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Última modificação março 02, 2026

“Jacinta”, da Cia. do Pássaro, retorna ao cartaz

Peça revisita caso de mulher negra exposta por 30 anos no Largo São Francisco

"Jacinta". Foto: Bob Sousa.

Informações

  • Data de inicio e término

    07/03/2026 até 29/03/2026

  • Dias da semana e horários

    Sábados, às 20h | Domingos, às 19h

  • Endereço

    R. Álvaro de Carvalho, 177 – Anhangabaú

    Ver no mapa
  • Valores

    Entrada gratuita

Mais detalhes

No começo do século 20, uma mulher negra morreu nas ruas da capital paulista e não foi sepultada. Seu corpo embalsamado ficou exposto como curiosidade científica durante trinta anos na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, sendo até utilizado em trotes estudantis.

Para honrar a sua memória, a Cia do Pássaro volta em cartaz com o espetáculo “Jacinta – Você só morre quando dizem seu nome pela última vez” em curta temporada gratuita na sede do grupo ao longo do mês de março.

Escrita e dirigida por Dawton Abranches, a peça é baseada no caso real de Jacinta Maria de Santana. Em cena, a atriz Gislaine Nascimento e o ator Alessandro Marba são acompanhados pela musicista Camila Silva, que conduz a trilha sonora no cavaquinho, remetendo ao universo do samba.

Com o objetivo de tornar seu trabalho acessível ao maior número de pessoas, a Cia do Pássaro explora a linguagem do teatro popular. Há momentos de alívio cômico em “Jacinta”, sem perder de vista a seriedade do tema.

A narrativa foi construída de forma poética. Enquanto a atriz Gislaine Nascimento conta a história de Jacinta, é observada pela figura de Exu Tatá Caveira (Alessandro Marba), que manipula o tempo e o espaço e propicia o encontro da atriz com a personagem.

O espetáculo integra o projeto “Trilogia do Resgate”, da Companhia do Pássaro, que pretende resgatar do apagamento personalidades pretas históricas com trajetórias emblemáticas no Brasil. A peça é o segundo tomo da nossa trilogia. O primeiro deles “Baquaqua – Documento Dramático Extraordinário”, sobre o ex-escravizado Mahommah Gardo Baquaqua, que passou pelo Brasil no século 19. O grupo busca devolver a humanidade às pessoas retratadas, contribuindo para romper estereótipos.

Jacinta Maria de Santana, mesmo se tornando vítima das mais diversas violações após a morte, permanecia praticamente anônima até 2021, quando a historiadora e pesquisadora Suzane Jardim leu sobre o caso em um jornal de 1929. O autor da ideia e execução do embalsamamento foi o professor Amâncio de Carvalho, da área de medicina legal da USP. Diferente de Jacinta, que permaneceu desconhecida por décadas, ele virou nome de rua da Vila Mariana.

A entrada é gratuita. Os ingressos são distribuídos 1h antes do início da apresentação.

Não haverá sessão no dia 21/03 (sábado). Haverá sessão extra no dia 29/03 (domingo) às 15h.

  • Gratuito
  • Maiores de 14 anos

Dados de contato

  • Telefone

    (11) 98365-5850

  • Redes sociais

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