Frida Kahlo é inspiração em peça “Temperos de Frida”
Peça gratuita é embalada com músicas latino-americanas e conta episódios da vida da pintora Frida Kahlo

Informações
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Data de inicio e término
24/01/2026 até 25/01/2026
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Dias da semana e horários
Sábado, às 20h | Domingo, às 18h
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Mais detalhes
Resultado de uma pesquisa artística sobre o universo feminino em diálogo intercultural entre México, Brasil e Peru, o espetáculo “Temperos de Frida”, criado pela artista migrante peruana Rosana Reátegui, chega a São Paulo para duas apresentações gratuitas, nos dias 24 e 25 de janeiro, no Teatro Flávio Império. A montagem estreou no Rio de Janeiro em 2023 e tem direção de Tatiana Motta Lima.
A peça investiga as simbologias da vida e da morte, suas manifestações nos espaços de convivência social e a criação de territórios sagrados e profanos no cotidiano das mulheres. A encenação propõe uma experiência sensorial e ritualística, em que memória, festa e espiritualidade se entrelaçam.
A trama se passa durante a noite de celebração do Dia dos Mortos, quando o público é convidado a conhecer o bar fictício Viva La Vida, comandado pela própria Rosana Reátegui, que interpreta a dona da bodega. Nesse ambiente de confraternização, também estão em cena a cantora Natália Sarante e o violonista Luciano Camara, que conduzem a trilha sonora ao vivo como parte da festa.
Embalado por clássicos da música latino-americana, como “La Llorona”, “La Bruja”, “Cucurrucucu Paloma”, “Cariñito”, “Gracias a la Vida”, “Adelita” e “Explode Coração”, o espetáculo revisita episódios da vida da pintora mexicana Frida Kahlo (1907–1954) e sua relação simbólica com Catrina, figura que personifica a morte na cultura mexicana.
Na dramaturgia, Frida é apresentada como alguém que recebeu inúmeras visitas de Dona Catrina, sua madrinha, e que, apesar da dor, escolheu afirmar a vida por meio da arte, do corpo e da celebração. A encenação dialoga com a ideia do historiador Luiz Antônio Simas, segundo a qual a festa não acontece porque a vida é boa, mas justamente como resposta às suas adversidades.
O público é conduzido a um espaço provocador e cúmplice, onde tempo e espaço se misturam. Em determinados momentos, a narrativa suspende o tempo cronológico, especialmente quando o oratório central do bar se abre, gesto simbólico que convoca Catrina e aproxima ainda mais os campos da memória, do sagrado e do profano.
Com entrada gratuita, “Temperos de Frida” propõe uma experiência teatral que celebra a vida a partir da convivência com a morte, reafirmando a potência feminina, a cultura latino-americana e o teatro como espaço de encontro, ritual e resistência.










