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Última modificação maio 05, 2026

“A Casa dos Budas Ditosos” abre 3ª sessão

Monólogo com Fernanda Torres, adaptação de livro de João Ubaldo Ribeiro, volta a SP em junho

Fernanda Torres, em "A Casa dos Budas Ditosos". | Foto: Luciana Prezia/Divulgação

Informações

  • Data de inicio e término

    04/06/2026 até 07/06/2026

  • Dias da semana e horários

    Quinta-feira e domingo, às 18h
    Sábado, às 20h

  • Endereço

    Av. das Nações Unidas, 17.955, Vila Almeida

    Ver no mapa
  • Valores

    De R$ 40 (meia) a R$ 700

Mais detalhes

Uma baiana libertina de 68 anos é a personagem de Fernanda Torres no espetáculo “A Casa Dos Budas Ditosos”, adaptação para o teatro do livro de mesmo nome de João Ubaldo Ribeiro.

Sucesso no país inteiro, a comédia, dirigida por Domingos de Oliveira, estreou há 23 anos e rendeu à atriz a vitória do prêmio Shell em São Paulo e o prêmio de qualidade de melhor atriz, melhor diretor e melhor comédia em 2004.

Agora, volta para os palcos de São Paulo no início de junho, na Vibra São Paulo.

Estava prevista uma única apresentação, no sábado (6), às 20h. Mas, a grande procura por ingressos levou a produção a abrir datas extras, primeiramente no domingo (7), às 18h, e, agora, na quinta-feira (4), às 18h. As entradas podem ser compradas on-line, na plataforma Uhuu.com.

O diretor conta que já no primeiro contato com a obra de João Ubaldo percebeu o valor dramático do texto.

“Nem todo livro rende uma boa adaptação teatral; ‘A Casa dos Budas Ditosos’, porém, é um livro escrito na primeira pessoa, é o depoimento de uma mulher que deseja dizer ao mundo que ousou cumprir sua vocação libertina e foi feliz. Nasceu teatro porque é oral, e é oral porque, segundo disse o próprio autor, nas primeiras páginas: ‘é impossível falar sobre sexo na terceira pessoa'”, fala Oliveira.

Para a personagem, ele pensou que “precisava de alguém que soubesse transitar por todas as idades, pelas diversas fases da personagem”. Por isso, queria uma atriz que estivesse “entre os trinta e cinco e os quarenta e poucos, a melhor idade na vida de qualquer mulher”.

Ter uma atriz de meia-idade vivendo uma mulher mais velha, que se lembra de todas as suas idades, acentua o discurso libertário da baiana criada por João Ubaldo. Para Oliveira, é a mulher no seu ideal, é uma imagem projetada e viva, o que contribui para que a viagem ‘sexo-sensorial’ proposta pelo escritor aconteça plenamente no teatro.

“A narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais. O personagem sem nome que ele criou é, sem dúvida, uma deusa. Ela possui uma liberdade divina almejada na imaginação por todos nós e, na prática, inalcançável por qualquer um de nós”, diz o diretor.

  • Acessível para cadeirantes
  • $$$
  • Maiores de 18 anos

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