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Última modificação junho 12, 2026

Museu Afro Brasil inaugura mostra sobre futebol

"Ginga - A Celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica" relaciona futebol, arte e diáspora africana

Museu Afro Brasil Emanoel Araujo Foto: Henrique Luz

Informações

  • Data de inicio e término

    13/06/2026 até 02/08/2026

  • Dias da semana e horários

    Terça a domingo, das 10h às 17h

  • Endereço

    Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 10 - Vila Mariana, São Paulo

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 15 (inteira) | R$ 7,50 (meia)

Mais detalhes

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo inaugura no dia 13 de junho, às 11h, a exposição “Ginga – A Celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica”. A mostra reúne obras do artista beninense Aston e das artistas brasileiras NeneSurreal e Mariana Calle, propondo reflexões sobre futebol, cultura, memória e pertencimento a partir de perspectivas afro-atlânticas.

Realizada pelo Núcleo de Curadoria do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição vinculada à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e gerida pela Associação Museu Afro Brasil (AMAB), a exposição toma como eixo o conceito de ginga. Associada ao movimento, à criatividade e à capacidade de adaptação, a ginga é apresentada como uma forma de inteligência corporal presente em diferentes manifestações culturais afro-brasileiras.

Ao utilizar o futebol como elemento central da narrativa expositiva, a mostra propõe uma leitura do esporte para além da competição. O jogo surge como uma linguagem compartilhada capaz de conectar experiências, memórias e processos históricos vividos por comunidades negras em diferentes regiões do mundo, reforçando laços de pertencimento e identidade.

O destaque da exposição é a instalação “Stadium” (2014), do artista beninense Aston, pertencente ao acervo do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Produzida com materiais reaproveitados, como madeira, fios, plásticos, metal e tinta acrílica, a obra recria um campo de futebol e estabelece relações entre ancestralidade, coletividade e sustentabilidade.

A questão ambiental também ocupa lugar de destaque na mostra. Ao transformar materiais descartados em elementos artísticos, Aston propõe reflexões sobre reaproveitamento, cuidado e continuidade, demonstrando como a arte pode ressignificar objetos e narrativas por meio de processos criativos sustentáveis.

Complementando a exposição, as artistas NeneSurreal e Mariana Calle apresentam intervenções inéditas desenvolvidas especialmente para o projeto. Atuando nas áreas da arte urbana e do muralismo, ambas incorporam referências das periferias urbanas, da cultura afro-brasileira e das experiências negras contemporâneas, ampliando o diálogo entre território, identidade, memória e esporte.

A experiência do público também inclui mesas de futebol de botão que representam seleções de diferentes países. O recurso interativo reforça o caráter participativo da exposição e convida os visitantes a se aproximarem das dinâmicas do jogo, fortalecendo a proposta de encontro e compartilhamento que atravessa toda a mostra.

Ao reunir arte contemporânea, cultura urbana e futebol, “Ginga – A Celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica” propõe uma reflexão sobre as conexões culturais construídas ao longo da diáspora africana e sobre o papel do esporte como espaço de expressão, memória e construção coletiva.

 

  • Acessível para cadeirantes
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