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Última modificação setembro 15, 2026

Ópera inédita ganha primeira audição

Idealizada por James N. Green, "Esquecer? Nunca Mais!" irá retratar a vida do ativista Marcos Arruda

Topo: Rodrigo Mercadante, Zé Henrique de Paula e Fernanda Maia. Embaixo: James N. Green e Marcos Arruda. Foto: Angel Produções / Instituto PACS

Informações

  • Data de inicio e término

    16/09/2026 até 16/09/2026

  • Dias da semana e horários

    Quarta-feira, às 20h

  • Endereço

    Rua Prof. Walter Lerner, 315 - Barra Funda

    Ver no mapa
  • Valores

    Entrada gratuita

Mais detalhes

Idealizada por James N. Green, “Esquecer? Nunca Mais!” é uma ópera inédita que revisita a trajetória de Marcos Arruda, militante da Ação Popular e sobrevivente da tortura durante a ditadura militar brasileira. A obra nasce de uma história que marcou profundamente Green desde os anos 1970 — quando conheceu Arruda por meio do Comitê Contra a Repressão no Brasil, em Washington.

Green relembra o impacto de ler o relato de Arruda sobre o pau‑de‑arara, publicado no livro “Esquecer? Nunca Mais!”, escrito pela sua mãe Lina Penna Satamini, que inspirou a ópera: “Se você quer ser muito chocado, começa pelo epílogo… eles estão tocando Jesus Cristo do Roberto Carlos pra abafar o som dos gritos.” Esse choque se tornou um compromisso de vida — e agora, uma obra lírica. 

A ópera reúne uma equipe artística de excelência: A composição é de Elodie Bouny e Roee Benn Sira, com libreto de Fernanda Maia. A direção artística é assinada por Pablo Maritano, enquanto a direção cênica é de Zé Henrique de Paula.

Trata-se da primeira montagem do gênero no Brasil, que trata abertamente da ditadura e de suas consequências para o país a partir de uma história em particular. 

A narrativa acompanha a trajetória de Arruda, sua entrada no movimento estudantil, sua militância na Ação Popular, a perseguição política, a prisão, a tortura e o exílio. A dramaturgia se apoia em documentos, cartas e memórias preservadas pela mãe de Arruda, Lina — que, segundo Green, “conservou essas cartas… e, anos depois, escreveu o primeiro livro, que é o eixo do livro dela.” 

A primeira audição pública — uma apresentação concertante de uma ária do Primeiro Ato — acontecerá no Teatro Moise Safra, reunindo patrocinadores, imprensa e convidados.  Haverá uma cota de 100 lugares para o público geral com distribuição de ingressos na bilheteria do teatro a partir das 19h – a retirada será feira por ordem de chegada, sujeita à disponibilidade.

  • Acessível para cadeirantes
  • Gratuito
  • Maiores de 16 anos

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