Peça inédita de Plínio Marcos ganha leitura
Escrito à mão pelo dramaturgo para Rolando Boldrin, solo musical "Longe de Casa" ganha leitura encenada

Informações
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Data de inicio e término
27/08/2026 até 30/08/2026
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Dias da semana e horários
De quinta a sábado, às 19h30 | Domingo, às 18h
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Valores
Entrada gratuita
Mais detalhes
Existe um texto que ninguém nunca ouviu em voz alta em um palco. Plínio Marcos escreveu-o à mão, na década de 1980, para o amigo Rolando Boldrin contar a própria vida em cena — e Boldrin, por razões que a família só hoje começa a reconstituir, nunca chegou a montá-lo.
O público de São Paulo terá a primeira chance de escutar essas páginas na Sala Ademar Guerra do Centro Cultural São Paulo, em quatro sessões gratuitas de leitura dramatizada. É o esquenta de “Longe de Casa – A História de Rolando Boldrin”, monólogo musical com estreia prevista para 22 de outubro, dia em que Boldrin completaria 90 anos.
O texto chegou às mãos da produção pela viúva de Boldrin, Patricia Maia Boldrin, que guardava havia décadas as páginas escritas por Plínio especialmente para o amigo. Rodrigo Mangal assumiu a tarefa de atualizar o texto para os dias de hoje, preservando ao máximo a escrita original de Plínio. Quando a nova versão foi apresentada a Patricia e aos sobrinhos do artista, a reação foi de comoção — e a permissão para seguir em frente veio como uma bênção: o projeto podia caminhar.
O texto se divide em dois atos. O primeiro se passa inteiramente em São Joaquim da Barra, cidade do interior paulista onde Boldrin nasceu: a infância, a formação e o momento em que ele percebe que precisa deixar a terra natal para tentar a vida de artista na capital.
O segundo acompanha a chegada a São Paulo — os primeiros trabalhos como figurante na TV Tupi, as dificuldades de se firmar numa cidade de milhões de desconhecidos — até a consagração como o Senhor Brasil, o contador de causos e defensor da cultura caipira que o país conheceria décadas depois. Nos dois atos, a narrativa é intercalada por música ao vivo, tocada por Fred Fonseca e Roger Resende.
Nas quatro sessões de agosto, Rolando Boldrin será interpretado por Rodrigo Mangal, sob a direção de Tairone Vale. O ator divide o palco com Fred Fonseca e Roger Resende, que revezam violão, viola, cavaquinho, banjo, acordeom e percussão em arranjos tocados inteiramente ao vivo.
A entrada é gratuita.
Dados de contato
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Telefone
(11) 3397-4002
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