Durante muito tempo, musculação foi sinônimo de sala de pesos, aparelhos ocupados e treinos individuais.
Agora, uma nova tendência vem ganhando espaço em academias e estúdios de São Paulo: treinos de força também podem ser feitos em aulas coletivas.
A proposta não é simplesmente colocar várias pessoas para levantar pesos ao mesmo tempo. As aulas são estruturadas, têm começo, meio e fim, e podem combinar exercícios de força, movimentos funcionais, diferentes equipamentos e progressão de carga.
Em São Paulo, já é possível encontrar diferentes versões desse novo conceito.
A Academia Pinheiros, por exemplo, oferece aulas de lower body, com foco no treinamento de membros inferiores.
A Tonus Gym trabalha com aulas coletivas voltadas ao treinamento de força, com exercícios para membros superiores e inferiores, atividades em duplas e um desafio final.
Já a Just Run Club tem na programação três modalidades, o lift – full body, o lift for girls e o running + funcional, e adota como slogan: “a vibe do coletivo faz você render mais sem perceber”.
O formato ‘treino integrado’ é a aposta da Mormaii Fitness, que combina movimentos de pilates, funcional, cardio e do five konzept (método que visa promover mobilidade ativa e reduzir tensões, prevenir lesões, melhorar a função das articulações e prolongar as cadeias musculares).
Mercado fitness
Esse movimento acompanha uma transformação maior no mercado fitness.
O treinamento de força está ganhando destaque não apenas pela estética, mas também pela relação com performance, autonomia e envelhecimento saudável.
Para quem pratica atividade física, desenvolver força significa muito mais do que aumentar músculos. É um desejo relacionado à capacidade de realizar as tarefas do cotidiano, preservar massa muscular e manter a funcionalidade ao longo dos anos.
Nas aulas coletivas, outro ingrediente entra em cena: a motivação. Treinar ao lado de outras pessoas, seguir uma programação conduzida por um professor e ter horários definidos pode facilitar a adesão à atividade física.
Alerta importante
A popularização das aulas coletivas de força não significa que a musculação tradicional perdeu espaço ou deixou de ser necessária.
Pelo contrário: para muitos objetivos, especialmente ganho de força e massa muscular, a possibilidade de controlar individualmente exercícios, cargas, volume, intervalos e progressão continua sendo fundamental.
A aula coletiva pode ser uma excelente porta de entrada para o treinamento de força e uma ótima forma de variar a rotina. Mas ela não substitui um programa individualizado de musculação.
Cada pessoa tem um nível de treinamento, histórico, limitações e objetivos diferentes. Por isso, quanto mais específico for o objetivo, maior tende a ser a importância de um planejamento individual.
A tendência, portanto, não é o fim da musculação. É a expansão do treinamento de força para novos formatos.
A sala de pesos continua tendo seu lugar. O que está mudando é a maneira como as pessoas estão experimentando a força.
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