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Última modificação agosto 26, 2026

Peça infantil adapta obra de escritor angolano

Adaptada do livro de Ondjaki, "A Bicicleta Que Tinha Bigodes" conduz uma jornada poética sobre memória

A Bicicleta que Tinha Bigodes". Foto: Ariane Artioli

Informações

  • Data de inicio e término

    30/08/2026 até 16/09/2026

  • Dias da semana e horários

    Domingos e feriado, às 12h
    16/set, quarta, às 10h e 14h

  • Endereço

    Al. Nothmann, 185 - Campos Elíseos

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia-entrada) e R$ 12 (credencial plena)
    Entrada gratuita para crianças até 12 anos

Mais detalhes

A amizade, a escrita como forma de libertação e a tradição oral são temas do espetáculo infantojuvenil “A Bicicleta que Tinha Bigodes”, adaptação da obra do premiado autor angolano Ondjaki. O espetáculo, com direção de Suzana Aragão e dramaturgia de Kiusam Oliveira, tem sua temporada de estreia no Sesc Bom Retiro

A história de Ondjaki apresenta uma infância que vive entre a dureza do cotidiano e a força ancestral da imaginação. Na trama, tudo começa com um anúncio vibrante vindo da Rádio Nossa: o concurso de redação do bairro vai premiar o texto mais bonito e cheio de encantamentos com uma reluzente bicicleta preta, vermelha e amarela.

É a partir desse anúncio que entram em cena os dois amigos e protagonistas da história: Isaura e Ondjaki. Movidos pelo grande sonho de ganhar a bicicleta, eles descobrem que, para vencer o concurso, precisam encarar um desafio ainda maior e responder a uma pergunta fundamental: como se começa uma história?

Nessa busca por ideias, Isaura e Ondjaki mergulham no cotidiano vívido e afetuoso de seu bairro. Entre as sabedorias da Vó — que ouve nos ventos as cantigas e a força dos Guerreiros Nagô —, o carinho rigoroso e as “lições de vida e limonada” da Tia Alice, as memórias cômicas de um sapo poeta atropelado e a figura lendária do Tio Rui (cujo bigode parece espirrar palavras e poesias soltas no ar), os dois amigos descobrem o verdadeiro mistério da escrita.

Com muita delicadeza, humor e lirismo, a peça articula política e poesia, sonho e realidade, criando uma reflexão sobre a importância da sociedade comunitária, de descobrir a própria identidade e do respeito aos mais velhos e de sua tradição oral.

A encenação conta com trilha cantada ao vivo pelo elenco e une poesia corporal (“Antes do sonho, o corpo…”) a cantigas de roda (Guerreiros Nagô), resgatando a oralidade como espaço de cura e preservação da memória.

O trabalho tem direção musical e canções originais de Renato Gama. E, no elenco, estão Andreas Mendes, Conceni Paulina, Mawusi Tulani, João Invenção, Geni Cavalcante e Tenca Silva (stand-in).

Os ingressos estão disponíveis na Central de Relacionamento Digital ou em qualquer unidade do Sesc SP.

  • Acessível para cadeirantes
  • $
  • Gratuito
  • Livre para todas as idades

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