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Última modificação outubro 21, 2026

Osesp percorre a Escócia imaginada por Mendelssohn

Com participação de Rafael Aguirre, Thierry Fischer rege obras nascidas da viagem do compositor à Escócia

O violonista Rafael Aguirre em apresentação. Ele sorri enquanto toca o violão, veste camisa branca e paletó azul claro O violonista Rafael Aguirre. Foto: Liz Isles / Divulgação

Informações

  • Data de inicio e término

    22/10/2026 até 24/10/2026

  • Dias da semana e horários

    Quinta e sexta, às 20h | Sábado, às 16h30

  • Endereço

    Pç. Júlio Prestes, 16 - Luz

    Ver no mapa
  • Valores

    De R$ 25 (meia-entrada) até R$ 330 (inteira)

Mais detalhes

Nesta semana, entre quinta-feira (22/out) e sábado (24/out), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) sobe ao palco da Sala São Paulo sob a regência de seu diretor musical e regente titular, Thierry Fischer. Ao seu lado estará o violonista espanhol Rafael Aguirre, solista convidado de um programa que tem como eixo central a relação de Felix Mendelssohn-Bartholdy com a Escócia

Emoldurando duas de suas obras mais célebres, “As Hébridas” e a “Sinfonia nº 3 – Escocesa”, a Orquestra apresenta ainda o prelúdio de “O Garatuja”, de Alberto Nepomuceno, e a estreia mundial de “Alturas: Concerto Latinoamericano para violão e orquestra”, de Daniel Freiberg, co-encomenda da Osesp e da Orquestra Sinfônica de Castilla y León.

A abertura da noite fica por conta de “As Hébridas, Op. 26 – A gruta de Fingal”, uma das obras orquestrais mais conhecidas de Mendelssohn. Composta a partir das impressões do músico durante uma viagem à Escócia, a peça foi inspirada pela famosa caverna marítima localizada no arquipélago das Hébridas. O tema que abre a obra nasceu justamente diante da grandiosidade da paisagem, transformando em música o movimento das águas, os ecos das rochas e a atmosfera misteriosa do lugar.

Na sequência, a Osesp interpreta o prelúdio de “O Garatuja”, ópera deixada inacabada por Alberto Nepomuceno, figura fundamental da música brasileira do início do século 20. A obra revela o domínio orquestral do compositor ao mesmo tempo em que incorpora elementos associados à cultura musical brasileira, refletindo sua busca por uma identidade nacional na música de concerto.

O centro do programa é a estreia mundial de “Alturas: Concerto Latinoamericano para violão e orquestra”, do compositor argentino Daniel Freiberg, interpretado por Rafael Aguirre. Co-encomendada pela Osesp e pela Orquestra Sinfônica de Castilla y León, a obra explora encontros entre a tradição sinfônica europeia, o jazz e diferentes matrizes musicais latino-americanas, criando um diálogo vibrante entre o violão solista e a orquestra.

Fechando o arco dedicado à Escócia de Mendelssohn, a Osesp interpreta a “Sinfonia nº 3 em lá menor, Op. 56 – Escocesa”. Embora tenha sido concluída mais de uma década após a viagem que a inspirou, a obra preserva as impressões do compositor diante das ruínas da Capela de Holyrood, em Edimburgo. Considerada uma das mais importantes realizações sinfônicas de Mendelssohn, a partitura combina lirismo, dramaticidade e riqueza orquestral para evocar as paisagens, a história e o imaginário da Escócia.

Os ingressos para o ensaio aberto e para as récitas de “Entre brumas e montanhas: Mendelssohn na Escócia”, estão disponíveis no website da Osesp. Como de costume, a apresentação de sábado (24/out), às 16h30, terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da Osesp no YouTube.

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