“Pequeno Monstro” revisita Caio Fernando Abreu
Montagem parte conto homônimo do escritor gaúcho para colocar corpo e sexualidade no no centro da cena

Informações
-
Data de inicio e término
09/09/2026 até 24/09/2026
-
Dias da semana e horários
Quarta e quinta-feira, 20h30
-
-
Valores
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Mais detalhes
Doze anos depois do início de sua pesquisa e quatro anos após a primeira montagem, “PEQUENO MONSTRO”, da Célula de Criação Homograma, retorna aos palcos em uma nova versão, criada entre Ceará, São Paulo e Minas Gerais. A temporada paulistana acontece na SP Escola Superior de Teatro – Unidade Roosevelt.
Inspirado no conto homônimo de Caio Fernando Abreu, o solo tem atuação de Leon Ramos, direção de Pedro Silva, que também assina a dramaturgia, e João Mar.
A nova montagem ganha especial significado em 2026, ano que marca os 30 anos da morte de Caio Fernando Abreu. Um dos principais escritores brasileiros a colocar em circulação experiências de desejo, sexualidade, solidão e dissidência, Caio permanece como referência para diferentes gerações LGBTQIAP+.
Ao retomar “PEQUENO MONSTRO”, a Homograma não busca reproduzir a montagem apresentada originalmente em São Paulo, em 2022, mas reler o conto a partir de outros corpos, territórios e experiências.
A dramaturgia foi reescrita, a estética foi reformulada e o processo de criação incorporou novos artistas e referências. O espetáculo passou a ser construído especialmente a partir da colaboração com Leon Ramos, ator mineiro que realizou uma residência artística de quatro meses em Fortaleza para desenvolver a nova versão.
A pergunta que move o espetáculo parte de uma questão recorrente na obra de Caio Fernando Abreu: e se aquilo que chamamos de monstruosidade for apenas a maneira como o mundo nomeia aquilo que diverge dele?
A partir do conto original, a dramaturgia de Pedro Silva acompanha a descoberta do desejo de um jovem no interior da instituição familiar e atravessa temas como culpa, erotismo, abandono, memória, sexualidade e reinvenção. Organizada em um prólogo e nove quadros, a encenação amplia o universo de Caio com referências a autores como Allen Ginsberg, Clarice Lispector, Eurípides, Hilda Hilst, Jean Genet, Mary Nardini Gang e Sófocles, além de textos do próprio Leon Ramos.
A operação dramatúrgica transforma a monstruosidade em uma categoria não apenas íntima, mas também política. O “monstro” deixa de ser aquele que precisa esconder aquilo que sente e passa a ser uma figura capaz de reivindicar o direito ao desejo, à diferença e à própria existência.
Os ingressos estão distribuídos no Sympla.
Dados de contato
-
Telefone
(11) 3775-8600
-
-
Redes sociais







