“Projeto Clarice” retorna ao cartaz
Contos de Clarice Lispector são encenados por Clara Carvalho, Magali Biff, Mariana Muniz e Vera Zimmerman

Informações
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Data de inicio e término
15/10/2026 até 08/11/2026
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Dias da semana e horários
De quinta a sábado, às 20h | Domingo, às 19h
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Valores
R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (inteira)
Mais detalhes
A montagem de “Projeto Clarice”, com adaptação e direção de Cesar Ribeiro, reúne em cena quatro atrizes com mais de 60 anos em cinco contos de Clarice Lispector: ‘Via Crucis’, ‘Menino a Bico de Pena’, ‘A Legião Estrangeira’, ‘Amor’ e ‘O Ovo e a Galinha’. As histórias se articulam em torno de questões como subjetividade, identidade, alteridade, família e afetos, temas recorrentes na obra da autora. O espetáculo ganha novas apresentações de 15 de outubro a 8 de novembro, de quinta a domingo, no Teatro Paulo Eiró.
Os cinco textos colocados em cena investigam diferentes formas de construção da identidade feminina, suas relações com o outro e com o espaço familiar. As atrizes Clara Carvalho, Magali Biff, Mariana Muniz e Vera Zimmermann apresentam retratos particulares da vida de uma mulher a partir de situações aparentemente corriqueiras.
A construção das personagens parte, em boa medida, das experiências das próprias atrizes e de suas diferentes formas de relação com o corpo, elemento fundamental para a composição das diferentes personagens.
Os textos revelam a capacidade da mulher de ser afetada por acontecimentos aparentemente cotidianos e de se transformar a partir deles. As situações presentes nos contos, embora possam fazer parte da rotina, permitem que as personagens sejam atravessadas por experiências capazes de ampliar sua percepção e sua possibilidade de viver a própria humanidade.
“Projeto Clarice” dá continuidade à pesquisa desenvolvida por Cesar Ribeiro sobre sistemas de violência e formas de representação associadas às distopias. A encenação mescla realismo, simbolismo e extrarrealismo, explorando diferentes relações entre os corpos e as convenções sociais.
Embora o protagonismo seja feminino, figuras masculinas também estão presentes. Atores aparecem vestidos de smoking preto e máscaras de peixe para criar uma representação de uma masculinidade sem rosto. A imagem faz referência a outro livro de Clarice Lispector, ‘A Mulher que Matou os Peixes’.
A cenografia, assinada por J. C. Serroni, cria um território simbólico sem se situar em nenhum local ou tempo específico. A trilha sonora também contribui para a construção desse universo. A montagem representa uma sociedade marcada pela sensação de aceleração do tempo, associada aos avanços tecnológicos, à profusão de informações e ao ritmo urbano. A encenação apresenta a vida como um grande jogo e reúne canções tiradas de jogos eletrônicos, budots (música eletrônica das Filipinas e espécie de techno de rua), punk, Mercedes Sosa e diversos efeitos sonoros.
Os ingressos estão disponíveis no Sympla.
Ao longo da temporada, a produção promove três mesas de debate na SP Escola de Teatro, com o tema “A Perspectiva do Feminino na Sociedade Brasileira Atual”. Os encontros, mediados por Maria Fernanda Vomero, abordam diferentes experiências do feminino: 22/10, com Verônica Valentino, sobre a mulher trans; 29/10, com Aysha Nascimento, sobre a mulher negra; e 05/11, com Araju Ara Poty, sobre a mulher indígena.
Dados de contato
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Telefone
(11) 5546-0449
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