Sabores raros são destaque em feira de chocolate
"Feira Bean to Bar Brasil" apresenta chocolates de origem e aproxima público do processo artesanal

Informações
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Data de inicio e término
27/03/2026 até 28/03/2026
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Dias da semana e horários
Sábado e domingo, das 10h às 18h
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Valores
Entrada gratuita
Mais detalhes
Entre a fazenda e a barra existe uma história — e ela pode ser vivida de perto. Nos dias 27 e 28 de março, o Mercado de Pinheiros recebe a “Feira Bean to Bar Brasil”, evento que reúne produtores de chocolate artesanal e convida o público a explorar sabores raros e origens diversas do cacau brasileiro.
Mais do que uma feira, o encontro se consolida como uma vitrine do movimento bean to bar no país, que valoriza a produção transparente, o controle de qualidade e a identidade do chocolate nacional.
Durante dois dias, visitantes poderão degustar diferentes perfis sensoriais, conhecer produtores e entender como nasce um chocolate que vai além do consumo tradicional.
O que é chocolate “bean to bar”?
O termo bean to bar (do grão à barra) define um modelo de produção em que o próprio fabricante acompanha todas as etapas do chocolate: desde a seleção das amêndoas de cacau até processos como torra, moagem, conchagem e moldagem final.

Sabores raros e origens diversas do cacau brasileiro | Foto: reprodução/instagram
Diferente da indústria convencional, que muitas vezes utiliza massa de cacau padronizada, o bean to bar prioriza o cacau de origem, com rastreabilidade e características únicas de sabor — que podem variar conforme o terroir, assim como acontece com vinhos e cafés especiais.
Esse cuidado resulta em chocolates mais complexos, com notas que vão de frutas tropicais e castanhas a nuances florais e especiadas, revelando a riqueza do cacau brasileiro.
Chocolate brasileiro em evidência
A feira reúne cerca de 15 marcas que representam essa nova geração de chocolate makers no Brasil, incluindo nomes como Baianí Chocolates, Mission Chocolate e Amma Chocolate Orgânico, além de produtores como Majucau, C’alma, Zaad, Mestiço e Casa Lasevicius.
Muitas dessas marcas trabalham com cacau de regiões como o sul da Bahia e a Amazônia, áreas reconhecidas pela qualidade das amêndoas e pela diversidade de sabores.
Esse movimento fortalece não apenas o mercado artesanal, mas também a cadeia produtiva do cacau nacional, promovendo relações mais diretas entre produtores e fabricantes.
Experiência sensorial e educativa
Durante o evento, o público poderá degustar barras, ovos de Páscoa e outros derivados do cacau, além de conversar diretamente com os produtores.
A proposta é transformar a experiência de consumo em um momento de descoberta, aproximando o consumidor da origem do alimento e do processo artesanal.
A feira também reforça uma tendência crescente: o interesse por alimentos com procedência clara, produção sustentável e maior valor agregado — características que têm impulsionado o crescimento do bean to bar no Brasil.
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