Artistas coreanas exibem pela primeira vez no país
Mostra reúne práticas diversas que investigam a relação entre tempo, gesto e construção da imagem

Informações
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Data de inicio e término
24/03/2026 até 09/05/2026
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Dias da semana e horários
De segunda a quinta, das 10h às 19h | Sextas, das 10h às 18h | Sábados das 11h às 17h
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Valores
Entrada gratuita
Mais detalhes
A galeria Galatea realiza a exposição “Park Chae Biole & Dalle: alargar o tempo, tecer a vida”. Trata-se do primeiro intercâmbio artístico realizado pela galeria e também da primeira apresentação de Park Chae Biole e Park Chae Dalle na América Latina.
A mostra reúne diversas práticas como pinturas, trabalhos têxteis e instalações das artistas franco-coreanas. Produzidas individualmente e em colaboração, as obras investigam processos manuais, experimentação de materiais e a relação entre tempo, gesto e construção da imagem.
Nascidas em Paris, em 1997, as gêmeas Park Chae Biole e Park Chae Dalle passaram os primeiros anos de vida na França antes de retornarem à Coreia do Sul, onde cresceram na província de Gangwon. Educadas em casa por seu pai, que incentivou o desenvolvimento criativo em diferentes meios, tiveram também uma formação multilíngue, com fluência em em coreano, francês, inglês, japonês e espanhol.
Posteriormente, retornaram à França para cursar o ensino superior e se formaram com honras pela École Nationale Supérieure d’Arts de Paris-Cergy (ENSAPC), em 2020. Desde então, vêm participando de residências e exposições na França e no exterior, com projetos apresentados em países como Coreia do Sul, Alemanha, Polônia, Marrocos e Reino Unido.
Ao longo desse percurso, desenvolveram uma prática artística que se constrói simultaneamente em suas trajetórias individuais e em uma produção colaborativa contínua.
Na produção de Park Chae Dalle, a pintura frequentemente se articula a processos manuais ligados ao têxtil e ao papel. A artista cria superfícies a partir de tecidos confeccionados artesanalmente ou de múltiplas camadas de papel hanji, sobre as quais aplica técnicas como óleo, aquarela, acrílico, pastel e lápis. Parte dessas obras integra séries como Hand to hand e Family, nas quais a materialidade do suporte participa diretamente da construção da imagem. Dalle mantém ainda uma relação próxima com a escrita e a poesia, prática que atravessa sua pesquisa artística e informa a dimensão sensível de seus trabalhos.
Já Park Chae Biole explora a dimensão espacial e objetual da pintura em seus trabalhos. Entre suas principais experimentações estão obras realizadas sobre persianas de bambu, nas quais aplica tinta acrílica para criar paisagens e cenas que se adequam ao modo de instalação. Esses trabalhos podem ser apresentados na parede ou assumir configurações mais tridimensionais, ampliando a relação entre pintura, objeto e o espaço expositivo.
São apresentados também trabalhos produzidos em colaboração pelas duas artistas. Neles, Biole e Dalle retomam o bojagi, tecido tradicional coreano historicamente utilizado para embrulhar e transportar objetos. Inspiradas nessa tradição, produzem composições pintadas com aquarela e guache sobre algodão que lembram colchas de retalhos, nas quais fragmentos de tecido são reunidos em estruturas cromáticas e geométricas.
Ao reunir pinturas, têxteis e obras instalativas, “Park Chae Biole & Dalle: alargar o tempo, tecer a vida” apresenta ao público brasileiro uma produção que articula experimentação material, processos manuais e colaboração artística, evidenciando as aproximações e diferenças que atravessam a prática das duas artistas.
A entrada é gratuita.
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