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Última modificação maio 28, 2026

Pinacoteca expõe gravuras de Beatriz Milhazes

Mostra reúne 27 gravuras em médio e grande formato, produzidas em parceria com a Durham Press

Gravura "Uva Selvagem" (1996), de Beatriz Milhazes. Digitalização: Divulgação / Pinacoteca

Informações

  • Data de inicio e término

    16/05/2026 até 14/03/2027

  • Dias da semana e horários

    De quarta a segunda, das 10h às 17h

  • Endereço

    Largo General Osório, 66 - Santa Ifigênia

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
    Gratuito aos sábado e no 2º domingo do mês

Mais detalhes

A Pinacoteca de São Paulo apresenta “Beatriz Milhazes: gravuras do acervo da Pinacoteca”, no 2º andar do edifício Pina Estação. A exposição reúne pela primeira vez um conjunto de 27 gravuras produzidas entre 1996 e 2019, resultado de sua colaboração com Jean-Paul Rusell, fundador da Durham Press, estúdio de edição de gravuras, livros de artista e obras únicas sediado na Pensilvânia, Estados Unidos.

Com curadoria de Renato Menezes, a mostra procura enfatizar os desafios técnicos da gravura e as especificidades das impressões em grande formato. Algumas de suas obras possuem quase 2 metros de largura, combinando múltiplas cores com matrizes diversas.

Beatriz Milhazes, grande nome da arte brasileira, é conhecida por seu trabalho que alia rigor geométrico a uma atmosfera sempre festiva, fruto de sua paleta exuberante. A profícua produção da artista é marcada por uma linguagem de notável complexidade e beleza, e pela coerência no modo como consegue transitar entre diferentes técnicas, partindo sempre da pintura, tronco principal de sua produção, até chegar nas gravuras, técnica que pratica com assiduidade desde seu encontro com Rusell.

A Pinacoteca de São Paulo é o único museu do mundo que possui esse conjunto de trabalhos, que foram doados ao acervo da instituição em 2009 e 2024. As gravuras foram desenvolvidas ao lado de Jean-Paul Rusell, renomado impressor e entusiasta da obra da artista. Nelas, Milhazes utiliza principalmente a serigrafia, técnica que consiste em fazer a tinta passar para a superfície desejada através de um bastidor preparado. O resultado, que é, em geral, chapado e com poucas cores, é subvertido pela artista, que consegue efeitos de transparência e sobreposição, criando situações de profundidade e vibração nas cores.

Nessas obras podem ser vistas estampas florais formando portais, guirlandas e ramos frondosos, parte de seu vocabulário de formas desde o início de suas investigações no campo da pintura. Nas gravuras aparecem também arabescos e formas sinuosas, discos, mandalas e colares de contas, incrementando a tradição geométrica brasileira, da qual também é herdeira. Isso pode ser visto, por exemplo, em Entre o mar e a montanha (1998). Na mostra é possível também perceber o modo como Milhazes monta e remonta as formas, as cores e os espaços aparentemente vazios, como os que aparecem em O pato (1996) e Noite de verão (2006).

Os ingressos para acessar o museu podem ser reservados na plataforma INTI.

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  • Gratuito
  • Livre para todas as idades

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