Lima e [and] Madri

Informações

  • Data de inicio e término

    02/04/2026 até 02/08/2026

  • Dias da semana e horários

    Terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h) | Quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h) | Sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30) | Sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h) | Fechado às segundas.

  • Endereço

    Av. Paulista, 1.578 - Bela Vista

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 85 (inteira) | R$ 42 (meia)

Mais detalhes

O Masp — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, de 2 de abril a 2 de agosto, a exposição “Santiago Yahuarcani: O Princípio do Conhecimento”, primeira individual no Brasil do artista indígena Santiago Yahuarcani. Com curadoria de Amanda Carneiro, a mostra reúne 35 obras que articulam a cosmologia e a memória do povo Uitoto, da região amazônica entre Colômbia e Peru.

A exposição propõe uma imersão nos saberes, mitos e traumas desse povo indígena, organizando-se em cinco núcleos: Pintura de Sons, Tempo do Choro de Sangue, Mundos Espirituais, Plantas Sagradas e Guardiões da Amazônia. Entre os destaques está a obra “El Principio del Conocimiento (2019), que inspira o título da mostra e representa o mito de criação associado às plantas sagradas coca e tabaco, elementos centrais na transmissão de conhecimento espiritual.

A produção de Yahuarcani também aborda episódios históricos de violência contra povos indígenas, como o Genocídio de Putumayo, ocorrido entre 1879 e 1912 durante o ciclo da borracha. Parte dessa reflexão está no núcleo Tempo do Choro de Sangue, que reúne obras que denunciam práticas como trabalho forçado e perseguições, evidenciando o impacto dessas experiências na memória coletiva uitoto.

Outro aspecto central da exposição é o uso da llanchama, material obtido da parte interna da casca de árvores amazônicas, transformado em suporte para as pinturas. A escolha reforça a relação do artista com a floresta, entendida não como recurso, mas como entidade viva, portadora de conhecimento e espiritualidade.

As obras também exploram a coexistência entre dimensões física e espiritual, característica da cosmovisão uitoto. Figuras híbridas, entidades míticas e elementos naturais aparecem interligados, como na pintura “Buinaiño — Dueña del Mijano” (2025), que retrata uma entidade guardiã dos ciclos naturais e da vida ribeirinha.

A mostra é realizada em parceria com a The Whitworth, no Reino Unido, onde esteve em cartaz entre 2025 e 2026, e com o Museo Universitario del Chopo, que receberá a exposição entre outubro de 2026 e março de 2027.

O agendamento on-line é obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Acessibilidade

Todas as exposições temporárias do Masp possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br, além de textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais estão disponíveis no site e canal do YouTube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas em geral, em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe Masp.

 

  • Acessível para cadeirantes
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  • Livre para todas as idades

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