A Cia Os Crespos participa do projeto “Giro Sesc 80 Anos”, iniciativa realizada em parceria com o Sesc São Paulo para celebrar os 80 anos da instituição. A programação percorrerá oito teatros municipais e centros culturais da capital paulista com apresentações gratuitas voltadas a públicos de diferentes faixas etárias.
Serão apresentados pela Cia Os Crespos os espetáculoa “A Solidão do Feio” e “Os Coloridos”.
Inspirado na vida e na obra de Lima Barreto., “A Solidão do Feio” propõe uma reflexão sobre a trajetória do escritor e sua contribuição para a literatura brasileira, abordando temas como racismo, exclusão social e identidade.
Já o espetáculo infantil “Os Coloridos”, voltado para crianças de 4 a 10 anos, busca estimular a imaginação e o diálogo com as infâncias por meio de uma linguagem lúdica e acessível.
Os ingressos para todas as apresentações serão gratuitos e distribuídos nas bilheterias dos teatros e centros culturais participantes uma hora antes do início de cada sessão, respeitando a capacidade de cada espaço.
Participam do circuito o Teatro João Caetano, Teatro Flávio Império, Teatro Alfredo Mesquita, Teatro Paulo Eiró, Teatro Arthur Azevedo, Centro Cultural da Diversidade, Centro Cultural da Penha e Centro Cultural da Juventude.
“Os Coloridos”

Os Coloridos, da Cia Os Crespos | Foto: Mariana Ser
O espetáculo infantil “Os Coloridos” segue emocionando públicos de diferentes idades desde sua estreia, em 2015. Voltada para crianças de 4 a 10 anos, a montagem utiliza música, teatro e brincadeiras para abordar temas como diversidade, amizade, igualdade e respeito às diferenças.
Primeiro trabalho da companhia dedicado às infâncias, a peça propõe uma experiência lúdica que valoriza diferentes culturas e convida o público a refletir sobre a riqueza das tradições africanas e dos povos originários das Américas.
A montagem busca ampliar o repertório cultural das crianças por meio de histórias que promovem a empatia e o reconhecimento da pluralidade presente na sociedade brasileira.
A produção também destaca a importância do Teatro Negro para a infância como ferramenta de representação e formação crítica, incentivando valores como inclusão, respeito e criatividade desde os primeiros anos de vida.
Com maquiagem e figurinos coloridos, o espetáculo cria um universo visual que desperta a atenção do público infantil. A trilha sonora original reúne ritmos como capoeira, samba, embolada e canções populares, tornando a experiência ainda mais envolvente.
Ao final de cada apresentação, crianças e familiares são convidados a participar de uma celebração coletiva com pó colorido ao lado dos personagens, transformando o encerramento da peça em um momento de interação que já se tornou uma das marcas registradas do espetáculo.
Após circular por diversas cidades do estado de São Paulo e ser assistido por milhares de pessoas, “Os Coloridos” consolida-se como um dos trabalhos mais representativos da Cia Os Crespos para o público infantil.
Sinopse
Duas araras, uma azul e outra amarela, contam uma à outra suas diferenças culturais e o valor de suas cores numa disputa de superioridade. Mas com a chegada da arara vermelha elas conhecem a história da arara de muitas cores e descobrem a beleza de serem coloridas.
O espetáculo traz personagens baseados em histórias e contos africanos, afrobrasileiros e indígenas e de forma divertida e convida o público a fazer parte da brincadeira.
“A Solidão do Feio”

A Solidão do Feio | Foto: Bob Sousa
Partindo de um velório em área externa da encenação, a história é contada em fragmentos não cronológicos da vida de Lima Barreto e passeia por diferentes gêneros teatrais.
Sob a perspectiva performática do teatro panfletário – resultado da pesquisa continuada da Cia Os Crespos – Lima Barreto ganha, de acordo
com o direto do espetáculo Sidney Santiago, face do herói nacional.
“Quando penso em Lima Barreto, penso em recontar a história de um homem insubmisso, que pensou o seu tempo e o seu país em profundidade”, afirma.
Em direção compartilhada com a atriz Gabi Costa, Sidney, cujos estudos sobre o romancista remontam 2009, escolheu ampliar a representação do autor, ao sair da biografia comum, que reduz Lima ao homem negro, literato que foi parar no sanatório por problemas com bebida.
“‘A Solidão do Feio’ é o nosso diário aberto de possibilidades para a existência de Lima Barreto. É o nosso e-mail salvo em rascunhos, que sempre que é revisitado, abre uma nova porta”, explica a diretora.
“A Solidão do Feio” é parte de um projeto acerca dos estudos e reflexões sobre as masculinidades negras que, desde 2014, pesquisa os impactos do racismo na psique, afetividade e subjetividade de homens negros. O monólogo integra uma trilogia da Cia Os Crespos, intitulada “Masculinidade & Negritude”, que leva o legado político, artístico e cultural de homens negros aos palcos.
Assim como Lima Barreto, João Francisco dos Santos (Madame Satã), e Cruz e Souza são os nomes escolhidos desta cartografia coordenada por Sidney Santiago Kuanza.
Sinopse
Um ator em um estúdio improvisado e uma equipe fazem o exercício ficcional de recriar fragmentos da trajetória da vida e obra do escritor Afonso Henrique de Lima Barreto. O personagem é contado em primeira pessoa com suas certezas, contradições e sonhos de futuro.
Serviço
- Centro Cultural da Diversidade
R. Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi
“A Solidão do Feio” | 03 e 04 de julho, sexta e sábado, às 20h
“Os Coloridos” [Infantil] | 05 de julho, domingo, às 11h
- Centro Cultural da Penha
Largo do Rosário, 20 – Penha de França
“A Solidão do Feio” | 17 e 18 de julho, sexta e sábado, às 20h
“Os Coloridos” [Infantil] | 19 de julho, domingo, às 14h
- Centro Cultural da Juventude
Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha
“A Solidão do Feio” | 15 de agosto, sábado, às 18h
“Os Coloridos” [Infantil] | 14 e 16 de agosto, domingo, às 15h






