Bar une videoarte, drinques e sabor andino
Antigo 'Cineclube Cortina' reabre no Centro com telão de 22 metros, cozinha e drinques andinos

Informações
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Dias da semana e horários
Bar e restaurante - de quarta-feira a domingo, das 18h à 1h
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Valores
Pratos de R$ 32 a R$ 65; drinks de R$ 29 a R$ 56
Mais detalhes
É difícil falar do circuito cultural de São Paulo sem citar o Cineclube Cortina. Aberto em 2022, o espaço ganhou espaço na cena com sessões de cinema, shows, festas e audições, ao lado de uma cozinha cuidada e coquetéis premiados.
Em maio, a casa reabriu o bar e o restaurante do piso térreo com estrutura, cardápio, carta de drinks e propósito novos. A mudança nasceu da vontade dos sócios Raphael Barreto e Marcelo Sarti de aproximar ainda mais o espaço do universo audiovisual — o novo mantra da casa passou a ser “vídeo em primeiro lugar”.
O movimento trouxe também uma troca de nome: o “cineclube” sai do letreiro e dá lugar a toda a expressão artística em vídeo. A casa passa a se chamar apenas Cortina.

Telão do bar-de-ver no térreo do novo Cortina | Foto: Angelo Dal Bó
No salão do térreo, a mudança fica evidente numa tela digitalmente mapeada que ocupa os 22 metros da parede paralela ao bar. Ali, quem senta para comer e beber também acompanha projeções de videoartistas de todo o país.
“A intenção com essa mudança foi, a partir da nossa vocação intrinsecamente ligada ao universo visual, proporcionar às pessoas uma vivência inédita em São Paulo. Colocamos as mais diversas expressões da videoarte no centro da proposta do Cortina, complementada por uma gastronomia e coquetelaria de excelência, para que a vivência dos clientes seja completa e memorável”, diz Marcelo Sarti, sócio e cofundador da casa.
Nasce assim o que os sócios chamam de primeiro “bar-de-ver” da cidade.
“Não queríamos aderir à tendência dos listening bars; almejamos algo que respeitasse a identidade do Cortina. Chegamos ao conceito do ‘bar-de-ver’, dando escala a uma vivência que sempre carregamos em nossa identidade”, complementa Raphael Barreto, também sócio e cofundador.
A cozinha ficou nas mãos de Checho Gonzales, do Mescla, e o bar sob comando de Daniel Gomes, ex-Riviera. A carta de drinks é assinada por Grecia Vascal, que já passou por Iccarus, Bar dos Arcos e Carnaval no Peru. Com um chef boliviano, um bartender brasileiro e uma mixologista peruana, o Cortina mistura os sabores dos Andes ao tempero brasileiro e reafirma o DNA latino-americano da casa.
Galeria viva
A aposta no “bar-de-ver” exigiu uma reforma completa do espaço. A tela que domina o salão foi concebida e implementada por Cristhian Lins, artista visual especializado em video mapping. A superfície de projeção tem 22 metros de comprimento por dois de altura, com resolução de 11.340 por 1.080 pixels.
A curadoria do conteúdo exibido é de Gabriel Rolim, conhecido como Rollinos, que já assinou visuais para Tame Impala, Lauryn Hill, Boogarins e Mochakk.
“O Brasil sempre esteve em evidência no mapa dos VJs. Algumas tecnologias desenvolvidas aqui são exportadas para o mundo todo para serem usadas em diversos festivais, shows, festas, etc.
Essa nova curadoria do Cortina será focada em criar um espaço que evidencie os VJs brasileiros em sua diversidade, oferecendo espaço e prestigiando o potencial criativo da obra de cada um”, explica Gabriel.
A programação recebe um novo artista visual a cada quinzena, com curadoria musical de Mariane Villas-Boas somando-se às projeções.
Com a reforma, o Cortina passa a funcionar como uma galeria viva, que une a exibição de arte digital em alta definição à experiência gastronômica e à programação de shows e festas do subsolo. A casa aposta no espaço versátil para se firmar como um dos pontos de agitação cultural do centro de São Paulo.
Mesmo endereço, outro lugar
A estrutura arquitetônica, assinada pela Metro Arquitetos, ganhou novo projeto de interiores e de luz do Estúdio Vértices. A iluminação baixa cria um clima aconchegante e evita reflexos na tela, enquanto as cadeiras giram 360 graus para que quem está no bar acompanhe as projeções sem torcer o pescoço.
Sabores latino-americanos
Nos pratos e nas taças, a identidade latino-americana segue no centro do Cortina, com a cozinha do chef boliviano Checho Gonzales e os drinks da peruana Grecia Vascal.
Entre as entradas, estão as arepas, de origem pré-colombiana, feitas com massa de milho moído: recheadas com bisteca de porco, especiarias e queijo gratinado, abacate e vinagre de cebola; com queijo canastra fresco, tomate e abacate; ou com peixe empanado, molho de tomate e maionese com picles (R$ 35 cada). Também entram na lista o ceviche (R$ 52) e o espetinho de lula com presunto curado e creme ardido de amendoim (R$ 32).
Entre os pratos principais, servidos em cumbucas, a de coração de galinha vem com farofa de mate e bernaise com coentro (R$ 45), e a de arroz de camarão traz lula, peixe ao açafrão e vinagrete de manjericão (R$ 65). A opção vegetariana é a cumbuca de arroz de cogumelos na manteiga, com vinagrete de cebolinha e crocantes de batata (R$ 58).
No bar, os drinquess de Grecia exploram notas salgadas ao lado de sabores doces e cítricos, misturas temperadas e elementos comestíveis. O Blur (R$ 48) combina cachaça premium, vermute rosso, Aperol e Campari, com toque trufado, lemon pepper e um guioza de camarão sobre a colher.
O Pan (R$ 54) é frutado e apimentado, com tequila, limão, soda de pera e jalapeño, servido com telha de chocolate, sal grosso, purê de pera e brotos de coentro. O Zoom (R$ 56) é para comer de colher: uma pavlova de limão com mix de vermouth dry, mel e bitter de cacau. As opções sem álcool são o Frame, de água tônica, soda de maçã e chá mate, e o Lux, com cordial de cenoura, laranja, curry e folhas de coentro (R$ 29 cada).
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