Bendita Trupe traz peça de Lucy Kirkwood ao Brasil
"O céu fora daquela janela" recria o célebre dispositivo de júri para investigar maternidade e justiça

Informações
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Data de inicio e término
21/03/2026 até 26/04/2026
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Dias da semana e horários
De quinta a sábado, às 20h | Domingos e feriados, às 18h
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Valores
R$ 70 (inteira), R$ 35 (meia entrada) e R$ 21 (credencial plena)
Mais detalhes
Originalmente encomendada e encenada pelo National Theatre, de Londres, a peça “The Welkin”, da prestigiada dramaturga britânica Lucy Kirkwood, ganha uma versão brasileira pela Bendita Trupe. Agora, sob o título de “O Céu Fora Daquela Janela”, o espetáculo realiza uma temporada no Teatro Antunes Filho, do Sesc Vila Mariana.
O texto propõe uma releitura feminina do clássico do cinema “Doze Homens e uma Sentença” (1957), dirigido por Sidney Lumet. Mantém-se a estrutura do júri encarregado de decidir o destino de uma acusada, mas aqui o centro da cena é ocupado por mulheres, deslocando o eixo de poder e perspectiva.
A direção é de Johana Albuquerque, fundadora da Cia. Bendita Trupe, que propõe um encontro entre diferentes gerações da cena teatral paulistana. No elenco, artistas com trajetórias consolidadas e vozes mais recentes compartilham o espaço cênico: Aysha Nascimento, Nilcéia Vicente, Ester Laccava, Fernanda D’Umbra, Daniel Alvim, Vera Bonilha, Pedro Birenbaum, Cris Lozano, Maria Bia, Thais Dias, Claudia Missura, Agnes Zuliani, Jefferson Matias, Sofia Botelho, Cris Rocha, Raul Vicente e Clodd Dias.
Em “O Céu Fora Daquela Janela”, Lucy Kirkwood ambienta a ação no interior da Inglaterra, em 1759. Doze matronas são convocadas como um “júri emergencial” para determinar se Sally Poppy, condenada por participação no assassinato de uma criança, está grávida. A decisão é crucial: caso a gestação seja confirmada, a execução por enforcamento será substituída por prisão perpétua.
Nesse tribunal improvisado, confrontam-se forças estruturantes da época: ciência e superstição, autoridade médica masculina e saberes ancestrais femininos, justiça institucional e pressão popular. Ao tensionar esses campos, a autora expõe as fissuras de um sistema jurídico conduzido por homens e atravessado por interesses, crenças e disputas de poder.
Já que a autora sinalizou ser crucial “que o grupo reflita a população do lugar em que a peça está sendo encenada e não a do Leste inglês dos anos 1750”, a teatralidade, característica peculiar da Bendita Trupe se une agora a potência do teatro negro, a presença de integrantes de outros grupos de teatro relevantes de São Paulo, além de também dar visibilidade ao corpo trans, revelando a preocupação da companhia de expressar, em cena, a diversidade presente em nosso país.
Os ingressos estão disponíveis na Central de Relacionamento Digital ou em qualquer unidade do Sesc SP.
Dados de contato
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Telefone
(11) 5080-3000
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