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Última modificação abril 30, 2026

“Uma velha canção, quase esquecida” entra em cartaz

Encenada pela Cia Ludens, peça se vale da música para investiga a demência progressiva no Alzheimer

"Uma velha canção, quase esquecida". Foto: Ronaldo Gutierrez

Informações

  • Data de inicio e término

    02/05/2026 até 24/05/2026

  • Dias da semana e horários

    Quartas, quintas e sábados, às 20h | Sextas-feiras, às 16h e às 20h | Domingos, às 18h

  • Endereço

    R. Clélia, 93 - Água Branca

    Ver no mapa
  • Valores

    R$60 (inteira), R$30 (meia-entrada) e R$18 (credencial plena)

Mais detalhes

Concebida para ser representada por dois atores, a versão mais velha e mais jovem do mesmo homem, “Uma velha canção, quase esquecida”, da autora irlandesa Deirdre Kinahan, propõe uma reflexão sobre a doença de Alzheimer. O espetáculo encenado pela Cia Ludens, com tradução e direção de Domingos Nunez, tem sua temporada de estreia no Sesc Pompeia

A peça narra a jornada para dentro da alma e da vida de um velho ator, interpretado por Genezio de Barros, que, vivendo com Alzheimer, escreve obstinadamente, na tentativa de manter na memória os registros de pessoas e fatos que marcaram a sua história. Durante um concerto no asilo onde mora, impulsionado pela música e auxiliado pela duplicação mais jovem de si mesmo, papel de Iuri Saraiva, ele tenta reconstruir sua carreira e relembrar de sua família e seus amores.

O texto propõe investigar a demência progressiva que afeta irrecuperavelmente a memória e o comportamento daqueles acometidos pelo Alzheimer. Evidenciando esse processo degenerativo, com o protagonista muitas vezes metalinguisticamente lendo as falas escritas por ele mesmo, a encenação pretende explorar a relação desse homem consigo mesmo que, por intermédio de sua duplicação, identifica e interpreta as pessoas e peças que marcaram a sua vida e sua carreira de ator. No entanto, mesmo essas anotações escritas não são garantias de que os acontecimentos e indivíduos ficarão retidos na lembrança. 

Tanto a criação musical contundente da montagem, assinada pelo violonista brasileiro Mario da Silva, quanto a partitura verbal transposta para o português são aspectos de suma importância neste texto curto de grande intensidade poética. Os episódios e as figuras surgem a partir dessas partituras, sendo que os sentimentos e atmosferas são igualmente desencadeados e sublinhados por elas em seus diversos timbres, ritmos e possibilidades sonoras. 

Desde o início os músicos Aline Reis, Mafê e Vinícius Leite estão em cena. Em um primeiro momento, eles parecem estar simplesmente tocando um concerto na casa de repouso onde vive o protagonista, mas, gradativamente, entende-se que se trata também de uma projeção da mente do protagonista, de mais uma possibilidade, como a palavra escrita, de organizar e reter as recordações de uma mente confusa acerca do tempo presente e de ocorrências do passado. 

A investigação pretende explorar as manifestações sonoras de uma maneira mais ampla, não restringindo sua materialização apenas às execuções de partituras musicais, mas expandindo seu campo de combinações às estruturas, ritmos e significados linguísticos suscitados pelo Alzheimer e pela palavra escrita, além dos recursos dos sons fomentados pela cena e pelas sonoridades do silêncio.

Os ingressos estão disponíveis na Central de Relacionamento Digital ou em qualquer unidade do Sesc SP.

  • Acessível para cadeirantes
  • $
  • Maiores de 12 anos

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