Reestreia nova versão de “Bonitinha, mas Ordinária”
Clássico de Nelson Rodrigues se torna distopia para discutir a hipocrisia e o avanço da extrema-direita

Informações
-
Data de inicio e término
04 abr até 18 maio
-
Dias da semana e horários
Sexta e sábado, às 20h | Domingo, às 18h
-
-
Valores
R$ 60,00 | R$ 30,00 (meia)
Mais detalhes
O premiado diretor Nelson Baskerville parte de uma das famosas tragédias cariocas de Nelson Rodrigues (1912-1980) para criar um espelho cruel da hipocrisias brasileira, na distopia “Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas Ordinária ou no Brasil Todo Mundo é Peixoto”, que estreou em 2024, e agora ganha uma nova temporada no Teatro de Contêiner.
Em um cenário sufocante, cheio de pneus e borracha, a peça acompanha Edgard, um homem marcado pela miséria, apesar dos anos de dedicação ao patrão, Werneck. Ele recebe do chefe uma proposta tentadora: casar-se com Maria Cecília, jovem rica e “bonitinha”, mas envolta em um passado controverso. O dilema entre dinheiro e moralidade o arrasta por um universo de desejos reprimidos, traições e valores distorcidos.
Além de expor a falsidade e dissimulação presentes nas relações sociais, a encenação mostra que tais características foram intensificadas pelo recente avanço da extrema-direita no país, que ficou camuflada durante muitos anos.
Para representar a sociedade corrompida pelo poder e pela aparência, entram em cena figuras mascaradas, com sacolas plásticas de supermercado e vestidas com figurinos manchados por lama.
No elenco estão Alana Fagundes, Alessandra Rabelo, Camila Brandão, Davi Parizotti, Deborah Kövesi, Donato Caranassios, Filipe Barral, Gui De Rose, Isa Scoralick, Júlia Castanheiro, Lauro Fagundes, Leonardo Van der Neut, Luciana Marcon, Lia Bennatti, Marcio Araujo, Maria Estela Modena, Nelson Fioque, Naiara de Castro e Sabrina Larisse.
A trilha sonora do espetáculo, executada ao vivo, mescla sucessos de Astor Piazzolla (“Vuelvo al Sur” e “Adios Nonino”) com uma variada lista de músicas brasileiras, que vão de Roberto Carlos a José Augusto.
Elas embalam as desventuras de Edgard que, por uma situação de miserabilidade, vê-se na encruzilhada entre tornar-se um “próspero” milionário ou honrar a educação e ética transmitida por seu pai.
Sobre Nelson Baskerville
Ator, diretor e autor teatral, além de artista plástico, Nelson Baskerville nasceu em Santos, em 1961. Ele recebeu importantes prêmios da cena teatral brasileira, como o Shell 2011 de melhor diretor, por “Luis Antonio-Gabriela”, além do APCA de 2011 de melhores espetáculo, o júri popular do Prêmio Governador do Estado e o CPT de melhor diretor e melhor conjunto, pelo mesmo espetáculo.
Formado pela EAD (Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo) em 1983 e graduado em Licenciatura em Teatro pela Uni-Ítalo, Nelson trabalhou como ator e assistente de direção de Fauzi Arap nos anos de 1980, quando integrou a premiada montagem de “Uma Lição Longe Demais”, de Zeno Wilde.
Trabalhou no grupo TAPA entre 1989 e 1991, integrou o “Núcleo dos Dez de Dramaturgia”, e foi professor do Teatro Escola Célia-Helena durante 20 anos.
Na televisão, atuou na minissérie “Maysa” e nas novelas “Viver a Vida” e “Em Família”, todas de Manoel Carlos, com direção de Jayme Monjardim. Atuou também nas séries “O Negócio” (HBO), “Carcereiros” e “Onde está meu Coração” (GloboPlay), “Coisa Mais Linda” e “Sintonia” (Netflix), assim como nos longas-metragens “Doutor Gama”, “Papai é Pop” e “Madame Durocher”.
Dados de contato
-
Telefone
(11) 98562-3533
-
-