Resid Bar renova carta de drinques
Nova carta tem 84 drinques, 48 inéditos, inspirados em cinco capítulos da brasilidade
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Segunda a sábado, das 18h às 23h
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O Resid Bar, nos Jardins, em São Paulo, lançou uma nova carta de drinques. São 84 rótulos, 48 deles inéditos na casa, organizados em cinco capítulos que passam pela Amazônia, pela cultura popular, pelo interior do país, pela literatura brasileira e pelos povos originários.
A carta é assinada pela bartender Veronika Prioste e usa ingredientes e técnicas nacionais como ponto de partida. A ideia foi ir além dos itens mais óbvios da coquetelaria brasileira e puxar referências de outras frentes: história, religião, música e manifestações populares.
“Tenho especial interesse em explorar ingredientes brasileiros, técnicas e novas possibilidades dentro da coquetelaria, sem perder de vista a hospitalidade e a experiência de quem está do outro lado do balcão”, diz Veronika.

Novos drinques homenageiam a brasilidade | Foto: divulgação
Amazônia como ponto de partida
O primeiro capítulo, batizado de Brasil Contemporâneo – A Amazônia como Futuro, abre a carta com drinques como o Bravio (cupuaçu, cumaru e cachaça), o Formigroni (releitura do Negroni com cachaça de jambu) e o Espresso do Norte (café e cumaru).
Fé, corpo e resistência
Em seguida vem Brasil que Resiste – O Corpo como Arte e Fé, com os drinques Maxixado, Saravá e Ginga. Os nomes remetem ao maxixe, às religiões de matriz africana e à capoeira.
Do interior à Bossa Nova
O terceiro capítulo, Brasil do Interior – Rios, Cura, Energia e Música, inclui o Banzeiro, referência aos rios do Norte e do Nordeste; o Santo Remédio, inspirado em preparos caseiros de cura popular; e o Bossa Nova, que remete à parceria entre Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Literatura no copo
Em Brasil Literário – O Brasil que se Imaginou, o Gabriela e o Tietá citam o universo de Jorge Amado, enquanto o Heliodora homenageia Bárbara Heliodora, considerada a primeira poetisa do país.
Antes do nome Brasil
O último capítulo, Brasil Originário – Antes do Brasil ter nome, fecha a carta com o Iapotí (inspirado na jabuticaba e em seu nome de origem tupi-guarani), o Yudjá (referência ao povo do Xingu) e a Cajuína, que tem o caju como ingrediente central.
Os números da carta
Dos 84 drinques, 20 são coquetéis autorais feitos majoritariamente com cachaça, 10 são mocktails autorais, 12 são clássicos internacionais e cinco são clássicos brasileiros. Há ainda 10 versões de Negroni — três delas exclusivas da casa —, seis drinks com vinho e quatro shot drinks.
Os coquetéis foram pensados para dialogar com o cardápio do Resid Bar, assinado pelo chef e sócio Alex Atala, que também parte de ingredientes brasileiros em suas receitas.
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