Zéh Palito apresenta nova exposição
Exposição individual reúne 15 obras inéditas, entre pinturas e obras em azulejo, sobre origens do artista
Informações
-
Data de inicio e término
26/09/2026 até 07/11/2026
-
Dias da semana e horários
De segunda a sexta, 10h às 19h | Sábados, 10h às 15h
-
-
Valores
Entrada gratuita
Mais detalhes
Zéh Palito inaugura a exposição individual “O meu quintal é maior do que o mundo” na galeria Simões de Assis, com texto crítico de Renato Menezes. A mostra reúne 15 obras inéditas, entre pinturas e trabalhos em azulejo, que marcam a estreia de uma nova técnica na produção do artista. Os personagens e temas apresentados partem de sua família, de Limeira, e também da capital paulista, cidades que atravessam sua trajetória pessoal e artística.
O título “O meu quintal é maior do que o mundo” vem da relação entre o espaço íntimo e a dimensão mais ampla do universo construído pelo artista. Mais do que um cenário, o quintal aparece como ponto de partida para uma produção que transforma experiências pessoais em imagens capazes de alcançar outras histórias e memórias.
Renato Menezes, no texto “Zéh Palito: refação e desidealização”, situa a produção do artista dentro da tradição retratística afro-atlântica contemporânea, estabelecendo relações com nomes como Amoako Boafo, Antônio Obá, Kehinde Wiley, Njideka Akunyili Crosby e Nina Chanel Abney. Para o curador, os retratos de Zéh Palito também se conectam ao conceito de “fabulação crítica”, formulado pela pesquisadora Saidiya Hartman, ao reconstruírem imagens e narrativas sobre a população negra a partir de perspectivas produzidas pelos próprios sujeitos negros.
Menezes aproxima a pintura de Zéh Palito da tradição de artistas como José Antônio da Silva e Ranchinho, que se dedicaram à representação do cotidiano e do mundo caipira. A escolha por cenas cotidianas também é central na produção do artista. Em suas pinturas, os personagens frequentemente aparecem fora de situações de ação, em momentos de pausa, convivência e descanso.
Para Zéh Palito, existe uma constante busca por equilíbrio entre delicadeza e potência. “Penso muito na construção de imagens que celebram a vida. Não como uma forma de negar as dificuldades, mas de imaginar futuros possíveis. Minha obra fala sobre pertencimento, identidade, afeto, ancestralidade e liberdade. São temas que continuam crescendo comigo”, conta.
Esta é a terceira exposição do artista na Simões de Assis, que já apresentou a individual “Eu sei porque o pássaro canta na gaiola”, em São Paulo; e “Vai Saudade: Heitor do Prazeres & Zéh Palito”, em Curitiba.
A entrada é gratuita.
Dados de contato
-
Telefone
(11) 3062-8980
-
-
Redes sociais







