Tapas ibéricas com sotaque asiático
No Itaim, bar combina tapas ibéricas e técnicas asiáticas em menu criativo para compartilhar

Informações
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Dias da semana e horários
De terça a sábado, das 19h às 23h30
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Mais detalhes
São Paulo sempre teve vocação para misturas. Da mesma forma que abraça tradições, reinventa costumes à sua maneira. É nesse espírito que surge o Barkatu, no Itaim Bibi, um bar e restaurante que parte da cultura espanhola das tapas para cruzar fronteiras e incorporar sabores do Japão, da Tailândia, da Índia e da Indonésia.
Instalado na discreta Rua Carla, o endereço carrega no nome uma palavra basca que significa “desculpa”. Mas, ali, não há nada a lamentar: o que se vê é uma cozinha segura, autoral e bem executada, que combina referências ibéricas e asiáticas com naturalidade, além de um atendimento caloroso, com sotaque brasileiro.
Menu para compartilhar
O cardápio foi pensado para dividir à mesa. À frente da criação está o chef argentino Julian Rigo, que viveu sete anos na Espanha e atua há mais de uma década no Brasil.
No dia a dia da cozinha, o chef Kay Rocha executa as receitas que transitam entre técnicas europeias e ingredientes orientais.

Arroz de pato, lagostim e edamame | Foto: reprodução/instagram
Na seção “Presente dos Mares”, o mar aparece em pequenas porções cheias de frescor. O pintxo de atum com gohan frito (R$ 38) abre os trabalhos com textura e contraste. O crudo de peixe do dia (R$ 65) valoriza a matéria-prima. Já a kokoda de atum (R$ 84), inspirada nas Ilhas Fiji, combina leite de coco, cebola roxa, manga e pistache, em uma composição aromática e delicada.
O yakimen (R$ 95) sintetiza a proposta da casa: lembra uma fideuà espanhola, mas recebe dashi, peixe, lula e aioli — uma travessia culinária entre Valência e Tóquio.
Brasa, vegetais e sobremesas com sotaque
Entre os vegetarianos, a berinjela no missô (R$ 45) e o tofu com curry e gohan (R$ 58) mostram que a casa não trata os vegetais como coadjuvantes. Para quem prefere carnes, a língua ao molho de ostra agridoce (R$ 48) revela técnica e equilíbrio.

Yakimen valenciano | Foto: reprodução/instagram
O arroz de pato com lagostim e edamame (R$ 96) traz profundidade de sabor, enquanto o gyukatsu sando (R$ 85), sanduíche de milanesa de chorizo, aposta no conforto com refinamento.
Nas sobremesas, a fusão reaparece com personalidade. A torta basca de queso com matchá (R$ 38) evidencia o diálogo entre Espanha e Japão. A mousse de chocolate (R$ 35), finalizada com azeite, flor de sal e togarashi, adiciona camadas de sabor a um clássico conhecido.
Carta de bebidas e atmosfera
A carta de bebidas acompanha o conceito híbrido: saquês especiais, licores japoneses, vinhos de rótulos menos convencionais e cervejas artesanais dividem espaço com coquetéis autorais.
Entre eles, o Bottarga combina gim, vermute seco, saquê e infusão de botarga; o Yuzu Collins leva vermute da casa, yuzushu e hibisco; e o Wasabi Sabi une gim, wasabi, lillet blanc e licor.

Chá de hibisco, especiarias, limão e xarope | Foto: reprodução/instagram
O projeto do Estúdio Vértices reforça a proposta nipo-ibérica com intervenções gráficas, louças garimpadas e atmosfera intimista. O balcão convida à experiência mais próxima da cozinha, enquanto o parklet oferece poucas mesas ao ar livre .
Em um bairro conhecido pela intensa oferta gastronômica, o Barkatu encontra seu espaço ao apostar em identidade clara e execução consistente. É menos sobre tendência e mais sobre síntese cultural — uma cozinha que respeita origens, mas não tem medo de atravessar continentes.
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