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Última modificação agosto 18, 2026

Masp apresenta “Histórias Latino-Americanas”

Mostra reúne 148 artistas para investigar como a ideia de América Latina foi construída e é disputada

Obra do artista colombiano Antonio Caro. Digitalização: Museo de Arte Moderno de Bogotá / Cortesia: Casas Riegner / Divulgação

Informações

  • Data de inicio e término

    04/09/2026 até 31/01/2027

  • Dias da semana e horários

    Terça, das 10h às 19h | Quarta, quinta, sábado e domingo das 10h às 17h | Sexta das 10h às 20h30

  • Endereço

    Av. Paulista, 1578 - Bela Vista

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada)
    Entrada gratuita às terças, o dia inteiro | Entrada gratuita às sextas, das 18h às 20h30

Mais detalhes

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) inaugura a exposição coletiva internacional “Histórias latino-americanas”. Ocupando cinco galerias expositivas do Edifício Pietro Maria Bardi, a exposição reúne 187 trabalhos de 148 artistas provenientes de 20 países. Com curadoria de Amanda Carneiro, curadora do museu, e Julieta González, curadora-adjunta, a mostra analisa como colonização, migração, movimentos de resistência e projetos de nação contribuíram para a criação de diferentes narrativas sobre a América Latina.

As obras do período pré-colonial ao contemporâneo dialogam a partir de problemas compartilhados, como a colonização, o extrativismo, os projetos de progresso, as formas de organização coletiva, as migrações, as diásporas e as aspirações de futuro. Pinturas, documentos, mapas, esculturas, fotografias, instalações, têxteis e vídeos revelam o uso de imaginários e símbolos para inventar, governar e disputar a região ao longo do tempo.

A exposição está organizada em cinco núcleos: ‘O Mundo ao Revés’, ‘Retórica do Progresso’, ‘Sociedades Americanas’, ‘Estamos em Salsa’ e ‘A Queda do Céu’.

‘O Mundo ao Revés’ parte do conceito andino pachakuti, que nomeia uma inversão radical da ordem do mundo. Para inúmeros povos indígenas, a invasão europeia das Américas produziu uma ruptura dessa natureza, alterando relações com o território, o tempo e o conhecimento. O conjunto de obras reflete como a colonização inventou um mito de paraíso tropical repleto de riquezas naturais que estaria à disposição para ser explorado pela Europa, e a versão latino-americana do Barroco.

Já ‘Retórica do Progresso’ examina como projetos de urbanização e industrialização moldaram uma narrativa latino-americana do século 20, revelando promessas e contradições. A cidade, a fábrica, a rodovia, a arquitetura e o planejamento urbano despontam como uma vitrine de uma modernidade anunciada, mas também como instrumentos de controle, desigualdade e devastação ambiental. A expografia permite que uma das janelas do Edifício Pietro Maria Bardi revele a vista da Avenida Paulista, estabelecendo um diálogo entre a capital paulista e a exposição.

Em ‘Sociedades Americanas’, a exposição olha para formas de organização comunitárias, como quilombos, cooperativas, movimentos camponeses e pedagogias populares, que pensam a construção de alternativas concretas às promessas não cumpridas do desenvolvimento.

 ‘Estamos em Salsa’ faz referência à canção homônima lançada em 1978 pelo músico nova-iorquino de origem porto-riquenha Wayne Gorbea. Formada por matrizes afro-caribenhas, o estilo musical surge do encontro entre migrantes, gravadoras, bailes e comunidades latinas, consolidando-se em Nova York. As obras abordam as relações entre dependência econômica e repertório cultural por meio de produtos como Coca-Cola, petróleo, banana, dendê, milho e taco.

O último núcleo, ‘A Queda do Céu’, é nomeado em referência ao livro escrito por Davi Kopenawa e Bruce Albert. No livro, publicado em 2010, os autores revelam como a destruição da floresta amazônica pela invasão garimpeira desencadeia uma catástrofe que ultrapassa a noção de crise ambiental e nomeia o colapso concreto das relações que mantêm a vida de pé. O núcleo articula o sonho e o mito, compreendidos como formas de conhecimento alternativas às utopias de progresso. A coexistência e a sobreposição de territórios e linhas do tempo também orientaram a expografia da mostra.

Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria física do Masp ou comprados antecipadamente no website do museu.

  • Acessível para cadeirantes
  • $$
  • Gratuito
  • Livre para todas as idades

Dados de contato