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Última modificação junho 01, 2026

Mostra “Para Falar de Amor” reocupa prédio histórico

Exposição no Edifício Cotonifício reúne 50 artistas e integra movimento de retomada cultural

Informações

  • Data de inicio e término

    07/06/2026 até 07/06/2026

  • Dias da semana e horários

    De sexta a domingo, das 13h às 19h

  • Endereço

    Avenida São João, 354 - Largo do Paissandu

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 5 (meia entrada) e R$ 10 (inteira)

Mais detalhes

mostra “Para falar de amor” transforma quatro andares do antigo Edifício Cotonifício, sede do Kura, em um percurso sensorial que articula arte, memória e presença.

Construído e projetado pelo arquiteto Jacques Pilon, o prédio, que já funcionou como hotel, passou por um processo de restauro. A mostra marca essa nova fase do espaço, hoje inserido em um movimento de retomada cultural do centro de São Paulo, em que iniciativas artísticas vêm ressignificando edifícios históricos e reativando a circulação na região.

Em cartaz até 7 de junho, a exposição reúne cerca de 50 artistas. Com curadoria de Saulo di Tarso e Kauê Fuoco, idealizador da plataforma Kura, a exposição propõe mais do que um recorte da arte urbana contemporânea. Ao ocupar integralmente o edifício, constrói um ambiente entre linguagens e histórias.

A ideia de amor aparece como eixo relacional, capaz de tensionar, aproximar e ressignificar vínculos em um contexto ainda marcado por rupturas. “O que tem de diferente do passado para agora é que aqui a gente está ressignificando relações, e não só a relação das pessoas com a cidade, mas as relações entre si”, afirma Saulo.

Ao longo dos andares, obras e instalações evidenciam a arte como processo vivo. Há trabalhos que partem da memória, como os objetos guardados ao longo da trajetória do artista Felipe Yung, conhecido como Flip, e outros que exploram dimensões sensoriais, como as investigações vibracionais de Alexandre Vianna. Nesse conjunto, a fotografia também se afirma como eixo sensível, especialmente no trabalho de Vivian Bera, realizado no Peru, cuja produção nasce da observação das relações humanas, da paisagem, da memória e da relação com a América Latina. Suas imagens operam como deslocamentos afetivos, atravessando o íntimo e o coletivo e propondo uma forma de conexão com o outro. “Sempre me interessou fotografar tudo aquilo que é mais sensível e que, ao mesmo tempo, é universal”, destaca a artista ao comentar sua pesquisa.

A escolha do edifício amplia o alcance da mostra. Localizado em uma área de grande circulação, o espaço se abre para o fluxo urbano e se destaca como uma vitrine, onde o encontro com a arte pode acontecer de forma espontânea. Ao mesmo tempo, reforça uma tendência de reocupação do centro, impulsionada por iniciativas que apostam na cultura como ponto de transformação. “Aqui é um encontro de ativações. Para falar de amor pode acontecer sempre, em qualquer lugar, de toda maneira”, resume Kauê Fuoco.

Os ingressos estão disponíveis no Sympla. A entrada é gratuita às sextas-feiras, das 13h às 15h (sujeita à capacidade).

  • $
  • Gratuito
  • Livre para todas as idades

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