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Última modificação julho 14, 2026

Feira reúne o melhor do queijo artesanal paulista

“Feira do Caminho do Queijo Paulista” reúne 17 queijarias e 60 expositores em agosto

Feira reúne o melhor do queijo artesanal paulista Feira do Queijo Paulista chega à 7ª edição com diversas opções | Foto: Rodrigo Resende/divulgação

Informações

  • Data de inicio e término

    01/08/2026 até 02/08/2026

  • Dias da semana e horários

    Sábado, das 10h às 19h | Domingo, das 10h às 18h

  • Endereço

    Cinemateca Brasileira - Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia) - crianças até 12 anos não pagam | Ingressos: antecipados pelo Sympla ou no local, pelo mesmo valor

Mais detalhes

Nos dias 1 e 2 de agosto, a Cinemateca Brasileira recebe a 7ª edição da “Feira do Caminho do Queijo Paulista”.

O evento reúne queijarias, restaurantes, chefs, cervejarias, confeitarias e marcas artesanais no primeiro fim de semana do mês, um dos encontros mais esperados do calendário gastronômico. Os ingressos estão disponíveis para a compra na plataforma Sympla.

A feira nasceu de uma iniciativa criada há nove anos por um coletivo dedicado a dar visibilidade à produção queijeira paulista, hoje reconhecida também fora do país. O grupo soma atualmente 17 queijarias associadas.

Feira reúne o melhor do queijo artesanal paulista

Queijos premiados chamam atenção | Foto: Rodrigo Resende/divulgação

Novidade

Nesta edição, chega um novo integrante: o Capril Salto do Panema, referência na criação de cabras leiteiras e premiado na produção de queijo de cabra. Com a chegada da propriedade, a associação passa a reunir queijos feitos com os quatro tipos de leite – cabra, ovelha, búfala e vaca.

“Nosso propósito é aproximar o mercado e os consumidores dos pequenos produtores em um momento em que o interesse pelos produtos artesanais, sobretudo os queijos, vem crescendo”, afirma Martina Sgarbi, da QJO Martina, primeira queijaria regularizada da cidade de São Paulo, localizada em Parelheiros, na zona sul da capital.

Feira

Ao longo do fim de semana, o público poderá degustar e comprar queijos certificados, dos frescos aos curados em câmaras de maturação ou cavernas subterrâneas. As receitas variam entre criações autorais e releituras da tradição europeia adaptadas ao clima e aos ingredientes brasileiros.

“Somos reconhecidos internacionalmente pela excelência e qualidade dos nossos produtos, além de sermos pautados pela criatividade, autoralidade e inovação”, reforça Sgarbi.

Este ano serão cerca de 60 expositores, todos alinhados à valorização dos ingredientes locais, do trabalho dos pequenos produtores e dos processos artesanais.

Série na GloboPlay

A edição também vai marcar a participação do Caminho do Queijo Paulista na temporada 2026 da série da GloboPlay “Que Seja Eterno Enquanto Cure”.

A associação será tema de um dos episódios comandados pelo queijista profissional Dudu Prado, que percorre o Brasil em busca dos melhores produtores artesanais.

Feira reúne o melhor do queijo artesanal paulista

Queijos artesanais paulistas em destaque | Foto: Rodrigo Resende/divulgação

Recorde de público em 2025

A edição do ano passado bateu recorde de público, e a organização espera superar a marca em 2026.

Além das 17 queijarias, já confirmaram presença nomes como Restaurante Mocotó, Boteco Bolovo, Celeiro Arimbá, Cervejaria Trilha, Mbee, Mestiço Chocolates, La Ferme Moderne e Albero dei Gelati.

 

As 17 queijarias do “Caminho do Queijo Artesanal Paulista”

BelaFazenda (Bofete) – Fundada em 2017 pela veterinária Carolina Vilhena, trabalha com leite de vacas Jersey de criação própria. Destaque para o Azul de Bofete e o Bem Brasil, de massa mole e maturação de 60 dias, além de queijos cheddarizados como Sinueiro, Amazonito, Goró e Pampa.

Cabanha Mulekinha (Ibiúna) – Luzita e Airton produzem queijos artesanais desde 2010 com gado Jersey, a 70 km da capital. Parte das receitas vem da família, originária da Galícia. O Javier e o Montanha, de massa crua e maturados em câmara fria, foram premiados no Queijo Brasil e no Brasil Artesanal 2025.

Capril Salto do Panema (Salto Grande) – Às margens do Rio Paranapanema, é referência na criação de cabras leiteiras. Produz do fresco Boursin ao maturado Caprino-Romano, ambos premiados com Super Ouro no Mundial de Queijos 2024.

Fazenda Atalaia (Amparo) – Instalada em fazenda do século 19, a 128 km da capital, iniciou a produção há mais de 20 anos. O Tulha, de casca dura, picante e frutado, foi o primeiro queijo brasileiro premiado no World Cheese Award 2016-17.

Fazenda Santa Helena (Sete Barras) – A família Delgado deixou de vender leite de búfala para laticínios em 2002 e passou a produzir mozarela fresca. Desde 2014, também produz curados como o Vale do Ribeira e o Ambrósio, lavado em aguardente com mel e selado em cera de abelha.

Jeito de Mato (Fernandópolis) – Começou em 2014 com duas vacas e hoje soma 25 animais da raça girolando. O requeijão caipira com raspa de tacho ficou entre os dez melhores do Queijo Brasil 2023, e o queijo Campeiro levou ouro no mundial de Araxá.

Lano-Alto (Catuçaba) – Fazenda experimental de Yentl Delanhesi e Paulo Lemos, produz com leite cru de vacas Jersey criadas a pasto. O Causo recebeu super ouro no Mundial do Queijo do Brasil em 2022, e o Romano, ouro no mesmo ano.

Laticínio Montezuma (São João da Boa Vista) – Comandada por Fábio Pimentel, tem foco em queijos de búfala, com 24 variedades entre muçarelas – nozinho, bastão, manta, flor de leite, burrata e defumada – e frescos como a ricota.

Leiteria Santa Paula (São João da Boa Vista) – Da engenheira ambiental Paula Florence Vergueiro, é especializada em queijos frescos e mofados, com pouco sal e sem conservantes. Destaque para as bolinhas cremosas do Fermier.

Nata da Serra (Serra Negra) – Utiliza coalho de origem vegetal, sem agrotóxicos, antibióticos ou hormônios. Os produtos têm certificação Kosher e Halal e são adequados a vegetarianos.

Pardinho Artesanal (Pardinho) – A 207 km da capital, trabalha com leite cru de vacas gir e girsey, unindo manejo animal e técnica laboratorial. O Cuestinha, de massa macia e notas adocicadas, está entre os premiados.

Pé do Morro (Cabreúva) – Fundado em 2016 por Erico Kolya na Serra do Japi, produz o Sol do Japi, inspirado nos queijos alpinos e maturado por três, seis ou nove meses. Recebeu ouro no World Cheese Awards de 2024.

QJO Martina (São Paulo) – Martina Sgarbi transformou o hobby em negócio em 2019, após se aperfeiçoar na França e na Itália. O Marmoratto, lavado em cachaça artesanal com urucum, já rendeu duas medalhas de bronze no Mundial de Queijos do Brasil.

Queijaria Rima (Porto Feliz) – Criada em 2017 por Ricardo Rettmann e Maria Clara Serra, usa leite de ovelhas da própria criação para queijos, iogurtes, coalhada seca e doce de leite. O Maratimba levou ouro no Mundial do Queijo.

Queijaria Santa Vitória (Queluz) – Fundada em 2022 em fazenda centenária do Vale do Paraíba, produz dez tipos de queijo com leite de vacas girolando e jersey, além de iogurte e ricota. Destaque para os maturados com ervas, flores e cerveja.

Queijo com Arte – Fazenda Santa Luzia (Itapetininga) – Pioneira no queijo artesanal paulista, a fazenda de 1976 cria gado Simental e produz 20 tipos de queijo, incluindo Gregório, Fernão e Tropeirinho, premiados no Mondial du Fromage 2021.

Terra Límpida (Cássia dos Coqueiros) – Fundada por agricultores italianos, reproduz no Brasil a filosofia orgânica e biodinâmica praticada na Toscana desde 1988. Produz mais de 20 tipos de queijos orgânicos, entre eles Querciola, Bucaneve, Frassinella, Faggeta e Robinia.

Expositores confirmados

Mato Dentro, Cervejaria Catimba, Vestra Panem, Dona Celina, Coletivo Selvagem, Atelier Voltaire Pâtisserie, Senhor Acepipes, Sim! Cerveja Sem Álcool, Corisco Cafés, Kiro + Tão Longe, Tão Perto, Cervejaria Trilha, Tocaya Café, Cordaro Panini, Restaurante Mocotó, Le Blé Casa de Pães, Borriello Azeites, Rusticookies, Mbee, Jais, Santo Cutelo, Mestiço Chocolates, La Ferme Moderne, Luisa Abram, Salumeria Mayer, De Iva, De Paula Charcuterie, Grão Pasta, Pizza do Morro, Pilotto, Carne de Guarda, Cakerman, Boteco Bolovo, Albero dei Gelati, Zaad, Colhida, Yun Yun, Celeiro Arimbá e Luzeiro.

  • Acessível para cadeirantes
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  • Livre para todas as idades

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