Espetáculo discute o silenciamento das mulheres
Protagonizado por Tâmara Vasconcelos, peça transforma truque de ilusionismo em metáfora sobre violência

Informações
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Data de inicio e término
15/08/2026 até 13/09/2026
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Dias da semana e horários
Sábado, às 21h | Domingo, às 18h
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Valores
R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Mais detalhes
O que acontece quando um truque de ilusionismo falha e revela aquilo que deveria permanecer escondido? Essa é a imagem que dá origem a “Uma Jaula para Mulher Bicho”, solo escrito e protagonizado por Tâmara Vasconcelos, com direção de Andréas Mendes, que estreia na SP Escola de Teatro – Unidade Roosevelt.
A montagem transforma um antigo número de parque de diversões em uma investigação cênica sobre os mecanismos de silenciamento, exclusão e desumanização das mulheres.
O monólogo se passa em um parque de diversões aparentemente abandonado, cuja principal atração promete transformar uma bela mulher em um gorila. O espelho responsável pela ilusão, porém, está sujo, o truque é revelado antes mesmo de acontecer e o público enxerga toda a sua engrenagem.
Entre o humor, o absurdo e o desconforto, uma mulher que sempre desejou falar descobre que desconhece o som da criatura em que se tornou. Mais uma vez, permanece em silêncio.
A temporada integra o projeto Livro Performance, contemplado pelo Programa VAI, da Prefeitura de São Paulo, e resulta de uma pesquisa iniciada há cerca de dez anos por Tâmara Vasconcelos. A atriz encontrou na palhaçaria – linguagem com a qual trabalha há 13 anos – o caminho para discutir os lugares historicamente destinados às mulheres e refletir sobre quem pode ocupar o espaço da fala.
Segundo a diretora Andréas Mendes, a imagem da mulher transformada em gorila diante do público questiona os critérios que definem quem é reconhecida como mulher e quem tem sua humanidade validada pela sociedade.
Para Andréas Mendes, a montagem também convida o espectador a abandonar qualquer expectativa de ilusão. “Uma Jaula para Mulher Bicho” é o truque desfeito, pois não é um espetáculo que precisa ser desnudado; é uma obra revelada. A memória não aparece como passado, mas como um presente inscrito no corpo escancarando possibilidades de compreensão”, pontua ela.
A pesquisa para o espetáculo dialoga com elementos da performance e da música ao vivo. A trilha sonora original é assinada por Danilo Moura, ator, músico, multi-instrumentista, compositor e produtor musical. A cenografia, construída com materiais recicláveis, remete a uma jaula preparada para uma sessão de terapia coletiva, ampliando a tensão entre confinamento, exposição e escuta.
Os ingressos estão disponíveis no Sympla.
Dados de contato
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Telefone
(11) 3775-8600
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