Forja Coletiva traz “Santa Joana” a São Paulo
Montagem inspirada na obra de Bertolt Brecht faz temporada no Estúdio de Treinamento Artístico
Informações
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Data de inicio e término
03/10/2026 até 31/10/2026
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Dias da semana e horários
Sábados, às 19h30
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Valores
R$ 40
Mais detalhes
A Forja Coletiva e o Estúdio de Treinamento Artístico realizam, durante o mês de outubro, uma temporada de “Santa Joana dos Matadouros”, montagem inspirada na obra de Bertolt Brecht que investiga as relações entre corpo, trabalho e exploração na sociedade capitalista.
A temporada acontece após a primeira apresentação pública do espetáculo, realizada em setembro de 2026 na Praça das Artes, em Barueri, durante o 4º Festival de Escolas de Teatro Profissionalizante de Barueri (FETPB 2026). Na premiação do festival, “Santa Joana dos Matadouros” conquistou quatro prêmios: Melhor Espetáculo, Melhor Elenco, Melhor Direção e Melhor Figurino, além de indicações nas categorias Melhor Cenário, Melhor Ator e Melhor Atriz.
A montagem é dirigida por Alan Paes, que também assina a sonoplastia e, ao lado da Forja Coletiva, o figurino e a cenografia. O espetáculo articula princípios do Teatro Épico e do Expressionismo para deslocar o universo dos matadouros para as relações de trabalho contemporâneas. A partir dessa aproximação, a encenação constrói imagens que evidenciam a desumanização do trabalhador e a transformação de pessoas em mercadoria.
Na cena, o corpo dos intérpretes ocupa um lugar central. Partituras corporais, trabalho de coro e ações performativas marcadas pela exaustão, repetição e resistência compõem uma dramaturgia em que o corpo não é apenas veículo de representação, mas também evidencia sua condição de mercadoria e seu potencial de enfrentamento.
A própria estética da montagem transporta o público para o interior de um frigorífico. Uma lona plástica branca cobre o chão e reflete uma iluminação fria e intensa, enquanto correntes e ganchos compõem o espaço cênico. Máscaras de porco, cutelos, carne enlatada, coração bovino, aventais ensanguentados e plástico-filme funcionam como objetos-signo, ampliando a dimensão simbólica da obra e reforçando sua crítica social.
A pesquisa da Forja Coletiva também parte da realidade de um coletivo formado majoritariamente por jovens artistas periféricos, que conciliam a prática teatral com jornadas de trabalho marcadas pela precarização e pela exploração. Essa experiência aproxima o processo criativo das questões levantadas por Brecht e estabelece uma relação direta entre a obra e os debates contemporâneos sobre as condições de trabalho.
A pergunta “O que é preciso para ser alguém?” atravessa a montagem. Em Santa Joana dos Matadouros, corpos marcados pela exaustão do trabalho revelam um mundo em que carne, sangue e suor se relacionam à lógica do lucro. A partir da obra de Brecht, o espetáculo propõe uma reflexão sobre exploração, desigualdade e transformação das pessoas em mercadoria.
Os ingressos podem ser adquiridos entrando em contato com a Forja Coletiva em seu perfil no Instagram.
Dados de contato
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Telefone
(11) 2615-6257
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