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Última modificação outubro 14, 2026

Anti Status Quo apresenta “QR CORPO”

Espetáculo da companhia brasiliense investiga os efeitos do uso intensificado das telas sobre o corpo

Cena de "QR Corpo", da Anti Status Quo. Em um palco escuro, bailarinos empunham smartphones cujas telas brilhantes iluminam a cena e seus rostos. "QR Corpo", da Anti Status Quo. Foto: Luciana Lara / Divulgação

Informações

  • Data de inicio e término

    17/10/2026 até 18/10/2026

  • Dias da semana e horários

    Sábado, às 20h | Domingo, às 18h

  • Endereço

    R. Treze de Maio, 222 - Bela Vista

    Ver no mapa
  • Valores

    Entrada gratuita

Mais detalhes

A Anti Status Quo Companhia de Dança, de Brasília, apresenta “QR CORPO” em São Paulo, no Teatro Manás Laboratório. As apresentações gratuitas são realizadas nos dias nos dias 17 e 18 de outubro.

Criado e dirigido por Luciana Lara, o trabalho parte da pergunta ‘O que pode o corpo nas telas?’ e levanta questões sobre como lidamos com o mundo das imagens e com a tecnologia ao nosso alcance.

“QR CORPO” começou a ser gestado durante a pandemia, quando o isolamento intensificou o uso das telas. O grupo passou a pesquisar o corpo como imagem e os efeitos dessa mediação no comportamento e na subjetividade. A investigação resultou em vídeos produzidos pelos próprios bailarinos, nos quais o corpo aparece fragmentado, deformado, multiplicado ou desaparece e reaparece, sem obedecer às leis físicas do corpo presencial.

Na montagem, QR Codes são fixados nos corpos dos bailarinos e podem ser escaneados pelo público, que acessa os vídeos em seus próprios celulares. A plateia circula entre os intérpretes, sem uma separação convencional entre palco e público. Em determinado momento, bailarinos e espectadores estão todos diante das telas. A situação produz uma pergunta: quem está performando?

A relação entre corpo e imagem também aparece na projeção de um bailarino sobre o próprio corpo. A imagem e o corpo físico ocupam o mesmo lugar, criando uma sobreposição entre o que é visto e o que é projetado. Em outra cena, o celular é colocado junto ao peito como um coração, numa associação entre o dispositivo e aquilo que organiza a vida cotidiana.

A ambientação sonora utiliza sons eletrônicos, e o espaço permanece exposto em sua estrutura, sem a construção de um cenário convencional. Os bailarinos usam roupas cotidianas, aproximando sua aparência da do público.

Os ingressos podem ser reservados no Sympla.

A acessibilidade integra a pesquisa da obra. Todas as apresentações são acessíveis a pessoas surdas. No dia 18, a sessão contará também com audiodescrição tradicional e estética para pessoas com deficiência visual. A audiodescrição estética foi desenvolvida com consultoria de Viviane Queiroz e Kleymara Kopavnick e utiliza gravações realizadas pelos próprios bailarinos para traduzir as imagens dos vídeos a partir dos princípios da obra. Após a apresentação, haverá bate-papo entre artistas e público com intérprete de Libras.

  • Acessível para deficientes auditivos
  • Acessível para deficientes visuais
  • Gratuito
  • Maiores de 14 anos

Dados de contato